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10 coisas que poderiam ser sérias, mas acabam sendo divertidas.

18/10/2012

1. Previsões de que o mundo vai acabar.
2. Orçamento de obra pública.
3. Barraco em casamento chique.
4. Queda de ministro.
5. Prejuízo milionário de um bilionário.
6. Promessa de político.
7. Pênalti perdido pelo craque do time.
8. As desculpas de um ladrão de colarinho branco.
9. Político em prisão domiciliar.
10. A máxima de que “cada povo tem o governo que merece”.

Não é possível salvar a política por que não há nada para ser salvo.

27/08/2012

Lula, o nosso super ex-presidente, em uma de suas viagens pelo exterior, afirmou que o mensalão não existiu. Isso tudo não passou de uma quimera midiática. Uma esparrela em que o país caiu. O mesmo país que agora assiste, já desinteressado, ao pomposo teatro judiciário focado em uma fantasia surreal. Equivale dizer que vultuosas quantias mudaram de direção e de mãos sem explicações válidas e ninguém fez isso, pois nada aconteceu. Segundo Lula tudo foi uma ilusão de ótica secundária ao frenesi investigativo da liberdade democrática, onde, aparentemente, não é pecado lançar falso testemunho, assim como não é crime roubar. O atual desenrolar não passa de uma formalidade acadêmica para que se estabeleça um ponto final. Sem preocupações contábeis ou morais. O segundo oba de um oba oba.

Há uma certa dificuldade ao se argumentar com os jovens sobre o que se espera dele ao ser inserido no contexto social. Já é difícil definir o que é certo ou que é errado. Por que há momentos em que a ética se aplica e por que, ocasionalmente, e sem explicações, ela pode ser sumariamente esquecida? Quando ser responsável é legal e quando o legal é ser esperto? Como estabelecer a linha limítrofe entre a cidadania e a marginalidade? E, fundamentalmente, quem são os exemplos que podem servir de padrão para as personalidades que ainda estão na linha de montagem? Uma coisa é certa: não procure por exemplos entre os homens que fazem da política o seu modo de vida. A probabilidade de que a escolha venha a ser uma grande decepção é enorme. Atualmente todos os poderes são olhados com desconfiança. E não vemos esforços reais para que isso mude.

Estamos às vésperas de um momento eleitoral. Em poucas semanas vamos escolher vários aprendizes de feiticeiro. Os grandes bruxos só serão escolhidos na próxima eleição. Todas as promessas e pretensos programas apontam para a preocupação com os indivíduos e com o conjunto deles. Como se esses homens e mulheres estivessem realmente preocupados com o que podem fazer pela massa. E eles apontam para o povo como algo acima do governo que o representa. Nada mais falso. No íntimo eles sabem que o povo apenas representa a alavanca que os permite participar do governo. Logo depois, a classe política, de forma quase unânime, considera que o governo é maior e está acima do povo. Um fascismo disfarçado, onde o ignorante e o impotente são ignorados pelo poder.

Ontem morreu Neil Armstrong, mas a marca de sua bota continua na Lua desde 1969, e, se ninguém pisar nela, ainda estará lá quando a humanidade for extinta. Mas há quem afirme que isso tudo é uma mentira que os americanos inventaram para justificar o custo do programa espacial. É! Talvez isso seja, afinal, um conto de fadas. Talvez o mensalão não tenha existido. Talvez nós estejamos nos preocupando demais com os jovens ou com os políticos. E talvez isso não tenha solução.

Esclarecimentos e orientações aos eleitores.

