Posted tagged ‘crime’

A nova ordem está em vigor! Você vai aceitá-la?

26/05/2015

A polícia, mal aparelhada, teme o confronto com a criminalidade. A justiça manda soltar o criminoso flagrado e filmado. Não é possível saber qual deputado ou senador não está roubando (e matando, em consequência do sucateamento dos serviços básicos!). A presidente e o staff executivo mentem e lesam milhões de pessoas…

…nesse ponto você começa a duvidar de algumas coisas fundamentais: A lei vigente é a do crime? Então o crime compensa? Os errados somos nós que, desarmados e estúpidos o suficiente, nos colocamos na ponta errada da faca? Trabalhar é gerar riquezas para a classe política e seus capangas? Pagar impostos é alimentar o crime? A obrigatoriedade do voto é uma forma disfarçada de nos impingir a cumplicidade? Afinal, ninguém se apresenta para dar respostas a essas perguntas? Estamos órfãos?

O Estado Brasileiro perde gradativamente a credibilidade, esfarela desastrosamente uma moralidade já duvidosa e assassina a esperança de um povo…

A tentativa de pagar uma conta num país surreal!

13/02/2015

É nessas horas que eu fico pensando no correntista iletrado que espera o auxílio de um funcionário do banco (qualquer banco) para resolver suas pequenas pendências junto ao caixa eletrônico ou para sacar aquele dinheirinho que não permite poupanças.

Não disponho de telefones ou serviços da OI há 90 dias ou mais. Os celulares foram transferidos para outra operadora, a internet foi substituída por sistema a rádio, e o fixo foi cancelado após o longo processo de desconstrução pela OI, que matou definitivamente qualquer utilidade daquele telefone como canal de comunicação com meus pacientes.

Num mundo normal seria de esperar a não cobrança por algo inexistente, ou que não está sendo oferecido, no entanto, mesmo depois de tudo que foi descrito no parágrafo anterior, a OI continuou a cobrar pelos seus “serviços” imaginários. Acordei de minha fé idiota e formalizei junto a OI (admito que com com certo atraso) o cancelamento daquilo que já não existia há 3 meses. Suspendi o débito em conta no Banco do Brasil e fiquei atento à entrega, pelo correio, de qualquer conta com resíduos de “serviços” anteriores à data do protocolamento (201566441795), que, embora injustos, refletiam a minha falha em não ter percebido a possibilidade de mais aquele aspecto da má gerência da operadora (ou da má intencionalidade proposital até que alguém reclamasse!).

Quando veio a conta pelo correio (e aqui é que eu fico pensando nos pequenos usuários dos serviços vinculados aos sistemas interligados!) fui ao Banco do Brasil, na véspera do vencimento, para pagar o resíduo, utópico e burocrático de R$ 233,40, referente a um telefone inexistente. O caixa me disse que não podia receber porque não havia um código de barras e me sugeriu uma lotérica, porque eles podiam receber tendo como dado apenas o número do telefone. Na lotérica, após reexplicar a novela, a atendente tentou cobrar, mas barrou na informação do sistema que disse que não podia cobrar uma conta de um telefone que não existia, e me aconselhou a procurar a ANATEL para que fosse gerado um código de barras específico para aquela situação. Retornando ao Banco do Brasil me foi facilitada uma ponte com a Anatel que, depois de conferir os caminhos possíveis com a OI, me forneceu o código de barras (846500000027 334000020001 908313201505 201182000004). O Banco do Brasil me aconselhou a pagar via internet, porque o site do banco oferecia essa facilidade. Em frente ao computador, depois de desdobrar os trâmites necessários para efetuar o pagamento, surgiu a seguinte mensagem:

POR RAZÕES DE SEGURANÇA ESTA TRANSAÇÃO NÃO PODERÁ SER EFETUADA NESTE CANAL. DIRIJA-SE AO CAIXA ELETRÔNICO OU AGÊNCIA BB. (G999-501)

Nessa hora você se sente como aquele cachorro que tenta em vão morder o próprio rabo! Andando eternamente em círculos, em busca de uma solução que se apresenta impossível, para uma questão surreal.

Os criminosos da corporação se abraçam com os criminosos do governo!

20/11/2014

Quando você pensa que esgotou toda a sua capacidade de se surpreender e se indignar com os crimes envoltos no manto da democracia, eles, os da governança, se superam e nos aprontam mais uma. Quem achou que o mensalão fosse o maior coelho que essa gente conseguiria tirar da cartola surge o crime da Petrobrás como um rinoceronte gordo e imundo, extraído a fórceps da grande vagina nacional.

Essas pessoas são criminosas. Da pior espécie! Todos!

