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No Brasil o racismo vence o bom senso!

30/04/2012
  • SOU A FAVOR DAS COTAS!
  • Elas deviam existir APENAS para brindar os alunos de escolas públicas e pobres que tenham se tornado evidentes merecedores pelo seus desempenhos, independentemente de cor, raça, religião, tendência sexual, afeição clubista, ou mau gosto político.
  •  O resto é recheio de minhoca.

Votos de ano novo UNIMED: “Muito dinheiro no bolso e saúde pra vender e vender!”

20/01/2010

Tente, necessitando dos serviços da UNIMED Porto Alegre, e sendo um médico cooperado, apelar para o bom senso no número 0800-510-4747. Você terá dúvidas sobre a existência de vida inteligente no planeta Terra.

Tente pensar: “Eu NÃO sou médico! eu sou um irmão menor, peão de uma empresa qualquer que tem convênio com a UNIMED Porto Alegre.” Tente aumentar a dificuldade da equação e coloque uma pitada de envolvimento emocional: “… e as necessidades se referem ao meu filho”!

Suponha que você só tem condições de pagar a UNIMED Porto Alegre. No meu caso 160 mil reais de 1997 para cá. Pago para a UNIMED Porto Alegre porque não tenho (parece ironia mas não é) condições de arcar com as despesas sem um convênio. A minha realidade é a que a UNIMED pode oferecer. Se eu pudesse a minha realidade estaria fora da realidade. Se minha realidade fosse a do SUS seria uma outra dimensão, uma outra história…! Mas o SUS foi pago de janeiro a abril para o governo. A UNIMED foi paga de maio e agosto para que eu possa adoecer de setembro a dezembro.

Tente entender as variáveis da cobertura do convênio: há os serviços que na realidade-UNIMED não existem por que não fazem parte de um rol; há os serviços credenciados que necessitam de uma liberação da UNIMED para que se faça uma extensão do convênio; há os serviços que seu plano não cobre porque as regras do jogo mudaram no intervalo mas se esqueceram de lhe avisar. Tente achar o Dr Carlos Rizon fora do Olimpo, para estabelecer um contato não intermediado por Adrianes, Fábios, Alexandres, e tantos outros nomes que se perderam em 92 minutos de ligação. Nós NÃO SOMOS TODOS IMPORTANTES?…”NÃO HÁ OLHOS NOS OLHOS!”

Tente entender a trilha sonora de espera :“…EU SONHO COM UM MUNDO…EM QUE NOS OLHAMOS OLHOS NOS OLHOS… COMO IRMÃOS… PRESTANDO ATENÇÃO… CUIDANDO UM DO OUTRO… TODOS SENDO IMPORTANTES”. Esta propaganda suave e melífera, ocasionalmente, parecerá a você um deboche irônico e de mau gosto frente às situações individuais de cada ligação.

Tente ouvir esta música em intervalos de espera por UMA HORA E MEIA, enquanto seu filho está em um laboratório, refém da UNIMED Porto Alegre, a espera de liberações burocráticas para uma questão vital. Tente argumentar que se um procedimento estiver fora de cobertura, a UNIMED poderia cobrar do usuário o preço que repassaria ao laboratório, e apresentaria a opção de atualização posterior do convênio. O prestador não perde, a UNIMED não perde, não perde o usuário que está em uma sala de espera, fragilizado e aguardando uma decisão de um sistema impessoal, perde, pela desinformação, o titular do convênio, mas ganha a possibilidade de atualização, quando julgá-la lícita e necessária.

Tente comprar espaço nos calções dos jogadores de futebol para estampar a marca UNIMED em suas nádegas borradas… mas isto é mais fácil, embora mais caro do que os procedimentos glosados pela inércia gerada pela incapacidade de pensar, embora seja o outro lado da mesma história.

“Nossa vida é cuidar da sua”? Qual é o sentido de cuidar? Na máfia, quando havia um desafeto no grupo,  o capanga beijava a mão do padrinho e lhe sussurrava ao ouvido: “O padrinho quer que eu cuide da saúde dele pro senhor!” E o boss respondia: “…mas poupe-me dos detalhes e que seja longe do meu tapete!”

Vá fazer votos de não stress na virada de ano novo!

Links relacionados:

https://romacof.wordpress.com/2009/11/25/mais-uma-da-unimed/

https://romacof.wordpress.com/2009/03/19/afinal-qual-e-a-tua/

À Nobre Classe Política!

31/03/2009

IX001007

(…e a quem possa interessar.!)

 

A injustiça machuca, a imoralidade mata… constitucionalmente.