30/03/2012

Nesse ano há eleições. Assim como em todos os anos pares. Anos pares são aqueles em que o dinheiro que você paga de imposto sofre um surto de retorno em obediência à manjada máxima de que dois coelhos devem ser mortos com uma paulada só. Os dois coelhos, esclarecendo aos incautos, são: o direito que você tem de ver a aplicação pública do que foi recolhido, e o duplo uso do dinheiro na lubrificação da máquina em prol do jogo político. Coisas democráticas. Você foi convocado sem direito à apelação, independentemente da qualidade do produto oferecido. Mas isso é coisa velha e nem adianta ter chiliques. Pense nisso como a aplicação obrigatória do tal princípio da tentativa e erro. A esperança é de que um dia nós acertemos depois de tentar muitas e muitas vezes. Convenhamos que é difícil compreender como é possível sintetizar um perfume a partir de tanto fedor, mas, dizem os entendidos, é por aí mesmo, pois a diferença está numa sutileza química que nos escapa. Um dia sai. O importante é ter fé. Fé de mais ou fé de menos são meras cacofonias do percurso.

Eu ia dizer pra vocês anularem o voto, mas desisti disso. É uma ideia boba. Votem no cara mais parecidinho com cada um de vocês. E seja o que Deus quiser. Se a média dos eleitores não for essencialmente corrupta já é um grande negócio. Se a média não for burra é melhor ainda.

Observem, então, os candidatos. Para isso vou dar uma dica. Nos horários políticos televisionados, que eles dizem que são gratuitos, e são! realmente são! pelo menos naquele instante, uma vez que você já os pagou em suaves e imperceptíveis prestações embutidas na tributação de tudo que você consome, não desligue a TV. Apenas aperte a tecla mute. E mantenha sua atenção sobre o que rola na telinha. Como num filme mudo. Avalie as faces, os olhos, e a mímica de cada um. O que eles dizem não tem valor nenhum. Trocando tudo por estática ainda é mais produtivo. Não são verdades. São chavões. Frases feitas. Coisinhas de efeito para engabelar os trouxas. Nem eles acreditam, realmente, no que estão dizendo. Mandaram que eles dissessem aquilo. O partido. O patrão. O cara que lucra ou pretende lucrar. Enfim, despersonifique o culpado e diga que o script é obra do sistema e portanto irrelevante. Pronto! Agora você terá o candidato limpo. Como o velho Charles Chaplin que em sua pureza nos fazia rir sem dizer nenhuma palavra.  Lembre: a verdade está na alma, e os olhos são as suas janelas.

E depois vem o inevitável dia em que você se tornará responsável pelo que vai dar. Então é melhor fazer o melhor possível, nunca esquecendo que eles vão legislar em causa própria, e muitos deles vão roubar descaradamente, e o remendo só poderá ser tentado no próximo ano par, e nos próximos dois anos pares há notícias de que teremos uma olimpíada e uma copa, e essas coisas mascaram ainda mais o processo, e a próxima chance real pode ficar só para 2016. Resumindo: seja sério pelo menos uma vez na vida.

Considere que há três tipos de políticos: o maluco, o corrupto, e o idealista. O maluco é aquele que pensa que pode mudar o mundo. O corrupto é aquele que sabe que não pode mudar o mundo e não só se aproveita disso como faz o possível para que o mundo permaneça como está. O idealista é aquele que sabe que não pode mudar o mundo, mas faz o possível para que as ideias mudem. Esses últimos são muito raros e são pessoas tristes.

Na política, os idealistas fazem política e os malucos acham grandes soluções para problemas que não existem, ou não percebem onde estão os verdadeiros problemas. Enquanto isso os corruptos lucram com ela. Na paz, enquanto os idealistas lutam e os malucos acham que a revolta é a solução, os corruptos lucram com ela. E na guerra, enquanto os idealistas lutam e os malucos morrem, os corruptos lucram com ela.

Os malucos e os idealistas são temporários. Os primeiros viram chacota ou passam a ser pitorescos. Os segundos geralmente se desiludem e voltam pra casa sem alcançarem uma massa crítica que faça diferença. Os únicos que permanecem são os corruptos. Eles são realistas. Eles sabem que as pessoas não estão dispostas a enxergar. Eles sabem que é mais fácil corromper do que converter. Eles sabem que a permanência é mais garantida quando se lucra e muito incerta quando se luta.

