A extinção do Homo sapiens!

Publicado 23/01/2017 por romacof
Categorias: Contos, Lendas, Política, Realidade

As gerações se sucedem a cada trinta anos. Nasci em 1950. Em média meus filhos são da geração 1980 e meus netos, em média, da 2010. Seguindo esse raciocínio, meus bisnetos serão da geração 2040 e só vou conhecer algum deles se conseguir ser especialmente longevo, ou se a primeira filha de minha primeira filha resolver encurtar essa média.

Aqui, todos os indicativos e tendências apontam para uma possibilidade interessante! A geração dos meus bisnetos, a de 2040, possivelmente será a última geração totalmente sapiens sobre o planeta! Com isso não estou afirmando que receberemos emigrantes vindos do espaço. Não creio nesse evento, também interessante e até possível, mas de uma probabilidade extremamente pequena, embora ficcionistas alimentem toda espécie de mito refutando a minha descrença e eu, secretamente, torça para que eles estejam certos. Além do mais não disponho dos atributos para profetizar uma data para a descida da nave dos extraterrestes! Quando afirmo que a geração de 2040 será a última em que apenas exemplares da espécie Homo sapiens representarão a cereja do bolo da criação sobre a superfície do planeta Terra estou me referindo à observação de coisas reais que estão acontecendo. É só voltar os olhos na mesma direção e você concluirá que, afinal, essa afirmação não é tão louca quanto parece.

A manipulação genética é um fato. Para o bem ou para o mal iremos usar essa capacidade em nossa própria espécie antes da metade desse século (se isso já não aconteceu!). Essa é a tendência e é inevitável!  Inevitável por que temos a capacidade, a curiosidade e a vontade. Apenas esses três fatores transformaram primatas africanos em astronautas em 250 mil anos, a escrita mesopotâmica na comunicação virtual em 5 mil anos e o primeiro canhão na bomba atômica em 600 anos. Pelo visto aprendemos rápido! E não nos preocupamos muito com as consequências.  O quarto fator que determina a abertura de todas as comportas sempre foi a necessidade. Nós necessitávamos descobrir e conquistar. Saímos da África e vasculhamos o planeta todo. Levou milhares de anos, mas um dia ele acabou e então alguém apontou o dedo para o céu e resolveu que faltava aquela ilha lá em cima. Aprendemos a anotar, calcular, comercializar e quando necessitamos de mais espaço, mais rapidez, mais controle, mais lucro, mais produtividade, mais pesquisa, mais conhecimento, transformamos os métodos e eles evoluíram para o computador e para a internet e há quem afirme que não vamos parar antes de esbarrar na inteligência artificial. E as necessidades na guerra justificaram a espetacular rapidez nas ações. Em 40 anos a teoria da relatividade de Einstein se transformou na destruição de Hiroshima e Nagasaki. Não somos apenas rápidos. Somos perigosos.

Se algo ainda freia o movimento em direção à aberta manipulação genética humana é a solidez da argumentação refutando os questionamentos éticos; como se isso fosse realmente levado em conta nas mais variadas culturas espalhadas pelo planeta!

As necessidades se justificam pelo próprio conhecimento em si, pelo interesse da indústria farmacêutica, pelo aumento da força e da resistência, pelas necessidades de adaptação espacial, climática, funcional, militar, pelo propagado aumento médio da capacidade física e mental do seu filho, pela luta contra as doenças e contra a morte, e por aí vai.

Em 2100, quando andarem por aqui os bisnetos dos meus netos, esse parágrafo acima já será uma realidade! Algumas insinuações contidas nele podem ter lhe causado arrepios, mas outras você até viu com bons olhos! Pouco importa se Aquela Superpotência cria soldados geneticamente modificados, fortes como touros e com cérebros de nabo. A mesma tecnologia permite que meu filhinho querido possa ser saudável e inteligente, além dos melhores sonhos de todos os papais e mamães.

Isso tem um lado ruim, mas também tem um lado bom!

O lado ruim é óbvio. Se princípios comerciais puderem ditar as normas de uma engenharia genética voltada para as necessidades corporativistas seriam abertas as portas para as mais grotescas aberrações, que deixariam a visão de Aldous Huxley, em admirável Mundo Novo, no chinelo. Por outro lado, que me perdoem os amantes da espécie, me parece que o auto rotulado Homo sapiens sapiens (duplamente sábio!) chegou a um beco evolutivo! Nos últimos 40 mil anos fez coisas incríveis, mas não evoluiu na mesma proporção que as coisas que ele próprio criou. Retire da espécie suas conquistas tecnológicas e solte os seres humanos num lugar de recursos escassos e eles regredirão para uma nova idade média em um dia. É claro que podem se valer da tradição oral e reaprender parte do que sabiam, apresentando em, talvez, 4 ou 5 gerações, outra configuração histórica. Mas no momento em que forem largados às próprias custas e nas primeiras décadas de luta num ambiente hostil terão mostrado que são animais, inteligentes e imprevisíveis, agressivos e potencialmente assassinos, inevitavelmente ladrões, e estupradores sempre que possível. Evolutivamente pouco diferentes dos primeiros exemplares de 40 mil anos, ou talvez até mais bárbaros, contrariados pelo injusto revés.  Nossa tecnologia deu saltos assombrosos, mas nós não evoluímos. Está certo que não houve tempo para isso, afinal, uma espécie se contorce por milhões de anos para apresentar um resultado satisfatório e adaptado ao seu habitat. Nós apreendemos a adaptar os habitats, ocasionalmente destruindo-os no processo, mas nunca vamos nos adaptar a nenhum deles. E podemos repetir essa experiência, frustrantemente, incontáveis vezes…

