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Eleições chegando!

15/06/2016

Eleições chegando! Aquele processo crônico que nos obriga a escolher o menos pior e depois nos responsabiliza (e onera) pela incompetência dos eleitos.  Só os inocentes não percebem que esse sistema ultrapassado parirá sempre o mesmo ovo podre. Nada melhor virá dessa corporação corrupta. Quem trabalha e move o país observa impotente a alternância das gangues que comandam e fazem conchavos em nome da governabilidade. Não sejamos ingênuos! Esse penico nunca ficará limpo! Os representantes da tal democracia representativa não vão mudar o jogo que os enriquece. Essa reforma política jamais partirá da classe política atual ou da que for eleita pelo sistema atual. A reforma deve ser democrática e obedecer ao livro esquecido que diz que “todo poder emana do povo”. Votar no sistema atual é o mesmo que dizer: “Sim! Eu concordo com essa mecânica corrupta e aceito o meu papel de cúmplice!” Isso é Democracia? Você vai continuar votando?

Sai #OHexaÉNosso e o #NãoVaiTerCopa e entra o #PenseEVote

26/07/2014

Quando me dei conta a Copa havia acabado. Lembro que cheguei a torcer pela Argentina na final. Depois achei que o resultado premiou a organização, a humildade, a simpatia e o lema: “Um nação, um time e um sonho!” O sonho alemão se mostrou mais realista do que a empáfia nacional: “Preparem-se! O hexa está chegando!” Minha avó dizia que na preparação do omelete era necessário cevar a galinha sem espreme-la e o meu avô completava que antes disso era bom conferir se não havíamos pego o galo. Para a geração jovem, que foi massacrada pela mídia com a ideia de que bastava torcer que o resto já estava garantido, o Hexa ganhou um significado torto de coisa inacabada sem prazo de conclusão, como obra prometida por político. Embora só aqui os títulos se acumulem, ignorando os hiatos em que os outros são melhores. Nós ganhamos cinco vezes, de fato, mas na prática o nosso país só foi bi em 1962, assim como a Itália, em 1938.

O #NãoVaiTerCopa acabou com o mesmo tom da promessa do #OHexaÉNosso. Deu chabu! Algo bem previsível, por sinal! Não adiantava você mostrar bandeiras reacionárias para um país que se alimentava das esperanças de êxito em uma festa bilionária. Assim como o contrário! Tente juntar uma dúzia de #FiquemCalmos na frente de uma multidão em pânico. É uma ótima maneira de acabar como purê de hashtag.  Por outro lado, na onda do hexa adiado, os partidários do “não vai ter copa” podem transferir o projeto, ou aviso, ou ameaça, ou profecia para a “2018 Fifa World Cup Russia”, já que naquele ano o Brasil não será sede e não foi campeão. Traduzindo: vai ter que passar pela pedreira da classificação nas Américas, com o nível que se viu neles e com o desnível que se viu por aqui. Ainda que, se tudo der errado, sempre nos resta torcer pela Costa Rica!

Mas o fato é que a festa acabou! O mundo viu que o governo brasileiro, aos trancos, com a barriga e pressionado, pode parecer que dá conta do recado! Os estrangeiros partiram deslumbrados e felizes e ficaram as obras inacabadas e as contas mal explicadas, coisas com as quais já estamos acostumados. Agora vai começar um outro jogo e esse, fieis crédulos do “hexa é nosso” e ferrenhos defensores do “não vai ter copa”, depende exclusivamente de nós. Sai a Brazuca e entra em campo o #PenseEVote. Mas, pelo amor aos seus filhinhos, pensem! Os meios de comunicação vão vomitar em nossas casas um monte de sorrisos e mentiras. O de costume. Não apostem! Não torçam por ninguém a não ser por suas consciências. Lembrem-se dos estádios superfaturados, dos hospitais sucateados, dos remendos fantasiosos, das escolas em ruínas, do ensino decadente, dos assaltos e assassinatos, das refinarias que escorrem pelo ralo, e da interminável lista de coisas que os deixaram perplexos ou indignados e depois votem. Afinal, alguma coisa nós temos que ganhar nesse ano, nem que seja sem chuteiras.

Dúvidas que nos batem quando vai chegando uma nova eleição!

27/05/2014

1) Quando um candidato perde um eleitor isso significa que aquele eleitor deixou de ser cúmplice daquele candidato?

2) A mudança de escolha nos inocenta ou só mudam as razões para nos sentirmos culpados posteriormente?

3) Assim como as loterias acumulam, quando ninguém acerta, não poderíamos ter uma eleição acumulada, com ninguém eleito, quando não há possibilidades de alguém realmente votar de forma acertada?