Já me disseram que isso não é um crime comparável aos dos desmandos do regime militar. E é verdade! Não são mesmo comparáveis! Podemos até analisar os dados disponíveis para demonstrar que não são crimes que se assemelhem: Foi projetado em 400, ou um pouco mais, o número de pessoas diretamente assassinadas pela ditadura militar. O desvio da Petrobras, para ficar apenas no exemplo mais atual, é noticiado como um rombo de 10 bilhões de reais. O custo do tratamento de um paciente hospitalizado por um mal tratável, mas que morreria sem os recursos adequados, é de 25 mil reais. Vamos então recorrer à matemática elementar: os 10 bilhões desviados divididos pelos 25 mil necessários para salvar uma vida dão como resultado 400 mil – quatrocentas mil pessoas assassinadas! Um crime mil vezes maior do que o cometido durante o regime militar. Isso é um genocídio! E existem pessoas que acham isso tolerável!

Essas pessoas são criminosas. Da pior espécie! Todos! Os empreiteiros, os diretores das estatais, os políticos que nomearam e mantiveram os corruptos por anos a fio em seus cargos de quadrilheiros impunes e aqueles que dizem que não sabem de nada, quando qualquer criança sabe que é impossível estar onde eles estão sem sentir o descomunal e sólido fedor que emana das salas ao lado.

Nós elegemos essa gente! Nós somos cúmplices. Nós assistimos amortecidos aos intermináveis julgamentos. Nós achamos bonitas expressões como habeas corpus, fórum privilegiado, embargos infringentes, redução de pena por bom comportamento e o direito de ficar calado. Nós achamos pitorescos os gestos histriônicos de um Genuíno e o sorriso debochado de um Zé Dirceu de volta às ruas. Nós achamos graça quando a pizza é enfiada sem lubrificante no forno de nossa complacência. Nós, no máximo, torcemos um pouco o nariz e deixamos pra lá, quando nos é cobrado o rombo travestido como ajuste em alguma variante de um imposto que ninguém entende.

Somos governados por uma corporação criminosa que permanece impune. Vejo a vida passar enquanto se esvai a esperança de que exista nesse país um poder competente e idôneo para acabar com isso.

A diferença entre um Crime e uma Outra Coisa!

10/02/2014

No Rio um adolescente foi espancado e amarrado nu a um poste. O crime teria sido cometido por três homens. O jovem, de 15 anos, tem 3 passagens pela polícia e especula-se que a ação violenta dos agressores receba o rótulo de “corretivo aplicado por justiceiros”. Desinformados reclamaram contra os Direitos Humanos e outros, não só desinformados como mal estruturados, teceram comentários elogiosos aos agressores. Coisas de Rio pré-Copa!

Quem estiver interessado em saber quando há uma violação contra os Direitos Humanos visite o blog Análise Minuciosa,  já que há uma diferença entre os crimes que nós cometemos e a Outra Coisa que o governo comete.

Se eu sonegar impostos é crime. Se o governo desviar recursos é Outra Coisa. Se eu atirar no cara, que invadiu a minha casa, é crime. Se o governo virar as costas, para quem rouba e mata, é Outra Coisa. Se eu quebrar o pau num  hospital, porque não consigo atendimento para o meu filho, é crime. Se o governo sucatear a saude é Outra Coisa. Se eu erguer o dedo médio para o ministro da educação é crime. Se a educação escorrer pelo ralo é Outra Coisa.

Agora eu sei direitinho o que é crime e o que é Outra Coisa. E eu que pensava que o governo cometia crimes!

Agora eu sei que desviar verbas, fechar os olhos para a criminalidade, esquecer que a saúde e a educação são direitos constitucionais são Outras Coisas relacionadas com os direitos humanos. Os crimes são os pecados que podem ser explicados aos humanos direitos!

Claro que é falta de conhecimento reclamar aos DDHH uma ação no episódio específico. Mas acho que todos concordamos que é difícil explicar para os agressores que não é cometendo um crime que as coisas serão solucionadas. Eles não podem recorrer a ninguém! Está bem! Podem! Entram numa fila. Tomam um chá de banco! Registram um B.O.! Vão para casa e aguardam um email, um telefonema ou um sinal de fumaça! Assistem aos noticiários reafirmando que o crime compensa! Depositam um troquinho na conta de um Zé-Qualquer do mensalão! E serão comunicados de que estamos com falta de contingente para tomar as medidas cabíveis!

Raquel Sherazade, assim como um dia já foi a vez de Boris Casoy, terá que rebolar contra as acusações de incitar a violência, racismo, segregacionismo e outras cositas a gosto dos embandeirados políticos. Uma coisa que todos esquecem é que no processo o foco se perde! Afinal! Quem Está Cometendo Essa Outra Coisa?

Tá vendo o carro da pinta?

10/03/2010

-Tá vendo o carro da pinta?
-Tô.
-Baita carrão!
-Baita.
-A mina da pinta é a maior vacilona!
-!?
-Quando encosta nem chaveia.
-É?
-Só.
-Beleza.
-Ligou dois e dois?
-Quase… me ajuda.
-Nóis fica na espreita. ..vacilou… nós acha! Sacou?
-Saquei!
-E achado não é roubado!
-Beleza!
-Depois nóis vende por dois pau.
-Isto!
-E defendemo o pó das criança!
-Criança? Quem tem criança?
-As criança semo nóis! anta travada.
-Belezura. Belezura.
-Então vamo nessa!
-Peraí…!
-Pensando?
-Tô! Tá saindo… Dói… Peraí…!
-Pensa logo.
-E o comprador?
-Já tenho.
-Já? Que rápido! Quem?
-A pinta do carro.
-Como assim? Tu acha qu’ele vai querê?
-Claro! Qual o trouxa que vai deixar de comprar um carrão destes por dois pau? Maior negocião!
-Beleeeza!! Maaano! Mas como tu é esperto! Podia sê inté deputado.
-Podia! Mas dispois…

Mais uma da UNIMED!

