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A Vingança de Madá (2ª parte)

29/03/2010

(continuação)

Má quis se levantar para sair dali e se esconder em algum buraco onde não existissem meios de comunicação de qualquer espécie, mas Paulo a segurou pelo punho suavemente e a fez sentar: “Sou seu parceiro! Mas só posso ajudar se você confiar em mim!”   Dois longos minutos se passaram enquanto Má procurava no tampo da mesa a resposta para o enredo confuso e cheio de vergonha em que sua vida se tornara. “O que você sabe?” conseguiu enfim perguntar.

Um velho de aparência elegante e sacana passou pela mesa e deu um cascudo amigável no ombro de Paulo: “Salve! Biduzão!”

Paulo fez um sinal para o garçom que imediatamente estava ao seu lado: “Água… pode ser mineral com gás?… para os dois!”

“É pra já, Biduzão”!

“Biduzão?”

“É apelido, do apelido…!” a imitou Paulo.

Conseguiu arrancar um sorriso fraco de Má, que já se sentia Madá, e que estava sentada numa boate com um negro, que todos tratavam por Biduzão, enquanto seu plano de matar um infeliz se escoava pelo ralo, e uma gorda maltratava o palco cantando funks com letras de duplo sentido:

“Eu conheço um padeiro. O nome dele é Beludo. Quando eu quero comer cuca. Eu compro a cuca do Beludo. Tem cuca Beludo? Tem cuca Beludo? Vem que tem, vem que tem, vem que tem! Vem que tem, vem que tem, vem que tem!”

Paulo bebeu a água que o garçom trouxe e disse para Má: “Vamos simplificar! Eu demorei um pouco para reconhecer você… até perceber que a diferença básica estava na peruca. Não precisa ficar com vergonha de mim… você não é a primeira que bebe e cai no conto do namorado apaixonado que quer tirar umas fotos íntimas para guardar de recordação. A internet está cheia desse lixo. O que me preocupa agora são as evidências de que sua vinda até aqui não estão voltados para a diversão…”

“Qual são essas evidências? Sr…Biduzão!”

“Não sei ao certo! Mas posso deduzir. Você sistematicamente recusou todas as tentativas de… abordagem. Está à espera de alguém. Não está com uma postura relaxada de quem espera alguém com prazer. Você está tensa. Quem a observa vê em você uma águia pronta para mergulhar sobre uma presa. Quando percebi quem você era  juntei os prováveis motivos para suas atitudes. Não me surpreenderia com um fim rápido para o calhorda que tirou proveito de sua boa fé”

“Muito imaginativo de sua parte…”

Num movimento rápido Paulo tirou a bolsa de Má e a abriu. Três segundos bastam para um especialista fazer um diagnóstico. Devolveu a bolsa antes que ela tivesse tempo de articular um protesto.

“Parece que não estou imaginando coisas.” Disse Paulo.

“Filho da…! Você não tinha esse direito! O que pretende fazer? Me entregar pra polícia?”

Paulo sorriu enquanto pesava a forma de dizer o que tinha em mente. “Eu lhe disse que seria o seu parceiro nessa empreitada, mas você precisava confiar em mim…”

“Não tenho saída!”

“Tem sim! Você se levanta, vai embora, esquece a merda que ia fazer, eu faço de conta que nunca vi você, e o carinha das fotos continua livre como um pássaro.”

“Qual o seu interesse nisso?”

“Você não é a única vítima do cara. Aliás, essa é a nossa sorte! Se algo acontecer a ele há tantas interessadas no… bem estar dele, que as suspeitas dificilmente poderiam ser direcionadas. Esse cara está na minha alça há algum tempo, por encomenda, mas eu não o conheço pessoalmente. Sabemos que é o mesmo porque o idiota deixou inúmeras pistas nas fotos que jogou na internet. Seria cômodo deixar você fazer sua tentativa… mas só você iria se ferrar, e isto não seria justo. Você é inexperiente, passional, mal equipada, o lugar é público, as saídas são poucas, muitas coisas poderiam sair erradas. Eu tenho uma proposta melhor!”