4) Se todos os candidatos prometem as mesmas coisas e todos criticam as coisas que os outros prometem o silogismo pertinente não seria de que todos não acreditam no que eles mesmos dizem?

5) Se propaganda enganosa é crime, um reclame contando histórias perfumadas sobre algo que todos sabemos que fede, não mereceria um enquadramento legal adequado?

6) Se as acusações de parte a parte são falsas, mas continuam correndo soltas, isso significa que está tudo liberado e ninguém precisa provar mais nada?

7) Se as acusações de parte a parte são falsas, mas os acusados não reclamam judicialmente, será que elas são realmente falsas?

8) Se as acusações de parte a parte são verdadeiras, sobra alguém em quem possamos confiar?

9) Devo explicar para o meu filho que uma eleição é um processo pelo qual escolhemos o menos ruim?

10) Dá para acreditar naquela história de que a corporação, ligada por fisiologismos e que nos rouba descaradamente, um dia vai acabar?

A matemática na vitória de Dilma!

20/04/2014

Conversando com um matemático eu fiz a seguinte pergunta: “Será que a Dilma ganha essa eleição?”

E ele respondeu: “Claro que ganha! E não sou eu quem diz isso! Se duvida, vá aos sites do IBGE e TSE, ou outros do governo, e refaça as contas! A última estatística com as intenções de votos mostrou a Dilma com 37% contra 14% do Aécio, 6% do Campos e 6% dos outros candidatos. Agora, vamos considerar os 24% de brancos e nulos e os 13% dos que dizem que não sabem em quem votar. A primeira vista, esses 37% de votos parecem significativos se somados aos votos do segundo colocado, sempre partindo do princípio de que toda essa gente feche com aquele candidato, pois obteríamos 51% dos votos! Mas isso não acontece por duas razões: em primeiro lugar não existe essa unanimidade e, em segundo lugar, a tendência é de que 30% dos eleitores não votem em ninguém, anulando, votando em branco ou não comparecendo às eleições.  Nas últimas eleições foi isso que aconteceu! Tanto que 22,8% nem se deram ao trabalho de ir a uma urna para votar em alguém. Então podemos considerar, matematicamente, que, desses 37%, 7% se decidirão a votar em alguém. Mantendo a mesma tendência e arredondando os valores isso daria uns 40% para Dilma, 16% para Aécio, 7% para Campos e o mesmo para os outros. Ou 57% dos votos válidos para Dilma. Agora, vamos considerar que a popularidade de Dilma continue caindo, graças aos negócios mal explicados com a Petrobrás, verbas para campanhas ligadas à lavagem de dinheiro, superfaturamento de obras da Copa, e por aí vai. Temos também que levar em conta que essa queda será, em parte, amortecida pela campanha política que está se iniciando, em que os podres dos oponentes também virão à tona, pelas manobras do PT junto às redes sociais, pelo uso institucionalizado da máquina pública, por eventuais e prováveis resultados positivos da seleção durante a Copa, pela falta de brilho de seus oponentes, pelo desinteresse do eleitor com o processo eletivo ou, ainda, pelo fato do brasileiro médio encarar a eleição como se fosse um jogo que deva ser ganho a qualquer custo, nem que seja com a simplificação pelo voto útil.”

Eu questionei: “São muitas variáveis! Não dá para afirmar que ela ganha! A queda da popularidade dela pode fazer com que a gangorra mude de lado.”

E ele continuou: “Não muda, não! Há um freio! A bolsa família chega a 14 milhões de famílias. Hoje isso sugnifica uma entrada média de 150 reais por mês para cada família. Há 3,2 pessoas por família no país e 72% dessas pessoas votam. Isso significa que 32 milhões de eleitores, ou 22% do eleitorado, tem interesse econômico na vitória da Dilma. E um grupo motivado dessa forma tem uma tendência desprezível de fazer parte daqueles 30%, que não querem saber da eleição, como vimos anteriormente. Isso significa que esses 22% se transformam em 32% dos votos válidos. É de se supor que a popularidade absoluta da Dilma não seja nula! Se ela tiver 18% de eleitores fieis e que não dependem da bolsa família já chega para ganhar a eleição. CQD!”

Não é possível salvar a política por que não há nada para ser salvo.

