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Gilmar Mendes, o relativizador.

11/03/2017

Gilmar Mendes está relativizando a prática do caixa 2!

Um membro do judiciário, ao abrir a boca pra dizer bobagem, está, em última análise, dourando crimes. A Corporação bate palmas! Talvez o crime compense, afinal! Talvez roubar só seja crime se for exageradamente! Um milhãozinho aqui e outro ali, quem vai reparar? O Senhor Confronto Político dança uma lambada obscena com a Senhora Governabilidade enquanto nós aplaudimos, sem saber se o sexo é entre eles ou em nós.

Tente explicar a seu filho que aquilo que o juiz disse casa com aquilo que você tenha ensinar pra ele!

Eleições chegando!

15/06/2016

Eleições chegando! Aquele processo crônico que nos obriga a escolher o menos pior e depois nos responsabiliza (e onera) pela incompetência dos eleitos.  Só os inocentes não percebem que esse sistema ultrapassado parirá sempre o mesmo ovo podre. Nada melhor virá dessa corporação corrupta. Quem trabalha e move o país observa impotente a alternância das gangues que comandam e fazem conchavos em nome da governabilidade. Não sejamos ingênuos! Esse penico nunca ficará limpo! Os representantes da tal democracia representativa não vão mudar o jogo que os enriquece. Essa reforma política jamais partirá da classe política atual ou da que for eleita pelo sistema atual. A reforma deve ser democrática e obedecer ao livro esquecido que diz que “todo poder emana do povo”. Votar no sistema atual é o mesmo que dizer: “Sim! Eu concordo com essa mecânica corrupta e aceito o meu papel de cúmplice!” Isso é Democracia? Você vai continuar votando?

Para que serve um ministro?

05/10/2015

O que é um ministro? Se você pensa que é uma pessoa que, por comandar uma determinada pasta do governo, sabe tudo sobre o assunto da pasta que lhe foi atribuída, mesmo que medianamente, esqueça! Isso só acontece muito circunstancialmente. E talvez, no Brasil, essa regra se aplique somente ao ministro da fazenda; mesmo porque o país é um rico laboratório para experiências econômicas e conta com duzentos milhões de pessoas para pagar a conta se a experiência der errado. O que nós vemos são indivíduos tecnicamente despreparados que, inclusive, para o nosso bem, deveriam ficar com suas ministeriais bocas permanentemente fechadas e suas mãos engessadas. Quanto menos falarem ou agirem, mais o país ganha. Que se atenham ao propósito da governabilidade negociada, arrebanhando votos parlamentares comprados, na institucionalização descarada do voto corrupto, onde o que menos importa é a consciência ou as necessidades do povo e sim a manutenção do poder corporativo.

Um caso exemplar é o do atual ministro da defesa, Aldo Rebelo, do Partido Comunista do Brasil, que já respondeu pelo ministério da Ciência e Tecnologia e que, em 1994, foi autor do projeto de lei que proibia “a adoção, pelos órgãos públicos, de inovação tecnológica poupadora de mão-de-obra”. Traduzindo: nós deveríamos continuar pagando funcionários públicos, mesmo que o tamanho do Estado pudesse ser minimizado por algum instrumento científico ou tecnológico. Esse assunto foi enterrado no buraco das inutilidades depois de ocupar o nosso tempo e o nosso dinheiro por 133 meses de estudos na Câmara. Aldo Rebelo também tentou, em 1999, emplacar uma lei que restringia o uso de estrangeirismos na língua portuguesa, o que foi deletado, com um click do mouse no link da irrelevância.  E ainda, em 2011, propôs a votação de um projeto de reforma do Código Florestal, que permitiria o cultivo de Áreas de Preservação Permanente e em seguida recuou, sob a acusação de fazer lobby com o agronegócio. Aldo Rebelo também foi ministro dos Esportes durante a copa do superfaturamento e dos estádios padrão Fifa construídos no nada, mas os detalhes disso nós só vamos ficar sabendo quando o FBI espremer Joseph Blatter. E não podemos esquecer que Aldo Rebelo também foi Ministro-chefe da Secretaria de Coordenação Política e Relações Institucionais do Brasil, algo cuja importância, seja ela qual for, deve ser inversamente proporcional ao tamanho do nome. Como se vê, é um curriculum e tanto!

Quando, em 2011, morreu Kim Jong-il, ditador da Coréia do Norte e pai do atual ditador do regime comunista mais fechado e retrógrado do planeta, que brinca com a possibilidade de atirar bombas atômicas nos vizinhos, Aldo Rebelo foi a voz pública solitária que elogiou o coreano morto e o seu governo como promotores da “paz e da amizade”. E agora Aldo é o nosso Ministro da Defesa!

Nessa hora devemos rezar para que sua nomeação seja só para comprar os votos dos parlamentares do seu partido. Não podemos esperar que Dilma tenha escolhido Aldo Rebelo como ministro da defesa por sua performance nos ministérios dos esportes, ciências e tecnologia e aquele outro, de nome comprido. Se isso for verdade, seria um desastre!