“Faça!”

“Você me aponta o cara! Só! Saímos e pronto. Um pessoal que trata desses assuntos resolve o problema e está tudo acabado. O tempo e a cosmética se encarregam de mudar você e fazer com que as pessoas se esqueçam das fotos. Ocasionalmente vai ter que mentir um pouco e ter cara de pau, mas isso é a vida!

“Tem uma condição!”

Paulo já estava se divertindo com aquela negociação surrealista aos gritos dos espectadores que ao fundo ovacionavam a gorda do funk para que voltasse ao palco: “Suêmi Senta-o-Pau, Suêmi Senta-o-Pau…”

“Qual?”

“Eu tinha um plano… ao lado do banheiro nos fundos tem um depósito de bebidas. Eu ia levar o cara pra lá fingindo querer um amasso. Eu ia abrir uma segunda boca no pescoço dele, bem grande, na altura do gogó. O sangue não seria notado nesse vestido vermelho e com essa iluminação. Eu sairia pela porta da frente, como entrei. Talvez seja um plano arriscado, cheio de possíveis imprevistos, mas meu ódio por esse infeliz é tanto que eu estava cega. A minha vida virou um inferno. Agora você me tira da jogada, bota profissionais no negócio, e me atiça a imaginação com possibilidades de requinte…”

“Estou ficando curioso!”

“Não quero que ele morra! Eu só quero as bolas dele!”

Paulo olhou por um bom tempo o rosto jovem e bonito à sua frente. Com trato e sem toda aquela mágoa que lhe corroia a alma poderia perfeitamente fazer o papel de um anjo em qualquer peça de teatro infantil. Que idade teria? Dezoito? Dezenove? Ele estava surpreso com o pedido e ao mesmo tempo o achava justo. Fino não teria problemas para convencer o Coisa-Torta dessa pequena mudança nos planos. Só teriam que usar máscaras. Má teria as bolas do cara.

“Negócio fechado!” E apertaram as mãos.

Como se apenas isso faltasse para que os planos de Má se concretizassem ela viu que na porta surgiu a caça. Elegante, cheio de charme, sorridente, andar de felino, descendo os degraus com ginga de modelo, um macho com os dias contados.

“Fique ligado. Na saída vou beijar o cara!”

“Certo. Vamos embora.”

Levantados Má percebeu que Paulo era um negro alto, uns quarenta centímetros mais do que ela, tinha um belo porte. E naquele momento sentiu vontade de beber café com leite.

Quando Má caminhou em direção à vítima, loira, esvoaçante, sorridente, só sexo, em “slow motion”, uma pequena lâmpada no cérebro do infeliz fez uma pálida tentativa de reconhecimento, mas antes disso foi afogado por um beijo com a boca, com os braços, com as mãos, com as pernas, que lhe sugou a memória. E aquela visão, assim como veio foi em direção à porta, vermelha, loiríssima, só curvas, só sangue, e ele sem ar, sem pensar, congelado, marcado.

***

“Leia! Experimente estes bolinhos de carne que eu acabei de fritar?”

“Hummm! Gostoso! Tem ovo?!”

“Só os coquinhos do meu ex!”

“Madááá!… sempre debochada!”

A Vingança de Madá (1ª parte)

28/03/2010

Eram 19 horas, o fim do turno de Madalena de Jesus na  padaria. E era sábado. Um sábado especial. O dia da transformação e da vingança. Não queria ver aquele balcão pelas próximas 36 horas. Férias de fim de semana. Jogou o avental com raiva na bolsa e resmungou um “fui” para a colega de canga, que a olhou maliciosamente. A outra era Leia, a pequena serpente.