E enquanto milhões podem ser manobrados bovinamente para mantê-los em seus tronos eles se perguntam: “Mudar?! Por quê?”

Pense nisso.

Como ser feliz!

30/09/2011

…o parlamentar é um empregado nosso que foi contratado para votar nas inúmeras coisas nas quais, em princípio, seriam necessárias as nossas opiniões, mas não podemos estar lá, por que temos que trabalhar para que o país ande…

 

CHEGA! A partir de hoje o assunto política está banido do Cágado! Este é o último post a respeito. (Como se os ladrões da ocasião estivessem preocupados com isto!) Vamos brindar ao arquivamento das denúncias contra Valdemar Costa Neto. Brindemos também ao voto secreto daqueles em quem nós votamos para que não votassem secretamente nas coisas que são de nosso interesse. Afinal, em última análise, o parlamentar é um empregado nosso que foi contratado para votar nos assuntos sobre os quais seria necessária a nossa opinião, mas nós não podemos estar lá, por que temos que trabalhar para que o país ande. O mínimo que se espera deles é que votem certo! Mas para isto precisamos saber como eles estão votando! (Tão simples!) Contudo as manhas do fisiologismo permitem que os nossos empregados trabalhem em segredo! Votando não pelo interesse daqueles que os elegeram, mas pelo interesse deles próprios, secretamente, em conluio, como fazem os bons profissionais do ramo, que têm tudo a esconder, seus rabos presos, suas rapinagens, e Deus saiba mais o quê! (Parece piada!) Brindemos ao bonitão do mensalão e às suas declarações emblemáticas tais como “…quero que vossas senhorias provem as infâmias que dizem contra minha ilibada conduta…”, enquanto a própria mulher (do nobre deputado) afirmava que muitas vezes observara as malas de dinheiro circularem em torno de Valdemar. (Águas passadas!). Brindemos à sua renúncia para evitar a cassação. Brindemos à sua reeleição guinchado pelo fenômeno Tiririca. (Povo burro, no fim, deve comer capim!) Falando de Vavá (Ficamos íntimos nos últimos anos!), brindemos à sua ação “regularizadora”, mais recentemente, no quem-vence-as-licitações no Ministério dos Transportes. E brindemos, fechando o círculo, ao arquivamento das denuncias contra ele. De tabela podemos brindar às lágrimas de Jaqueline Roriz. E brindemos, de forma mais abrangente, à pouca vergonha na cara do parlamento brasileiro (onde é difícil acreditar que haja alguém honrado, pois se existisse tal hipotético alienígena, hoje ele deveria estar berrando de indignação!). E por último, brindemos! Pois uma coisa é certa! Eles estão brindando e rindo das nossas caras! CONTINUEM VOTANDO NELES, PANACAS!

Minha esposa fez um comentário ao meu discurso apoplético sobre a falta de ética vomitada em nossas caras. (Ética, para quem não sabe, é aquela senhora gorda que foi esfaqueada pela classe política desse país!): “Pra que ficar deprimido e enfartar? Nós não podemos fazer nada! Eles é que fazem as regras do jogo! Sempre foi assim!” E é verdade! O idiota aqui é que não tinha chegado a uma constatação tão óbvia. Daqui pra frente vou reduzir minhas atividades políticas à: 1) Não votar, 2) sonegar, e 3) sacanear políticos! É mais divertido, mais econômico, e não faz mal às coronárias.

Não vou mais me sentir chupando um prego até virar parafuso! É quase como ser feliz!

 

(obs: a foto-montagem  na abertura foi feita a partir de inúmeras chupadas googleanas sem pudor e sem lembrar de guardar os links para dar os créditos a quem merece – perdoem-me os chupados!)

Políticos corruptos podem doar para Criança Esperança!

21/08/2011

Se você for um político corrupto também pode doar para a Campanha Criança Esperança parte do que roubou. Para doar anonimamente até  10 % use a internet. Para doar 11% ou mais utilize o Ministério Público. As doações poderão serão anônimas se não forem exigidos recibos para dedução posterior no Imposto de Renda. Faça a sua parte. O país e as crianças que foram roubadas agradecem.