 

Acredito que esta seja uma prática planetária, mas vamos falar da que nos atinge permanentemente, nos embasbacando todos os dias. É possível que já estejamos paralisados, pois perdemos a nossa capacidade de indignação. Vamos falar da elite do sistema político brasileiro, aquela que vomita na nossa face por todos os meios de comunicação. Vamos falar dos políticos que invadem as nossas casas com suas imoralidades sórdidas, sorridentes e felizes estampadas em suas caras bem nutridas e bem tratadas. Vamos falar da imoralidade que mata a esperança. Que mata o senso de justiça. Que mata a alma.

 

Como pode aquele povo sem voz acreditar na saúde de um filho num corredor do SUS? Como pode acreditar num emprego que permita a conquista de pequenos ganhos que se somem, e na esperança de dias melhores?

As migalhas que os alimentaria o espírito são vistas na televisão multiplicadas por milhões de reais e transferidas como horas extras inexplicáveis, recebidas por indivíduos que desconhecem o caminho até o seu suposto trabalho.

É possível citar uma a uma a miríade de desvios milionários sob as asas da lei?

Que país rico! Que povo crédulo! Como é fácil roubá-lo! Como é bom governá-lo!

 

Três poderes? Quem fiscaliza quem? Se todos roubam a quem podemos recorrer!

Os juristas atentos discordarão da afirmação de que há um roubo! Não há um roubo! O roubo é ilegal! Nisto reside nossa impotência, pois a imoralidade constitucional é legal. Ela se apóia nas doutas justificativas dos larápios de toga e gravata. O matar a alma pela imoralidade constitucional é legal. Do que reclamamos? Todas as complexas leis que se confundem propositadamente na grande teia da mamata pública são perfeitamente justificáveis e têm suas razões individuais de existir.

A imoralidade que ri de nossa perplexidade é legal!

 

Peguemos um caso. Acreditem! Um dos menores. Diga o salário de um deputado, de um senador, de um juiz, ou de qualquer um neste grande conluio de rabos presos. De antemão podemos afirmar que você estará errado! Numa proporção otimista você dirá um décimo do ganho real. O resto tem o apelido de auxílio-qualquer-coisa. Todos estes auxílios já foram repetidos de forma nauseante pelos meios de comunicação. E nós? Apenas olhamos! Apenas sentimos as mãos parlamentares vasculharem nossos bolsos e ficamos gratos quando não nos tiram as calças. Pois eles têm imunidades, e impunidades. Eles estão ao abrigo da lei!

 

Vamos propor soluções?

Anular o voto? Bobagem! Sempre haverá alguém que acreditará nas eternas mentiras e votará! e sempre haverá novatos com rabos novos para serem enredados, talvez inocentes a princípio, e depois, de forma gradual, convencidos pelos persuasivos mentores das leis, agregando-se, legal e imoralmente, ao sistema de bolsos ávidos e olhares esquivos.

Aumentar o salário dos parlamentares em 1000%. Por que não? Desaparecem os auxílios com mil rótulos. E – e isto seria o mais importante – aparece o pagamento do imposto sobre o que realmente se ganha.

Porque não? Compare a sua realidade com a de um parlamentar perfeitamente enquadrado nas leis trabalhistas.

 

Como profissional liberal, tendo o luxo de umas férias, eu tenho direito a um 11º salário. Você que trabalha e tem férias remuneradas ganha um 13º? Alguém aí ganha um 15º salário?

Nós trabalhamos de janeiro a abril para pagar os impostos. Nós trabalhamos de maio a agosto para pagar aquilo que já deveria ter sido pago pelos impostos pagos de janeiro a abril; e assim, bovinamente, pagamos os planos de saúde para que o SUS não nos abata nos corredores dos hospitais, pagamos por muros, grades e segurança privada, para que a ineficiência pública possa nos ignorar impunemente, e pagamos pela educação de nossos filhos na esperança de que um dia ganhem voz e digam: “Basta!”.

 

 Depois, de setembro a dezembro vivemos para nós e nossas famílias!

Vamos à praia. Sentamos no colo do Papai Noel para que ele possa nos fazer sentir lá no fundo quando os crediários vão doer. Alguns viajam, outros se entopem de drogas, tiram a roupa e se esvaem em suores carnavalescos… Isto que é vida!

 

Os romanos usavam a política do “Panis et circences”. Dêem pão e circo para o povo e ele se manterá feliz. E Isto ainda rola o ano todo: alguém já somou as horas de novelas que uma semana derrama em sua casa. Alguém já adicionou os infindáveis programas dominicais com suas fórmulas repetitivas. Alguém já se deu conta de que na vida real a zorra total nunca acaba e as pessoas continuam rindo das mesmas piadas infames? Funciona. O gado está feliz, isto é que importa.