Jantou um grande sanduíche de pão com mortadela e bebeu todo o suco de laranja da geladeira. Tomou um banho demorado e se jogou nua sobre a cama. Barriga pra cima, braços abertos, pernas abertas, e os olhos bem abertos, redesenhando os nós do forro barato, a mente repassando os próximos passos, à espera da meia noite: a hora da leoa ir à caça.

Chegou a cochilar, mas um pouco depois das onze uma mola automática a fez saltar da cama. “Hora de se vestir.” Madalena odiava o nome. Na padaria a tratavam de Madá. Mas naquela noite em especial era seria Má.

Má borrifou o seu melhor perfume, pintou as unhas de um vermelho intenso, caprichou na maquilagem, usou um batom igualmente vermelho, colocou a peruca loira comprada para a ocasião, entrou em uma calcinha vermelha semi-translúcida quase inexistente, atirou para cima um micro vestido vermelho que como uma pluma deslizou pelos seus braços até se ajustar ao corpo. Por fim calçou um par de sapatos vermelhos com os quais treinara a noite, durante uma semana inteira, para ter certeza que não cairia daqueles andaimes. Deu algumas voltas em frente ao espelho. Observou que os seios escapavam o necessário, e sempre uns centímetros antes da vulgaridade. Notou que as nádegas eram agradáveis e firmes. Sorriu. E considerou que o produto era bom.

Nada de relógio e bijus naquela noite. Levaria uma pequena bolsa vermelha com uma longa alça dourada ao ombro. Dentro um lenço, o dinheiro suficiente para ir e vir de táxi, uma identidade que não era a sua, o batom para eventuais retoques, um espelhinho redondo, e um objeto metálico de uns 15 centímetros de comprimento. O objeto tinha um botão numa das faces. Quando esse botão era pressionado uma lâmina afiada era projetada de dentro do cabo transformando o objeto em uma arma mortal.

Na calçada ficou atenta para o aparecimento de um táxi. Mas em dez segundos um carro cinza encostou ao meio fio. “Carona, gata?”

Aquilo fugia um pouco do plano, mas sempre economizaria o dinheiro já reservado. Debruçou-se na janela. “Vou umas quinze ou dezesseis quadras nessa mesma avenida… agradeceria”.       

“Então entra!”

A viajem foi lenta. O motorista não se decidia se olhava pra frente ou para as pernas de Má. “Encontro?”

“Isso.”

“Ocupada, então?”

“Isso.”

“Pena!”

“É.”

Durante o papo Má tirou o batom da bolsa e fingiu que o usava. “É aqui… é aqui que eu fico! Muito obrigada, tio!”

O motorista estacionou o carro e agarrou com força a coxa esquerda de Má. “Um beijinho seria um bom pagamento!” Má guardou o batom na bolsa, e, enquanto sorria, tirou de lá a lâmina retrátil. Click-Ssipt. A lâmina já estava encostada no pescoço do descuidado.

“Não me custa pintar esse vestido um pouco mais de vermelho!”

O homem retirou a mão da perna de Má e se encolheu contra a porta esquerda. “Mal agradecida!”

“Sou!” E saiu do carro.

Enquanto guardava sua arma na bolsa Má ouviu os pneus do carro cantando em disparada raivosa. Economizara o dinheiro do táxi.

Na porta da boate “Noite de Amor” o leão-de-chácara avaliou a loira que se aproximava ondulante. Parecia conhecida, mas não conseguiu acessá-la em seu curto banco de dados. Era boa. Era problema. Armou sua estampa profissional, pernas um pouco afastadas, bom polígono de sustentação, cara séria e alheia às tentações da vida, com as mãos juntas em frente ao saco, como um jogador na barreira.

A loira chegou a 20 centímetros do seu nariz. O perfume inundou os sentidos do homem e uma gota de suor lhe correu pela nuca desconfortavelmente. A loira se afastou um metro e sorrindo deu duas voltas com os braços abertos, como uma bailarina, com seu pequenino vestidinho vermelho esvoaçando de forma sensual. E ela falou: “Que tal? Você acha que eu consigo manter uns dez meninos lá dentro consumindo um pouco mais do que eles queriam?”

