Posted tagged ‘corrupção’

Fachin, o sorteado.

05/02/2017

Digitei Fachin no Google, para saber quem é esse novo personagem que, seguindo o script da desconcertante história nacional, usará sua rebuscada retórica pra justificar o injustificável. E vejam que surpresa o algoritmo googleano me aprontou com suas sugestões… STF eu sabia! Relator da Lava-Jato é a notícia da hora. Mas MST? Como assim? “Amigo do Lula” e petista?

Mudei para Edson Fachin! (O Google só podia estar falando de outro Fachin!) Mas deu a mesma coisa. O personagem não era tão novo assim!!! Era tão velho quanto a minha inocência…

(Na sequência alguns comentário…)

 Brasil das coincidências. (Carlos Souza)

As pessoas acham idiotice acreditar na teoria da conspiração… Mas, ironicamente, não se sentem idiotas acreditando na teoria da mera coincidência. (Jaime Maggi Fernandes)

Ambas (a da Conspiração e a da Mera Coincidência) são extremos. A teoria é de que os extremos apenas tentam ser definitivos, mas não conseguiriam obter a permanência necessária. Afinal, nada poderia explicar a eterna coincidência e nem a eterna conspiração. Ambas exigiriam uma idiotia universal e permanente e nem todo mundo seria completamente idiota, pelo menos não durante o tempo todo… Ou, pensando bem, talvez a Grande Corporação (minha teoria preferida!) apenas esteja esperneando em seu processo sucessório… Essa sim, a gigante translúcida e inodora, continua trocando de mão, pois não podemos esquecer que numa corrida de revesamento o bastão é o único objeto que corre a corrida toda. (Romacof)

Achas pouco plausível a idiotia ser (quase) universal e permanente? (Arthur Golgo Lucas)

É a fé, Arthur! É a fé! (Romacof)

O fato já era sabido  quando Fachin foi nomeado ao STF. Um escândalo, na época, exatamente pela questão ética, pois não apenas defendeu interesses objetivos do PT como subiu no palanque, nas eleições, em defesa da Dilma. E o “sorteio” na segunda turma não é exatamente aleatório… O sistema calcula o número de processos que cada ministro tem sob sua responsabilidade e ganha quem tiver menos. Quem tinha menos processos e foi para a segunda turma? Não foi casualidade.(Elisa Gomes)

Morreu Teori Zavascki!

20/01/2017

Quando morre alguém, cuja morte poderia beneficiar alguém ou um grupo de pessoas, sempre é correto perguntar: “Quem se beneficiaria com a morte dessa pessoa?” É o que polícia faz toda vez que a causa mortis não é natural, mas acidental ou suspeita; ainda mais quando a vida e o trabalho da pessoa que morreu está diretamente atrelada à vida e aos atos de incontáveis criminosos. Se nós não fizermos essa pergunta estaremos banalizando a morte, ou sendo incompetentes, ou estúpidos, ou cúmplices.

Os três poderes estão comprometidos!

07/12/2016

Os três poderes estão comprometidos. A cabeça executiva afunda, com a credibilidade corroída gradativamente se transformando numa piada cercada por suspeitas. A nata legislativa é suja, faz leis para esconder os próprios crimes, e suas raras manifestações de honestidade não têm massa crítica para gritar acima do rosnado dos ratos. O topo do judiciário é lento, não vive nessa realidade, e está embasbacado ou comprometido enquanto finge que enfrenta os crimes corporativistas.
Nesse cenário vivemos nós, fragilizados economicamente, roubados e pagando a conta dos estragos anteriores, esperando que Moro e o Ministério Público tenham força e capacidade para derrubar a casa sem nos esmagar no processo; nós, crônica e miseravelmente cegos para o que acontece, acreditando que essa política vai se converter e nos salvar, ou que o governo vai, magicamente, parir um redentor.
Quem pode governar o país são os nossos olhos, se eles forem críticos, e se estiverem permanentemente abertos.

Conclusões sobre as últimas e incríveis aulas da democracia

01/09/2016

 

