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A matemática das duas mentiras!

25/06/2015

No beabá da economia, o brasileiro é condicionado a mentir duas vezes. A primeira é dizer que ganha pouco para poder sonegar impostos. A segunda é dizer que ganha muito para poder ter crédito. A primeira mentira já foi sacramentada como legítima defesa. O que o governo não sabe que você ganha ele não pode roubar. A segunda mentira é um acordo tácito entre quem quer comprar o que está além de suas posses e quem quer vender mesmo que o comprador não possa pagar. A facilidade do crédito cria a ilusão de poder a qualquer custo, numa corrente sem controles. Na hora de comprar deveriam valer sempre as mesmas informações dadas ao leão. Assim, só poderia ser comprado o que cabe na renda declarada, e quem quer comprar mais necessitaria declarar mais, aproximando a realidade da verdade. Isso não acontece, pois no país do descontrole, um sistema tão simples como esse não interessa a ninguém, ou ninguém tem a capacidade para institui-lo. Esse controle daria trabalho, cansaria, e fecharia portas importantes por onde ocorrem desvios que interessam a muita gente considerada boa. Se o governo cobrasse impostos justos, as duas mentiras citadas poderiam ser transformadas numa verdade única, quase todos pagariam impostos, quase todos comprariam o que realmente podem, a inadimplência seria consideravelmente reduzida, e as maquiagens políticas que mascaram crises, e empurram a realidade para depois das eleições, não existiriam… Bem! Possivelmente, com isso, muitas eleições seriam perdidas, mas nada é perfeito!

Ah! Que saudades da CPMF!

10/06/2015

A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras) autorizava o governo a ficar com um acréscimo de 0,25% a 0,38% sobre tudo que você pagava usando a rede bancária. Ele foi criado em 1997 por Serra, então ministro da saúde, com a pretensão de conseguir dinheiro para a saúde pública e outras mazelas nacionais assemelhadas. Existiu até 2007, quando a prorrogação foi rejeitada pelo Senado. A CPMF, no período de 1997 a 2003, foi amaldiçoada e cuspida por Lula e jogada no mesmo balaio do mantra “Fora, FHC!”. Depois, de 2003 a 2007, já com o seu maior crítico empossado como presidente, essa “herança maldita” foi bem aceita e incorporada à fonte de lucros. Durante os 10 anos de existência, a CPMF deveria ter injetado 102 bilhões de reais na saúde, porém isso não mudou em nada o massacre a milhões de brasileiros, embretados nas desgovernanças tucana e petista. Agora o PT quer a volta da CPMF…

Quando eu tinha 5 anos, tinha um carrossel perto de casa. Eu esperava várias voltas até o cavalinho amarelo vagar. Eu só andava naquele por que era o único que não mordia. Ele está ocupado, desde então… ‪#‎PovoSemMemóriaMereceSerEscravo‬

Como estrangular a galinha dos ovos de ouro…

21/05/2015

No Brasil atual sempre haverá a piada da hora, embora, geralmente, a piada não seja para rir, já que os palhaços somos nós. O rombo contábil nacional pode ser compensado de duas formas: aumentando a receita ou diminuindo as despesas. Eles aumentam a receita aumentando os impostos e, dessa forma, nós, os palhaços, somos intimados a darmos a nossa contribuição. Eles diminuem as despesas cortando as verbas que estavam direcionadas para os projetos sociais; ou seja: os palhaços pagam o imposto e assistem bovinamente à diminuição do retorno do imposto pago. Na prática não houve a diminuição das despesas. Houve remendos para agradar idiotas. Economizar em educação aprofunda a incapacidade social de reação. Economizar em saúde agrava a fragilidade e debocha do sofrimento. Economizar em segurança abre espaço para que o crime governe. Um povo inculto, doente e assustado produz menos e paga menos impostos. Um governo burro e covarde não economiza, mata quem sustenta o governo.

Enquanto isso, nos 38  ministérios….

A história do país está aprisionada em um loop temporal.

21/04/2015

Em 1792, há exatamente 223 anos, um dentista foi morto pelo governo porque gritava: “Basta de corrupção!”, “Ninguém aguenta impostos de 20%!” e “Fora, Portugal!”.

Evoluímos muito de lá para cá!

A corrupção está muito mais sofisticada e abrangente. Os impostos foram duplicados e nós continuamos aguentamos. Saiu Portugal e agora temos o nosso PorTugal. E não enforcamos mais dentistas

Remédio pra azia.

22/01/2015

Ler notícias faz mal pra saúde. Leio: “Só consumo menor evita novos cortes de energia.” Que coisa mais brilhante! Traduções livres: A realista: “Não há solução para a crise energética.” A literal: “Economize energia! Não deixe sua empresa crescer.” Ou a confessada: “Somos incompetentes! Azar o seu que acreditou em nós!” E vai por aí.

Li numa revista de setembro do ano passado as comparações entre as promessas de Dilma e as ameaças sugeridas pelo PT se o povo escolhesse Aécio. Acho que o governo também leu a mesma revista e gostou! Ou então a Dilma pensou: “Tinha gente querendo o tucano? Então vou dar um gostinho pra eles.”

A diferença entre o discurso e a realidade é um abismo. Ou somos muito ingênuos ou muito burros. Como somos fáceis de enganar! Estava tudo escrito nos indicadores irreais e reprimidos que produziam as estatística eleitoreiras. Na verdade, nem tudo! O aumento dos combustíveis já é uma forma lúbrica de nos embutir o pagamento do rombo na Petrobrás. Mas dessa não podemos reclamar! Afinal somos os culpados diretos por eleger os mandatários e culpados coniventes por ficarmos babando enquanto essa banda passa. Porém, de todas as manobras (para sanar a economia varrendo a casa com os nossos cabelos), o mais encantador foi o veto ao reajuste da tabela do imposto de renda. O bobo do início do parágrafo é até capaz de dizer: “Mas isso aumentou só 4,5%!” A realidade contábil vai fazer com que muito boné vermelho veja estrelas amarelas ao pagar imposto de renda pela primeira vez na vida! E então se dirá: “Nunca antes na história desse país…!”

(Onde foi que eu coloquei o meu remédio pra azia?)