“Tá legal. Vai! Entra logo.” Enquanto Má rebolava para dentro da boate o homem da porta respirou, aliviado, e com o indicador afastou o colarinho na parte de trás do pescoço para que aquela gota incômoda pudesse descer um pouco mais e se misturasse com o suor das costas.

No interior da boate, Má, já incorporada pelo espírito vingador que a levara até ali, farejava em todas as direções em busca de sua vítima. Era ali que ele vinha. Era ali que ele caçava. Era ali que ele iria morrer.

Assim que ela desceu a meia dúzia de degraus da entrada, as antenas hormonais de vários machos captaram a sua presença, o contorno de seu corpo, seus movimentos, as voltas que sua saia dava quando mudava de direção, seu olhar, seu rosto, suas pernas… A penumbra, o som alto, os efeitos das luzes coloridas intermitentes, a fumaça de muitos cigarros, e a dança fracionada pelo efeito estroboscópico dificultavam a procura de Má. Talvez ele estivesse sentado com alguém numa das mesas periféricas, na escuridão total, ou não tivesse chegado, ou não viesse naquela noite. Esse último pensamento deixou Má especialmente frustrada. O plano, a antecipação da realização, não contavam com esse pequeno, mas importante, detalhe. Considerou que deveria se acomodar nas sombras, num ponto fixo de observação, beber um refrigerante, e esperar. Afinal, não poderia sair tudo errado. Era fundamental que o animal viesse para ser abatido.

“Acompanhada?”

“Sim.”

Com esse diálogo curto ela ia rechaçando os eventuais interessados. Não queria ninguém perturbando a sua campana.

Num dado momento o garçom colocou na sua frente um cálice comprido com um coquetel, que não conseguiu identificar, enfeitado com uma cereja. “Eu não pedi isto!” Disse ela ao garçom. “E uma cortesia daquele senhor!” E apontou para um negro sentado duas mesas depois.

O garçom foi embora e Má pensou: “O táxi e a bebida de graça! Estou no lucro.” Bebericou avaliando o teor alcoólico. Era bom.

Enquanto se distraiu colocando a cereja na boca viu que o negro havia sentado ao seu lado e dizia: “A cereja foi a fruta mais vermelha que consegui encontrar e que combinasse com você!”

Má sorriu e respondeu: “Obrigada!” Enquanto observava o interlocutor, pensava: “um negro bonito e forte, um cheiro bom, uma voz agradável, uma boa dicção, um sorriso afável, e começava suas cantadas sem que elas parecessem cantadas.”

“Espero que a bebida não tenha lhe parecido forte demais.”

Sentia-se mais leve, mas amenizou: “Na medida… que eu estava precisando!”

Houve um silêncio de ponderações ocultas. De repente o negro disse: “Paulo… o meu nome!”

“Ah!… Má!”

Paulo riu com vontade e explicou: “Espero que seja um apelido! Não me sentiria confortável sabendo que esse é o seu nome!”

Má também riu e balançou a cabeça: “É apelido do apelido!”  

“Fica melhor… quer beber mais alguma coisa?”

“Água! Tenho que me manter sóbria essa noite!”

“Você vai dirigir?”

“Não! É porque hoje não é dia de beber.”

Um curto silêncio e então Paulo alvejou Má.

“Eu conheço você…!”

A afirmativa a pegou totalmente de surpresa. Aquele homem a conhecia? Como? De onde? Em que circunstâncias? E de repente ficou totalmente sóbria e se lembrou que estava ali para matar alguém e que ela estava falando com uma pessoa que dizia que a conhecia embora ela pudesse jurar que não e que isto atrapalhava e muito a sua saída já planejada… e olhou para o homem que se dizia Paulo sem fôlego e querendo uma explicação.