27/08/2012

Lula, o nosso super ex-presidente, em uma de suas viagens pelo exterior, afirmou que o mensalão não existiu. Isso tudo não passou de uma quimera midiática. Uma esparrela em que o país caiu. O mesmo país que agora assiste, já desinteressado, ao pomposo teatro judiciário focado em uma fantasia surreal. Equivale dizer que vultuosas quantias mudaram de direção e de mãos sem explicações válidas e ninguém fez isso, pois nada aconteceu. Segundo Lula tudo foi uma ilusão de ótica secundária ao frenesi investigativo da liberdade democrática, onde, aparentemente, não é pecado lançar falso testemunho, assim como não é crime roubar. O atual desenrolar não passa de uma formalidade acadêmica para que se estabeleça um ponto final. Sem preocupações contábeis ou morais. O segundo oba de um oba oba.

Há uma certa dificuldade ao se argumentar com os jovens sobre o que se espera dele ao ser inserido no contexto social. Já é difícil definir o que é certo ou que é errado. Por que há momentos em que a ética se aplica e por que, ocasionalmente, e sem explicações, ela pode ser sumariamente esquecida? Quando ser responsável é legal e quando o legal é ser esperto? Como estabelecer a linha limítrofe entre a cidadania e a marginalidade? E, fundamentalmente, quem são os exemplos que podem servir de padrão para as personalidades que ainda estão na linha de montagem? Uma coisa é certa: não procure por exemplos entre os homens que fazem da política o seu modo de vida. A probabilidade de que a escolha venha a ser uma grande decepção é enorme. Atualmente todos os poderes são olhados com desconfiança. E não vemos esforços reais para que isso mude.

Estamos às vésperas de um momento eleitoral. Em poucas semanas vamos escolher vários aprendizes de feiticeiro. Os grandes bruxos só serão escolhidos na próxima eleição. Todas as promessas e pretensos programas apontam para a preocupação com os indivíduos e com o conjunto deles. Como se esses homens e mulheres estivessem realmente preocupados com o que podem fazer pela massa. E eles apontam para o povo como algo acima do governo que o representa. Nada mais falso. No íntimo eles sabem que o povo apenas representa a alavanca que os permite participar do governo. Logo depois, a classe política, de forma quase unânime, considera que o governo é maior e está acima do povo. Um fascismo disfarçado, onde o ignorante e o impotente são ignorados pelo poder.

Ontem morreu Neil Armstrong, mas a marca de sua bota continua na Lua desde 1969, e, se ninguém pisar nela, ainda estará lá quando a humanidade for extinta. Mas há quem afirme que isso tudo é uma mentira que os americanos inventaram para justificar o custo do programa espacial. É! Talvez isso seja, afinal, um conto de fadas. Talvez o mensalão não tenha existido. Talvez nós estejamos nos preocupando demais com os jovens ou com os políticos. E talvez isso não tenha solução.

Esclarecimentos e orientações aos eleitores.

30/03/2012

Nesse ano há eleições. Assim como em todos os anos pares. Anos pares são aqueles em que o dinheiro que você paga de imposto sofre um surto de retorno em obediência à manjada máxima de que dois coelhos devem ser mortos com uma paulada só. Os dois coelhos, esclarecendo aos incautos, são: o direito que você tem de ver a aplicação pública do que foi recolhido, e o duplo uso do dinheiro na lubrificação da máquina em prol do jogo político. Coisas democráticas. Você foi convocado sem direito à apelação, independentemente da qualidade do produto oferecido. Mas isso é coisa velha e nem adianta ter chiliques. Pense nisso como a aplicação obrigatória do tal princípio da tentativa e erro. A esperança é de que um dia nós acertemos depois de tentar muitas e muitas vezes. Convenhamos que é difícil compreender como é possível sintetizar um perfume a partir de tanto fedor, mas, dizem os entendidos, é por aí mesmo, pois a diferença está numa sutileza química que nos escapa. Um dia sai. O importante é ter fé. Fé de mais ou fé de menos são meras cacofonias do percurso.

Eu ia dizer pra vocês anularem o voto, mas desisti disso. É uma ideia boba. Votem no cara mais parecidinho com cada um de vocês. E seja o que Deus quiser. Se a média dos eleitores não for essencialmente corrupta já é um grande negócio. Se a média não for burra é melhor ainda.

Observem, então, os candidatos. Para isso vou dar uma dica. Nos horários políticos televisionados, que eles dizem que são gratuitos, e são! realmente são! pelo menos naquele instante, uma vez que você já os pagou em suaves e imperceptíveis prestações embutidas na tributação de tudo que você consome, não desligue a TV. Apenas aperte a tecla mute. E mantenha sua atenção sobre o que rola na telinha. Como num filme mudo. Avalie as faces, os olhos, e a mímica de cada um. O que eles dizem não tem valor nenhum. Trocando tudo por estática ainda é mais produtivo. Não são verdades. São chavões. Frases feitas. Coisinhas de efeito para engabelar os trouxas. Nem eles acreditam, realmente, no que estão dizendo. Mandaram que eles dissessem aquilo. O partido. O patrão. O cara que lucra ou pretende lucrar. Enfim, despersonifique o culpado e diga que o script é obra do sistema e portanto irrelevante. Pronto! Agora você terá o candidato limpo. Como o velho Charles Chaplin que em sua pureza nos fazia rir sem dizer nenhuma palavra.  Lembre: a verdade está na alma, e os olhos são as suas janelas.

