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Encontrado em Touch

13/05/2013

“Os números são constantes, até deixarem de ser.  Nossa incapacidade de influenciar no resultado é o grande equalizador. Isso torna o mundo justo.  Computadores geram números aleatórios, na tentativa de extrair sentido da probabilidade. São sequências numéricas intermináveis, sem qualquer padrão.  Mas durante eventos cataclísmicos globais, como tsunamis, terremotos, ou tragédias que envolvem um grande número de pessoas, esses números, de repente, deixam de ser aleatórios. Quando nossa consciência coletiva entra em sincronia, o mesmo ocorre com os números. A ciência não consegue explicar esse fenômeno. As religiões o chamam de oração. É um pedido coletivo, enviado em uníssono. Uma esperança compartilhada, para que um medo seja mitigado ou uma vida poupada. Os números são constantes, até deixarem de ser.

Também em tempos de alegria coletiva – nesses breves momentos – a experiência emocional compartilhada faz o mundo parecer menos aleatório. Talvez seja coincidência.  Ou talvez seja uma resposta para as nossas orações.”

Agora (e sempre)!

10/04/2013

ampulhetaHoje o Cágado Xadrez faz 7 anos! Pensei em reeditar a 1ª postagem num linguajar menos arcáico para relembrar o começo do blog. Qual não foi a minha surpresa ao notar que o assunto é tão atual quanto o foi em 10 de abril de 2006? E serve para cada um de nós , segundo após segundo, eternamente…

Quando o post “Agora” cair (empurrado pra baixo pela mecânica bloguiana), aquele momento, paradoxalmente efêmero e eterno a que se refere o título, terá ido para o passado, e o nome do post ficará aparentemente inadequado! Mas, assim como o post, permaneçamos no instante mágico do agora! Fechemos os olhos! O passado morreu! O futuro ainda não nasceu! O passado está na linha que você acabou de ler! O futuro na que virá a seguir (e que desconheço até que a escreva). Não olhe pra traz – e tampouco pra frente – pois não há nada lá! Você perceberá que se equilibra numa corda bamba! E isto é tudo o que realmente existe! O agora.

Sua impotência para interferir no segundo que precede este momento é tamanha que se torna imensurável. É total! Sua impotência para prever os acontecimentos do segundo que virá a seguir também é total! Venha ao mundo, viva, e morra! Seja feliz ou sofra! Ame, imagine, e crie! Qualquer coisa que você fizer será equilibrando-se sobre esta corda!… ou quase todas as coisas!

Sempre é possível saltar! A extrema loucura. Você ouvirá pela vida mil descrições deste salto: desde os rituais esotéricos até os suicídios dos alienados. Se você não acredita em qualquer processo volitivo cósmico, aqui já deve ter torcido o nariz! Se você aposta que há um velador universal, que se preocupa com sua fragilidade e tropeços individuais,  talvez seja melhor segurar a mão de seu deus! Mas, afirmo: este salto só tem uma regra! Ele é solitário, e muito pessoal!

E, além disto – voltando para o título e a razão do post – não é possível saltar de onde se esteve um dia, ou de onde estaremos amanhã! Só se pode saltar daqui e agora!

Podemos abrir os olhos! Não é necessário morrer! Esta trama energética que nos envolve totalmente e nos permeia, e em que se processa o que definimos como existência, faz parte do agora… é a própria corda!

Mandala

10/07/2011

“Afinal! O que é um mandala?” – me perguntou um paciente. Confesso que tive que recorrer ao Google…. e constatei que toda resposta gerava pelo menos duas perguntas, abrindo novas portas que mereciam ser exploradas. 

O mandala é um desenho circular, segundo a premissa sânscrita, com padrões que se repetem ou se espelham, quase sempre simétricos, harmônicos, atraentes, absorventes, onde o centro nos personifica e somos circundados pelo que é o mundo ou a casa simbólica a que pertencemos. Após um determinado período de contemplação, o mandala satura as conexões lógicas feitas pela mente e envolve o observador em inferências e comparações, ou analogias. Por esta razão o mandala também é chamado de chave analógica pelos que o adotam na prática meditativa. Partindo do princípio que o conjunto do sistema cognitivo de um indivíduo utiliza uma parte muito pequena de sua capacidade nos processos vitais e de relacionamento, esta chave analógica busca, no âmago do inconsciente, na porção predominante e não utilizada do sistema nervoso central, a relação do indivíduo com o todo, ou o conjunto universal, ou a unidade cósmica. Deixando de lado a conotação espiritualista deste posicionamento o que se pode afirmar é que a contemplação de um mandala põe o observador num estado de “ver sem analisar objetivamente”, e isto permite que aconteçam flashes de “não-pensar”; instantes surdos ou cegos na constante e saturante receptividade informativa e pragmática para a qual fomos educados. Quem preconiza a observação do mandala pretende que o indivíduo abra o seu inconsciente. Aqui pode haver uma divisão nos objetivos almejados. Alguns apregoam que através desta abertura o indivíduo, num determinado momento, alcançará um estágio em que “estará vazio para poder ser preenchido espiritualmente em busca de uma iluminação.” Outros esperam que a abertura analógica permita que a própria potencialidade inconsciente de cada um trabalhe em prol daquele observador, harmonizando-o, curando-o, ou descobrindo aspectos “energéticos quânticos” que não seriam possíveis através dos sentidos comuns. Como se vê, alguns conceitos citados partem de premissas que por si só abrem outros campos de discussão tais como “iluminação” e “aspectos energéticos quânticos”. Na mistura do que pertence à religiosidade e à física de ponta (que tanto podem ser opostas como enfoques paralelos da mesma coisa) não pretendo por meus pés agora.