E por essa que me atrevo a dizer que a revolução genética que bate a nossa porta é uma necessidade. Somos experts em mudar as coisas sem medir as consequências! Talvez tenha chegado a hora da mudança final! Vamos mudar a nós mesmos. Se no corpo atual nossa evolução emperrou, quem sabe possamos criar uma combinação genética, ou um habitat genético, mais favorável? E a ética? Alguém gritou lá nos fundos. Ética! Parece que esse era o nome da pedra que caiu na cabeça dos dinossauros há 65 milhões de anos…

Seguindo a história dos bisnetos dos meus netos vou brincar de profeta da manipulação genética, já que dos aliens não sou, e inventar uma pequena ficção em cima do tema.

Em 2200 apenas a espécie Neo-Homo (já que tudo precisa ter um nome!) estará capacitada a participar dos programas de exploração espacial. Antes de 2400 a presença do Neo-Homo na vida política e econômica do planeta já terá uma massa crítica determinante. Haverá revoltas e movimentos contra o aparente segregacionismo contra os humanos inferiores. Rígidas leis de eugenia proibirão a miscigenação. Os inferiores terão sua natalidade controlada a um filho por casal. Em 2700 os novos humanos terão transformado o planeta num paraíso habitado por 2 bilhões de novas pessoas e conquistado uma quase imortalidade. Antes do ano 2800 os 300 mil humanos inferiores remanescente são alocados em reservas controladas onde poderão ser visitados e estudados. No ano 2950 morre o último e deprimido descendente dos Romacof. Na virada do próximo milênio, a elite Neo-Homo, às vésperas de partir para outra galáxia, vive um dilema: Deixa os últimos Homo sapiens entregues a própria sorte ou, bondosa e preventivamente, promove a extinção da espécie, incapacitando-os reprodutivamente, pois, como se sabe, eles são persistentes, vingativos e perigosos…

 

Morreu Teori Zavascki!

Publicado 20/01/2017 por romacof
Categorias: Realidade

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Quando morre alguém, cuja morte poderia beneficiar alguém ou um grupo de pessoas, sempre é correto perguntar: “Quem se beneficiaria com a morte dessa pessoa?” É o que polícia faz toda vez que a causa mortis não é natural, mas acidental ou suspeita; ainda mais quando a vida e o trabalho da pessoa que morreu está diretamente atrelada à vida e aos atos de incontáveis criminosos. Se nós não fizermos essa pergunta estaremos banalizando a morte, ou sendo incompetentes, ou estúpidos, ou cúmplices.

Algoritmo!

Publicado 17/12/2016 por romacof
Categorias: Realidade

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Algoritmo. O algoritmo é qualquer conjunto de regras que, quando executadas seguindo uma sequência determinada, atingem um objetivo, idealmente com o menor esforço possível. Isso tanto tem aplicação eletrônica como mecânica. Por exemplo, uma receita culinária! A forma correta de atingir o objetivo é seguir uma sequência: separar os ingredientes, descascar ou picar ou dissolver, misturar na ordem indicada, levar ao fogo ou à refrigeração, aguardar um período de tempo e obter o resultado. Ou até o prosaico ato de se vestir! Primeiro coloque as meias e depois os sapatos. Primeiro a camisa e depois o casaco. Alguém pode questionar um algoritmo e afirmar que tanto faz colocar primeiro as calças e depois os sapatos, como o contrário, que o resultado será o mesmo, mas a experiência demonstra que o algoritmo inteligente permitirá um resultado mais eficaz e menos cansativo. Já nas aplicações eletrônicas em que, atualmente, estamos imersos, eles são mais sutis, e você, nem sempre, percebe que está usando um algoritmo, ou está sendo usado por ele!

Veja o Google. Terminou o seu perfume e você faz uma pesquisa sobre os melhores preços para o Black Soul da Ted Lapidus. No dia seguinte, feicebucando ao léu, as embalagens do perfume teimam em saltar à direita, como itens patrocinados. Experimente fazer uma pesquisa. Por exemplo: cracatoa. Você escreveu errado porque estava procurando por Krakatoa, uma ilha da Indonésia que desapareceu em 1883 numa erupção vulcânica, e apareceram, depois de escrever toda a palavra, em um quarto de segundo, 21.400 resultados falando tanto de Krakatoa, a tal ilha, como de cacatua um papagaio branco, como se essa tivesse sido (talvez? ou quem sabe?) sua primeira intenção na pesquisa, numa similitude fonética e engolindo os erres. Na segunda vez não é necessário escrever toda a palavra, pois, clicando na letra c, cracatoa saltará, como se um algoritmo permitisse ao Google ler o seu pensamento!