Tudo aquilo que você precisa saber sobre corrupção (ou finge que não sabe!).

07/09/2015

A corrupção, se conceituada como doença, é incurável.

Ela pode ser minimizada, mas jamais eliminada.

O melhor que se pode dizer sobre a corrupção, embora não a redima, é que ela representa um processo de autodefesa, quando utilizada pelos mais fracos, nas trocas suspeitas existentes nos contratos sociais.

A corrupção é um reflexo atávico na espécie humana.

A corrupção, logo, é anterior ao homem. Ela nasceu com o conceito informal de sociedade primordial primata, como método para obter vantagens, tanto no exercício do domínio como na busca de proteção junto ao domínio.

Não existe corrupção sem um corrupto e um corruptor.

A corrupção interessa ao corrupto, como forma de manter o domínio.

A corrupção não interessa ao corruptor, mas ele é induzido a pensar que precisa dela.

Quando uma sociedade cresce, abandona suas características nômades e se instala em um território, surge, logicamente, o Estado.

A corrução é anterior ao Estado.

Na atualidade, principalmente nos regimes com tendências não democráticas, as atribuições do Estado, coordenação e gerenciamento, costumam ser suplantadas pela ideia de que o Estado é meramente um protetor. Proteção, domínio e corrupção são conceitos que, intimamente, se entrelaçam no Estado.

Ser considerado protetor interessa ao Estado. Ser protetor permite ao Estado justificar o domínio. O Estado utiliza a corrupção existente para manter o domínio.

Quando um Estado é instalado a corrução se adapta ao tamanho do Estado.

Quanto maior o Estado maior é a corrupção.

A forma que as forças dominantes encontraram para manter a ideia de que o domínio é necessário foi diversificando, justificando, aparelhando e agigantando a ideia de um Estado protetor.

O Estado gigante e onipresente sufoca a democracia, impede a livre iniciativa e alimenta os interesses dos que possuem maior poder de barganha nas trocas corruptas.

O Estado gigante e corrupto é uma característica dos domínios socialistas, dos povos aculturados e das ditaduras de qualquer tipo.

Quanto menor o Estado, maior a expressão democrática, maior a liberdade e menor a corrupção.

Na estrutura e com os métodos atuais o Estado faz parte de uma Corporação que se contrapõe à Democracia, mas utiliza a aparente vontade da opinião pública, manipulando-a e aliciando-a, para mentir que exerce o domínio em nome do povo.

Na democracia, a diluição do domínio pela diminuição do Estado busca, em paralelo, a diluição da corrupção. A diminuição do Estado não interessa à Corporação. A Corporação se interessa pela perpetuação da corrupção em um Estado multifacetado. A Corporação é a entidade aparentemente acéfala, que utiliza os poderes da república e se alimenta com a corrupção.

Os elementos do legislativo e do executivo, no momento que são eleitos, usam o aval do voto (e acreditam que isso justifica os seus atos) e passam a trabalhar pelos interesses da Corporação que os patrocinou. A regra é: aquele que não se corrompe não consegue permanecer ou ser ouvido. A massa crítica dos que se mantêm ou são ouvidos criam leis corruptas ou deturpam a execução dos atos públicos.

O Estado gigante é essencialmente corrupto. O político eleito é a porta por onde a Corporação corrompe o Estado. O Estado onipresente sufoca a democracia com sua corrupção. A forma de minimizar a corrupção é diminuir o Estado.

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A dúvida é sobre o que chega primeiro! A rouquidão de tanto repetir a mesma coisa ou a morte por velhice, ou cansaço, ou indignação.

 

Os criminosos da corporação se abraçam com os criminosos do governo!

20/11/2014

Quando você pensa que esgotou toda a sua capacidade de se surpreender e se indignar com os crimes envoltos no manto da democracia, eles, os da governança, se superam e nos aprontam mais uma. Quem achou que o mensalão fosse o maior coelho que essa gente conseguiria tirar da cartola surge o crime da Petrobrás como um rinoceronte gordo e imundo, extraído a fórceps da grande vagina nacional.

Essas pessoas são criminosas. Da pior espécie! Todos!

Já me disseram que isso não é um crime comparável aos dos desmandos do regime militar. E é verdade! Não são mesmo comparáveis! Podemos até analisar os dados disponíveis para demonstrar que não são crimes que se assemelhem: Foi projetado em 400, ou um pouco mais, o número de pessoas diretamente assassinadas pela ditadura militar. O desvio da Petrobras, para ficar apenas no exemplo mais atual, é noticiado como um rombo de 10 bilhões de reais. O custo do tratamento de um paciente hospitalizado por um mal tratável, mas que morreria sem os recursos adequados, é de 25 mil reais. Vamos então recorrer à matemática elementar: os 10 bilhões desviados divididos pelos 25 mil necessários para salvar uma vida dão como resultado 400 mil – quatrocentas mil pessoas assassinadas! Um crime mil vezes maior do que o cometido durante o regime militar. Isso é um genocídio! E existem pessoas que acham isso tolerável!