Uma pluma solta ao desejo do vento pode ser achada ou ser perdida. Pode pousar no solo e ser pisada, amassada, e misturada ao barro. Pode pousar na mão de um velho e ser avaliada, analisada, e aprisionada no passado. Pode pousar no nariz de uma criança e ser acariciada, assoprada, e devolvida à vida.

É bom lembrar!

08/12/2010
  1. Quando pequeno acostume-se com as fraldas, pois você vai voltar a usá-las.
  2. Não tenha vergonha de chorar, pois na vida você terá que lavar a alma muitas vezes.
  3. Aprenda cedo a agradecer. Chegará um momento em que esta será a sua única moeda.
  4. Seja sincero ao sorrir. Todos gostam de um sorriso sincero enrugado e sem dentes.
  5. Estude sempre. Isto cria um mundo que existe mesmo sem a existência dos sentidos.
  6. Um dia você vai perceber que amar não é a coisa mais importante, mas a única que vale a pena.
  7. A medida da vida não é o tempo que se viveu, mas o tempo que ainda se tem pra viver.
  8. A vida é o resultado das escolhas feitas. E também o resultado das escolhas que não foram feitas.
  9. Não reze. Apenas escute. Você não tem nada a dizer que um ente superior já não saiba.
  10. Não se preocupe com o que escreverem em sua lápide. Você nunca vai ler.

Onde está a piada está a tragédia.

14/11/2010

Um velho sentado no banco da praça lia o jornal.  De vez em quando soltava uma gostosa gargalhada. Ria ao ponto de ter que deitar o jornal no espaço a seu lado e pegar um lenço para enxugar as lágrimas. Em outro banco um casal de namorados avaliava a cena e sorria.

Depois da quinta ou sexta gargalhada o casal se aproximou e não resistindo quis saber quais eram as piadas. O velho disse que não havia piadas. Só notícias. E o casal sem entender questionou o motivo das risadas. O velho disse que naquele dia ele saíra de casa com a intenção de rir. Amanhã talvez fosse o dia de chorar. Mas as notícias seriam as mesmas.

A piada não está no fato. Está no homem. A tragédia também.

Assim como é…

19/09/2010

Nunca consegui surfar. Ficar equilibrado sobre aquela prancha apresenta muito mais variáveis do que o meu labirinto pode suportar. Neste quesito me basta a vida. Mas admiro quem consegue. Agora, sexagenário, me resta surfar na net. Aliás, num mar que não existia na minha juventude. Hoje encontrei um novo porto e quando gosto da paisagem faço um link, aqui e na lista à direita lá em baixo. Uma opção para quem está com calos nos dedos de tanto clicar na mute. Pra quem não agüenta mais a mesma mentira contada por quadriênios sem fim.  Quem sabe um pouco de leitura zen lhe faça bem! Nas rimas se escondem as iscas. Se não fosse assim não haveria tantos fisgados pela poesia. Mas esta já é outra história.

10 coisas que todos devem saber!

13/09/2010

Viver é algo muito perigoso! Tanto que mata 100% dos que tentam.

A morte mostra o que há de bom em qualquer um. A política mostra o oposto!

Secar o time alheio é como não fazer sexo e desejar que os outros broxem.

O tempo é o melhor remédio! Morrer esperando é o seu principal efeito colateral.

A fé de menos ou a fé de mais são dois cacófatos que podem feder.

Saber tolerar é muito mais importante que conhecer as pessoas.

Você está livre para pisar onde quiser menos nos pés dos outros.

Qualquer coisa pode cair do céu sobre nossas cabeças, menos coisas boas.

Se alguém afirmar que sabe onde está indo não o siga!

Quem chegou até aqui é sinal que sabe ler. Saber ler não significa entender!