25/11/2009

Lendo Crônicas Urbanas da Mônica encontrei este link que demonstra o lado podre da UNIMED. É uma história que se repete. Mas vou repetí-la até ficar com calo na língua. Um dia alguém vai conseguir ver a diferença entre uma vida e a bunda de um jogador de futebol! Ou nós temos que questionar seriamente nossa existência como espécie.

http://www.youtube.com/watch?v=cJi8a5BrjA8

Abaixo o link de uma outra história unimédica postada em março mas que continua atual. Uma experiência própria, que no contexto merece ser lembrada.  Se acontece com os médicos imaginem o que não acontece com os leigos!

https://romacof.wordpress.com/2009/03/19/afinal-qual-e-a-tua/

O laudo de J.S. – ou mais uma caso impressionante no Hospital de Torres

06/11/2009

Fui procurado pelos familiares do Sr J.S., uma vez que eu já conhecia o paciente e o atendera de 2005 a 2007. O Sr. J.S. veio a falecer em 28 de outubro aos 40 anos de idade. O Sr. J.S. foi levado ao Hospital de Torres (Nossa Senhora dos Navegantes), distante 30 km de sua casa, às 4 horas da madrugada, por apresentar dor em aperto no peito, TA 200×130, 120 bpm, dispnéia, histórico de dislipidemia severa, e ansiedade associada. Segundo a recepcionista o plantão estava anormalmente tranqüilo naquela noite. O médico de plantão  prescreveu um comprimido de Captopril 50 mg, um comprimido de Diazepan 10 mg e uma ampola EV de Furosemida. Depois o paciente aguardou sentado, por mais de uma hora, antes de ter sua pressão averiguada após pedido insistente do Sr Altemir, que o acompanhava.  A enfermeira fez referência a uma TA de 160×110 às 5hs15min. Recebeu alta às 6hs30min, sem laudo, com informações de que estava assintomático, com TA de 120×70, e ausculta cardio-respiratória  considerada sem particularidades. Foi aventado que o paciente pediu para ir para casa.

Trinta e cinco minutos depois, às 7hs05min, o paciente retornou ao hospital em PCR, ou seja: parada cardiorespiratória. Neste período os atendentes descreveram uma série de manobras como tentativas de ressuscitação. E o óbito foi declarado às 7hs45 min, 40 minutos após o retorno.

O laudo, que só foi obtido por reiterada insistência do Sr Altemir as 9hs da manhã, é bastante confuso na forma de expor os motivos, as condutas, e as conseqüências. Foi assinado por dois médicos, e possivelmente uma enfermeira. E emenda o registro de alta do primeiro atendimento com o do retorno como se fossem atos contínuos. Os nomes dos médicos constam no laudo.

Registre-se que obter um laudo de um procedimento efetuado no Hospital de Torres é um acontecimento muito raro. 

Registre-se que o Sr Altemir, cerca de 10 minutos antes de chegar pela segunda vez ao hospital, percebeu que o paciente talvez já tivesse falecido, mas permaneceu em seu intento de levá-lo a um lugar com melhores recursos diagnósticos. 

Registre-se que um paciente apresentando os sintomas e sinais referidos no primeiro parágrafo (em especial dor em aperto no peito, TA 200×130, 120 bpm, e  dispnéia), merece e necessita ser observado por um tempo considerado tecnicamente hábil para diagnosticar, ou descartar, uma lesão do miocárdio. Durante este tempo o paciente deve permanecer deitado, sem fazer nenhum esforço, necessita ser avaliado por um cardiologista, fazer um eletrocardiograma, ser monitorado, ter dosadas as enzimas clássicas que se alteram, em tempos variáveis, quando há lesão do músculo cardíaco (CPK, TGO e DLH), receber vasodilatadores coronarianos por via sublingual e opiáceo parenteral quando necessário. 

Registre-se que um paciente apresentando os sintomas e sinais referidos no primeiro parágrafo jamais tem o direito de “querer ir para casa”, principalmente depois de receber como medicação um benzodiazepínico, que minimizou, em seu senso crítico, a severidade do caso. Nesta hora o bom senso do médico, avaliando o quadro como um todo, é que deve prevalecer. 

Infelizmente este não é um caso isolado. Como morador de Três Cachoeiras, e médico há 30 anos na localidade, é desolador perder a referência hospitalar da região. Outros colegas devem compartilhar comigo este ponto de vista mas quem quer iniciar cruzadas inglórias?

Outra história? Vide:

https://romacof.wordpress.com/2009/03/31/voce-e-um-ser-humano/

Há inúmeras outras!