  1. Mesmo havendo “uma ampla e irrestrita (e prolongada) defesa” no impedimento de um presidente, o processo ainda é considerado um golpe parlamentar.
  2. Estelionato eleitoral não é considerado crime por 30% do país, em nossa democracia representativa.
  3. A Constituição vale menos do que o Regimento do Senado.
  4. A preposição “com”, usada no parágrafo único do Artigo 52 da Constituição, perdeu o significado de conexão entre dois elementos, o antecedente e o consequente, ou, também denominados, (o primeiro) regente, ou aquele que impõe um regime, e (o segundo) regido, ou aquele que cumpre um regime, caracterizando uma  inequívoca relação de causa e efeito ou indissolubilidade. A partir do dia 31.08.16 a preposição “com” perde o seu significado original para se adequar à interpretação dada ao parágrafo único do artigo 52 da Constituição, e passa a significar qualquer coisa, ao gosto ou ao interesse político da ocasião.
  5. Em sequência à expressão “Todos são iguais perante a lei,” no artigo 5º da Constituição, devemos adicionar o texto “exceto o Presidente,”, para adequar a Constituição e atender os interesses, ou salvaguardar os direitos, de um presidente destituído, ou de outros, com grandes possibilidades de serem punidos por crimes de corrupção.
  6. O descarado corporativismo brasileiro conseguiu a consagração! Sob os nossos narizes, com televisionamento para o mundo todo, Calheiros brandiu a Constituição com o aval torto de Lewandowski, e pariu os desvios necessários para estabelecer os precedentes que vão acomodar os corruptos futuramente enquadrados pela Lava-Jato. Cunha e outros bandidos bateram palmas, felizes!
  7. Uma lei cheia de buracos sempre vai permitir que os ratos escapem.

Fora Lava-Jato? Viva a corrupção?

20/03/2016

Todos queremos medidas drásticas contra a corrupção que nos rouba e debocha de nossa indignação. Há dois anos surgiu a Lava-Jato. Ainda não atingiu todos os cantos e todos os partidos, mas recuperou 3 bilhões dos 21 roubados no Petrolão. Só é possível pedir que bancos do exterior devolvam bilhões se eles existirem e se foram ilicitamente desviados. Só é possível roubos de tal magnitude se grandes ladrões os arquitetaram. Só é possível levar adiante uma operação policial desse porte se existirem pessoas com coragem para enfrentar ladrões capazes de roubar bilhões. Eu não tenho nenhum ladrão de estimação. Por mim podem ir todos para a cadeia, de Lula a Aécio. Dilma é politicamente incapaz, mas se estiver limpa e o caos econômico for do agrado da população, mesmo não concordando com essa estupidez, somos obrigados a aceitar mais três anos de paralisia gerencial. Agora ouvimos nas ruas gritos de “Fora Moro” e “Fora Lava-Jato”. Por quê? A quem interessa a permanência da corrupção?

Roubar pode se prender não pode?

04/03/2016

Fiquem tranquilos! O Mensalão não existiu! O Petrolão é uma fantasia. Não há uma crise econômica. A pretensa crise política é somente uma manobra oposicionista para desestabilizar o governo. E o Lula não precisa se preocupar porque nada pode ser provado sobre alguém que não sabe de nada.
Será que março de 2016 vai entrar para a história? Pelo menos essa  é a esperança daqueles que empurram os problemas nacionais com a barriga, a despeito de toda torcida contrária dos corruptos de ocasião.

Os líderes do PT, referindo-se à condução coercitiva a que Lula foi submetido para prestar esclarecimentos à polícia, dizem que “essa manobra da Operação Lava-Jato é ilegal, descabida, de cunho político e fere a Constituição.”  Membros do Supremo Tribunal Federal dizem que “ninguém está acima da lei”. Lula, acuado, dizia que “o Lulinha paz e amor acabou… se for necessário vou pro pau… e tenho certeza que o exército do companheiro Stédile não vai me deixar na mão…”

Recomenda-se juntar as peças ou tomar um medicamento pra memória. Qualquer um tem todo o direito de se sentir injuriado e sem chão depois que fica demonstrado que a sua bandeira tremulava sob premissas falsas, mas continuar a afirmar que isso não é verdade já escancara a absoluta falta de bom senso. Enquanto alguns gritam: “Lula, guerreiro do povo brasileiro”, o povo brasileiro, o verdadeiro guerreiro, tem pago a conta…

O mistério do ministério da propaganda

25/02/2016

João Santana, informal “ministro da propaganda” de Lula e Dilma, recebeu oficialmente 150 milhões do PT em 8 anos. (Especula-se sobre a origem de outros 30 milhões, aqui já embutindo maldades coxinhas, pois o João também ganhou uns trocados de Chaves e de outros bolivarianos menores.) Os 150 podem nos parecer muito, mas são menos do que 25% das doações, naquelas ficções contábeis que “aconteceram estritamente dentro da legalidade e foram posteriormente declaradas à Justiça”. (Lula 39,3 milhões, e Dilma 282 e 318.) O João deve ser muito bom! Nós, pequenos e mergulhados nesse mar de probleminhas pessoais, não entendemos nada da escala de valores usada nas grandes rodas! A presidência é um negócio tão lucrativo que qualquer valor investido tem retorno garantido… e há quem malde!