Feliz Natal para os Nobres Deputados

20/12/2010

Ler jornal faz mal pra saúde. Mata a ignorância, mãe da felicidade, e contrai perigosamente as coronárias. Amanhã os deputados estaduais do Rio Grande do Sul decidem se seguem a patifaria dos deputados federais e senadores. Dentro do espírito do “deixa como está pra ver como é que fica” é só pegar os ganchos do efeito cascata e da proporcionalidade e aprovar mais uma imoralidade. Fácil como roubar o doce da boca de uma criança! Aumentem o próprio salário, mas não tripudiem sobre todas as outras classes de trabalhadores. Estes, sim, trabalhadores! O contraponto hilário, por que sempre é melhor rir do que chorar, vem por conta da charge do Marco Aurélio com Tiririca comemorando os seus 26 mil: “Eu não sou mais paiaço que nem oceis…”

Upload em 22.12.10. Ontem recebi 55 recados dos 55 deputados gaúchos que aprovaram um reajuste de 73% para os próprios vencimentos, quando a inflação no  período foi de 21%. Um tapa na cara do povo. Alguns dirão que 11 votaram contra. Lutaram de forma veemente por 30 (trinta) minutos e aceitaram receber o que a casa determinou.  Cômodo.

Ontem o bispo Manuel Cruz, dircursando na tribuna do Senado, recusou uma homenagem a ele prestada em sinal de protesto pela mesma patifaria na esfera federal. Palmas para o bispo. Vaias para o povo, que NOVAMENTE acreditou na mentira eleitoral. Num dado momento o bispo diz: “Quem assim procedeu não é parlamentar. É para lamentar.” Sinal que o bispo Manuel anda lendo este blog.

Quanto custa o Congresso Nacional (2ª parte) ou a Farra do Peru.

17/12/2010

Mauro Camargo fez o seguinte comentário, em referência ao post anterior, que trata do quanto nós vamos pagar pelo congresso nacional: “Eu não tenho o problema de não lembrar em quem votei… [pois] não votei! Ao menos esse pequeno prazer eu tenho, ínfimo, diante de tanta canalhice. Não autorizei essa patifaria. []… e os idiotas do vamo-que-vamo democrático ainda vão dizer que eu deveria ter votado pra colocar lá os que não fariam isso. (Que piada!)”

No primeiro quesito empatamos, Dom Camargo. Lembro muito bem em quem votei nas últimas oito eleições para a câmara e para o senado. “He’s a real nowhere man, sitting in his nowhere land, making all his nowhere plans for nobody.” Concordo com você quando lamenta a cegueira democrática dos que afirmam que o voto em alguém mudaria o “status quo”. Como se o voto dos milhões que votaram em alguém tenha colocado por lá indivíduos que não estivessem preocupados com um golpe pecuniário que os locupletasse. Como se nesta cambulha fosse possível obter 298 votos que fizessem história dando a vitória ao bom senso. Mas infelizmente sou obrigado a lamentar o fato de que nós também vamos pagar a conta. De cada um dos 594 eleitos nos próximos quatro anos, e nos seguintes, e nos seguintes, “ad aeternum”. Vamos pagar os quinze salários e as verbas complementares, e os desvios e roubos expostos no afã midiático, com a miríade de denominações criada pela fértil imaginação da polícia federal, que investiga, diz que vai prender, solta o que não foi preso sob ordem de alguém do enclave judiciário e arquiva, num teatro que já perdeu a graça e qualquer verossimilhança com a vida real graças ao embate com a im[p]unidade parlamentar. Não! Não é parlamentar! É para lamentar. É triste, mas é assim!

E eu peço todos os dias que apareça uma alma que me diga que aquilo que afirmei não é verdade. Que me convença! Que me faça ver o quanto a minha ignorância está gerando uma argumentação fundamentada em inverdades. E os dias passam! E ninguém aparece!