E depois vem o inevitável dia em que você se tornará responsável pelo que vai dar. Então é melhor fazer o melhor possível, nunca esquecendo que eles vão legislar em causa própria, e muitos deles vão roubar descaradamente, e o remendo só poderá ser tentado no próximo ano par, e nos próximos dois anos pares há notícias de que teremos uma olimpíada e uma copa, e essas coisas mascaram ainda mais o processo, e a próxima chance real pode ficar só para 2016. Resumindo: seja sério pelo menos uma vez na vida.

Considere que há três tipos de políticos: o maluco, o corrupto, e o idealista. O maluco é aquele que pensa que pode mudar o mundo. O corrupto é aquele que sabe que não pode mudar o mundo e não só se aproveita disso como faz o possível para que o mundo permaneça como está. O idealista é aquele que sabe que não pode mudar o mundo, mas faz o possível para que as ideias mudem. Esses últimos são muito raros e são pessoas tristes.

Na política, os idealistas fazem política e os malucos acham grandes soluções para problemas que não existem, ou não percebem onde estão os verdadeiros problemas. Enquanto isso os corruptos lucram com ela. Na paz, enquanto os idealistas lutam e os malucos acham que a revolta é a solução, os corruptos lucram com ela. E na guerra, enquanto os idealistas lutam e os malucos morrem, os corruptos lucram com ela.

Os malucos e os idealistas são temporários. Os primeiros viram chacota ou passam a ser pitorescos. Os segundos geralmente se desiludem e voltam pra casa sem alcançarem uma massa crítica que faça diferença. Os únicos que permanecem são os corruptos. Eles são realistas. Eles sabem que as pessoas não estão dispostas a enxergar. Eles sabem que é mais fácil corromper do que converter. Eles sabem que a permanência é mais garantida quando se lucra e muito incerta quando se luta.

E enquanto milhões podem ser manobrados bovinamente para mantê-los em seus tronos eles se perguntam: “Mudar?! Por quê?”

Pense nisso.

A tartaruga e o poste.

02/10/2010

A tartaruga não tem nada a ver com o poste. Assim como o link não tem nada a ver com a piada. Mas dentro do permissivismo do momento político tudo é válido.

O Dr. Mauro Camargo escreveu um livro (Paris, setembro de 1793) e este livro foi transformado numa peça de teatro. Em seu blog ele colocou o link para o Youtube, onde a peça é divulgada, e se desculpou pelo eventual fisiologismo. Fiz um comentário no blog dele e depois achei que devia colocar o comentário aqui, já que nele há uma piada, que para alguns já deve ser velha, como tudo que rola na internet, mas que achei muito boa para não dividi-la. E desta forma  passo adiante também o link. Então lá vai:

“O conceito de fisiologismo envolve política partidária, interesses escusos, conluios imorais e outras rimas do tipo. O que você está fazendo é propaganda de uma peça de teatro que valorizou o seu livro. No máximo eu chamaria isto de um rasga-seda compreensível. É a política dos mortais comuns. Sobre a outra, a dos imortais incomuns, ouvi esta no consultório e achei muito boa:”

“O médico suturava um ferimento na mão de um velho gari. Num dado momento eles começaram a conversar sobre o país, o governo e, fatalmente, sobre Lula e  Dilma. O velhinho disse:
 – Bom, o senhor sabe, a Dilma é como uma tartaruga em cima de um poste…
Sem saber o que o gari queria dizer, o médico pediu que ele definisse melhor aquele paralelismo.
E o gari respondeu:
– É quando o senhor vai indo por uma estradinha e vê um poste. Lá em cima tem uma tartaruga tentando se equilibrar.  Isso é uma tartaruga num poste.
Diante da cara de bobo do médico, o velho acrescentou:        
– Você não entende como ela chegou lá;
– Você não acredita que ela esteja lá;
– Você sabe que ela não subiu lá sozinha;
– Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
– Você sabe que ela não pode fazer nada enquanto estiver lá;
– Você só desconfia do motivo para a terem colocado lá;
– Então, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer, e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima, definitivamente, não é o seu lugar!”

Se achou graça aproveite e visite Crônicas Urbanas da Mônica onde há o post Sem Título que vale a pena ler.