Essas pessoas são criminosas. Da pior espécie! Todos! Os empreiteiros, os diretores das estatais, os políticos que nomearam e mantiveram os corruptos por anos a fio em seus cargos de quadrilheiros impunes e aqueles que dizem que não sabem de nada, quando qualquer criança sabe que é impossível estar onde eles estão sem sentir o descomunal e sólido fedor que emana das salas ao lado.

Nós elegemos essa gente! Nós somos cúmplices. Nós assistimos amortecidos aos intermináveis julgamentos. Nós achamos bonitas expressões como habeas corpus, fórum privilegiado, embargos infringentes, redução de pena por bom comportamento e o direito de ficar calado. Nós achamos pitorescos os gestos histriônicos de um Genuíno e o sorriso debochado de um Zé Dirceu de volta às ruas. Nós achamos graça quando a pizza é enfiada sem lubrificante no forno de nossa complacência. Nós, no máximo, torcemos um pouco o nariz e deixamos pra lá, quando nos é cobrado o rombo travestido como ajuste em alguma variante de um imposto que ninguém entende.

Somos governados por uma corporação criminosa que permanece impune. Vejo a vida passar enquanto se esvai a esperança de que exista nesse país um poder competente e idôneo para acabar com isso.

Do Guru Corporativista (01)

24/05/2013

Caros cidadãos!

Permitam-me explicar a dinâmica necessária do crescimento à luz de um posicionamento neoclássico.

Os princípios keynesianos colocam a auto regulação do mercado como utópica, e que ao Estado só cabe oferecer os benefícios sociais reguláveis que deem à população um padrão minimamente definível. E até há coerência quando afirmam que o sistema capitalista nunca conseguirá promover o pleno emprego. No entanto, nós, da Corporação, que sabemos ser uma obrigação quase messiânica do Estado intervir na economia, temos, não só o direito, mas o dever, de criar balões de expectativa que apontem para um crescimento, mesmo que não uniforme, do tecido produtivo consumista. O rótulo de provedor do bem estar social, que nos atribuem, inclui esta tarefa ocasional. Para o cidadão comum, a aquisição de um pequeno bem cria uma somatória psicológica positiva que se reflete no todo do corpo social (Ficou bonito isso, não?). Portanto, não vejam chifres em cabeça de cavalo. Usando um exemplo simples, mas que mostra a complexidade que vos escapa, embora, a nós, seja transparente, o futuro mostrará que um incremento na venda de veículos nos levará ao aumento dos buracos nas estradas, e a mais pneus furados, e a mais trabalho para os borracheiros, e a mais verba reservada para a compra de cerveja e, consequentemente, a mais felicidade nos dias da copa.

Como veem, é simples!

Nada mais justo que uma pequena parcela, no cômputo dessa engronha, a partir da panorâmica visão de quem vê o todo e não apenas as peças, como vós, recaia nas burras corporativistas, pois, nos ditos de Camões, pensar também é trabalho!

Lula e Maluf (em como o amor é lindo!)

19/06/2012

Essa foto é para você.

1. Para você que acreditou em tudo que eles disseram um do outro durante todos esses anos.
2. Para você que ainda acredita que as ideologias políticas refletem o pensamento de grupos bem definidos voltados para a realização de ideais sociais.
3. Para você que achava que o diabo era o diabo e que deus era deus.
4. Para você que vota e crê que seu voto é o que determina o rumo democrático do país.
5. Para você que está alheio à onipresença da Corporação.
6. Para você que não sabe o que é Corporação.
7. Para você que faz parte do mundo, mas, definitivamente, não faz parte dos que movem o mundo.
8. Para você que está em dúvida se o passado era um teatro para consumo externo e a atual cena é, sem que você soubesse, a realidade que sempre existiu.
9. Para você que está se perguntando: “Qual é a pegadinha?”
10. Para você que acha que o ombro xadrez, à direita, é de um cara da Interpol?
11. Para você que está convicto que essa foto é uma montagem feita no computador.
12. Para você que está pensando: “Definitivamente, o Lula não ficou bem sem barba!”
13. Para você que está fechando rapidamente o laptop para que seus filhos não vejam o que você não pode explicar.
14. Para você que acha que isso só pode ser praga do Brizola.
15. Para você que está se perguntando: “Quem são esses caras com o Haddad?”
16. Para você que agora pensou: “Haddad? Quem é esse Haddad?”
17. Para você que não sabe do que eu estou falando e acha tudo muito bonito e natural.
18. Para você que dizia que esses meninos deviam fazer as pazes.
19. Para você que quer ganhar a qualquer custo nem que seja com um gol feito pelo juiz.
20. Para você que consegue ficar indignado sem ficar surpreso.