Enquanto isto a imoralidade dos políticos continua matando.

 

Habemus papa?

21/03/2009

Eis a Trindade: O Criador, a Criatividade, e a Criação!

Como fica a premissa da inspiração divina personificada pelo princípio da Criatividade no Espírito Santo? Da Trindade o Criador parece ter tirado férias eternas e permanentes após o Big Bang. A Criação é o pé torto que graças ao livre arbítrio deu as costas às tentativas e exemplos dos ditos Filhos aqui e ali!

Habemus papa! Quem deveria estar assoprando nos ouvidos octogenários do sumo pontífice tirou uma licença prêmio por conta do próximo 2012? Afinal a contabilidade Maia é mais antiga que a igreja! Ou, quem sabe,  o desencontro entre a “voz de Deus” (aquilo que boa parte de um povo composto de bilhões de humanos pensa e diz), e as incongruências proferidas por Benedetto dezesseis,  sejam o fruto da hipoacusia  de Joseph Alois Ratzinger. Quem sabe uma divina, sincera, mas afônica pomba esteja tentando manter a milenar função de inspirar papas, porém o canal de comunicação esteja deteriorado. E se ela já voou? Então estamos irremediavelmente sós!

Ratzinger, quando abre sua santa e inconseqüente boca costuma deixar em apuros os diplomatas do Vaticano! Os exemplos são tantos em seu curto reinado que não consigo pensar como uma alma mais aberta ainda não disse: “Basta! Leia só o que está escrito! Não improvise! Não pronuncie palavras como judeus, holocausto, muçulmanos, cruzadas, e se tiver dúvida sobre alguma outra nos pergunte. Ah! Se acenar para  o povo evite combinar sorrisos dúbios com olhares de soslaio…eles dão um tom muito nazista e isto não é politicamente interessante no momento!. Ah! outra coisa: está certo que combinamos não aceitar a camisinha, mas, pelo menos na África, deixe como está…! a AIDS mata alguns milhões a menos com o trabalho das ONGS…Como? Ah! a idéia é esta…juntando com judeus e muçulmanos…compreendi o espírito da coisa…! mas por enquanto vamos deixar assim… ! depois começam a chamá-lo Mein Führer…e isto, definitivamente, não vai pegar bem!”

Uma menina de 9 anos foi estuprada pelo padrasto e ficou grávida de gêmeos. A Igreja excomungou os envolvidos mas não o estuprador cujo mal foi considerado menor!

A “vox populi”, que é a “vox Dei” sugere: Não façam o aborto.  Dê um tratamento ao estuprador, que afinal é um ser humano  e está doente!  A Igreja é rica. Adote a menina e as crianças de forma vitalícia. A Igreja lhes deve a vida, a educação e um futuro. E as excomunhões seriam desnecessárias.

Há dúvidas! duvidas?

31/12/2008

…reforma ortográfica… 

Graças à ABL as dúvidas permanecem como estão! Se até elas fossem modificadas seria o caos! (Portanto, parece, que as proparoxítonas permanecerão acentuadas.) 

“Por que tanto porquê?” os fiéis perguntavam atônitos…ao que o cura vociferava: “Porque assim está escrito!  ô porra…! vocês não têm fé  por quê?”

  Será inevitável a confusão e a dúvida na hora de escrever mülleriano e nem o corretor do Gates poderá nos ajudar nesta hora. (Embora, por falar no tio, vislumbrem-se cifrões em futuro próximo!) No entanto nós nos adaptaremos inevitavelmente, a despeito de quaisquer esperneios. Haverá um compreensível período de transição em que as formas velhas se imiscuirão afrontadas. Continuaremos a nos comunicar com ou sem hífen, e não fará a menor diferença a ausência de trema em caso de sequestro…

Minhas maiores dúvidas são de outra ordem…  Se é verdade que a língua está viva,  será que as palavras não se rebelarão nos traindo, repentinamente, em seu significado,  no momento mais impróprio, protestando por terem sido modificadas a sua revelia? Será que vou conseguir aquecer o leite para o café da manhã em meu novíssimo micro-ondas? Será que o velho não era um microondas que funcionava por emissão de micro ondas enquanto este novo ficará na dúvida sobre seu princípio de funcionamento, engasgado por um hífen? E se pelo motivo inverso um paraquedas se negar a abrir reclamando a falta de um hífen? Você se sentirá tranquilo durante o voo? ou será acometido por uma intranqüilidade sub-reptícia ao perceber que se trata de um vingativo vôo? Será paranóia ou paranoia? Duvida?