“… e eu posso lhe ajudar!” Completou Paulo.

(coninua)

A moça trabalha aqui?

13/03/2010

-A moça trabalha aqui?

-Tr-trabalho.

-Não se assuste com meu cunhado, ele é feio mas é gente boa!

-Ãh, ãh!

-Muito prazer! Meu nome é Liturgo! Mas não dei pra coisa…

-Ãh?… Ah!!

-Mas pode me chamar de Fino..

-Hum. Hum.

-Diz olá pra moça, Coisa-Torta.

-Grunf!

-Ele não fala muito; é meio-irmão da minha Lu… mas é gente boa.

-Sei.

-Tem um doutor que trabalha aqui… um barba branca… de óculos.

-Sei. Sei.

-Tratou do meu menino… a Lu trouxe outro dia… um neguinho, coisa mais amor, tem uma pinta aqui na bochecha.

-Hum. Hum. Estou lembrando!

-Viemos agradecer.

-Ah! O menino ficou bom?

-Está que um demonete.

-Nós gostamos de saber quando o paciente se recuperou…

-Queremos também agradecer porque o doutor foi muito respeitoso com a minha Lu, não sei se me faço entender…

-Ah!… Sim.

-E nós ficamos sabendo que o doutor vendeu um carro prum picareta e o cara ficou devedor, para-com-o-doutor… acompanhando?

-Não sei…claro! sim!

-Então, nós, eu e o Coisa-Torta, tomamos a liberdade de fazer uma visita pro cara citado.

-Prainducá! Grunf!

-Oh! Viu? O Coisa-Torta no fundo é um educador.

-S-sim!

-Este envelope tem a quantia que o cara em questão ficou devendo. Peço à moça o favor de entregar isto ao doutor…

-Mas…

-Diz que é pela saúde do menino. E diz  para ele que amigo do Fino é irmão do Fino.

-Digo.

-… e do Coisa-Torta, que é o dindo… Deus me livre acontecer algum mal pro meu menino.

-Grunf!

-Vocês… não aconteceu nada com o homem?

-Que homem?

-O pica… o cara da dívida!

-Não sei de cara, moça. Viemos aqui só para agradecer pela recuperação do meu neguinho. Passar bem! Foi um prazer conhece-la! Transmita saudações ao doutor, moça.

-Tr-transmito.

-Grunf!

O Senador já chegou?

11/03/2010

-O senador já chegou?

-Qual é o interesse?

-É que eu até aprecio o ômi!

-Biduzão! Tu tá muito fresco pro meu gosto!

-Não! chefia! É no sentido público, sacou?

-Que seja! Não quero tietagem aqui na minha zona! tá sabendo?

-To sabendo! Pode deixar.

-Tem outra…chega mais!

-Pode dizer, chefia!

-Chega mais! ô orelhão! não quero falar alto!

-Ah! Foro íntimo!

-É.

-Sou todo ouvido.

-Ando com um calor aqui na testa… coceira…sabe?

-Nossa!

-Não comenta! Não comenta! Só escuta…

-Hum! Hum!

-Minha fonte diz que a Tê, a… patroa… tá sendo… assediada por um cara!

-Hummm!

-E eu sei quem é o cara!

-Hum?

-O senador…

-Pôrr…hum, hum!

-Então, o meu broder Biduzão vai e convoca o Fino e o Coisa-Torta.

-Hum?

-É! Serviço profissional.

-A chefia quer que o pessoal da catigoria amasse o cara aqui na quadra?

-Não! Lentitude! Não mistura as coisas.

-!?

-Aqui no público nós tratamos a excelência com todo o respeito que o cargo merece. Afinal, nós somos civilizados… depois, no privado,  é outra conversa.

-Ah! É pra matá a excelência?

-Não. Repercute de forma negativa no serviço de assistência social.

-Quebrar, bem quebradinho! Pode?

-Pode. Sem muita marca pra perícia.

-O Coisa-Torta vai gostá!