Há interações mais complexas, que fazem pensar num intrincado processo de comunicação entre os meios utilizados. Mande um whatsapp para o fabricante de vigotas pré-moldadas, com quem você está negociando.  No dia seguinte ele aparece como uma sugestão de amizade no Face book.  E assim são todos os processos que determinam as opções de relacionamentos, tanto afetivos, como íntimos, como comerciais ou profissionais, como de interesses, os mais variados. Você pensa que escolhe, mas, na verdade, um algoritmo escolhe por você quem é mais parecido com você! Isso acontece (vamos descartar a inocência de acreditar que há uma altruística preocupação com nosso bem estar) para facilitar os interesses comerciais e econômicos mais prováveis. Pessoas parecidas ou envolvidas com coisas parecidas têm maiores probabilidades de manterem uma comunicação produtiva e lucrativa.

E se sairmos do foco comercial e entrarmos no foco político? Tente postar vivas a Bolsonaro Presidente ou fazer discursos de idolatria a Lula para ver quem se aproximará de você! E, de forma inversa, tenha certeza de que você será procurado político e ideologicamente pelos manipuladores de ocasião, conforme o viés apresentado por você em suas postagens. Pois estamos mergulhados em algoritmos utilizados para todos os fins.

E suas certezas? Você está realmente certo de que elas são suas? Seu perfume. Seu sapato. Seu shampoo. Seu candidato. Sua ideologia. Seu restaurante preferido. Seu paladar. Você tem certeza que são seus? Não se esqueça: se você é um ser conectado, sempre haverá um algoritmo vigiando sua vida e lhe dizendo o que é melhor para você.

Meu celular, quando digo “Ok Google” (ou qualquer coisa que termine com “…ei gugal”), fica atento a qualquer pergunta (válida ou idiota) e se transforma num oráculo moderno. Mas há ocasiões… (e isso já aconteceu três vezes, que me lembre!) em que ele estava lá, deitadinho e desligadinho (tanto quanto eu saiba!), e a sacerdotisa do oráculo disse: “…não entendi bem o que você quis dizer…”! Como assim? Ela estava me ouvindo? E pior! Ela estava me vendo?

Lógica de cangaço.

Publicado 10/12/2016 por romacof
Categorias: Leis, Piadas, Política, Realidade

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Marco Aurélio sonhando que era o cara… e me ocorre uma curiosidade: O que acontece se não assino a notificação de um oficial de justiça? Sendo Renan, eu sei: nada! Mesmo com uma dúzia de processos, num sendo réu, por corruptar milhões, estaria casado com a Governabilidade, senhora imensa, suja e malcheirosa, em nome da qual todos os pecados são permitidos. E as leis? E a justiça? Não brotariam togas babando conduções coercitivas ou palavrões piores? Nada aconteceria! Eles fariam uma laranjada espremendo um tomate podre. Eles vomitariam outro artificialismo para justificar a já estuprada lógica jurídica. Pois sou Renan, senhor dos rabos presos, colecionador de dossiês, representante maior da amante eterna no poder legislativo e, contra mim, nenhum juizeco poderia arrotar supremacia sem sentir o amargor de minha ira.

Os três poderes estão comprometidos!

Publicado 07/12/2016 por romacof
Categorias: Desilusão moral com o país, Política, Realidade

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Os três poderes estão comprometidos. A cabeça executiva afunda, com a credibilidade corroída gradativamente se transformando numa piada cercada por suspeitas. A nata legislativa é suja, faz leis para esconder os próprios crimes, e suas raras manifestações de honestidade não têm massa crítica para gritar acima do rosnado dos ratos. O topo do judiciário é lento, não vive nessa realidade, e está embasbacado ou comprometido enquanto finge que enfrenta os crimes corporativistas.
Nesse cenário vivemos nós, fragilizados economicamente, roubados e pagando a conta dos estragos anteriores, esperando que Moro e o Ministério Público tenham força e capacidade para derrubar a casa sem nos esmagar no processo; nós, crônica e miseravelmente cegos para o que acontece, acreditando que essa política vai se converter e nos salvar, ou que o governo vai, magicamente, parir um redentor.
Quem pode governar o país são os nossos olhos, se eles forem críticos, e se estiverem permanentemente abertos.

Prêmios para quem pecar e pagar rápido!

Publicado 06/11/2016 por romacof
Categorias: Leis, Piadas, Realidade

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Há quem argumente que não há uma indústria da multa, mas uma penalização educadora com o objetivo de coibir excessos e proteger a vida.
Então, acompanhe! A partir de novembro as multas ficaram, em média, 50% mais caras. Há várias gradações, mas, para ser didático, imagine uma multa de 100 reais passando a 150 reais. Ponto. Simultaneamente foi lançado um aplicativo para celular que permite que a multa seja paga sem toda a burocratização que esses processos costumam ter. Como prêmio, para quem fizer o download do aplicativo, os multados receberão um desconto de 40%. Ou seja: aquela multa de 100 reais que havia passado a 150 reais ganha um desconto de 60 reais e passa a custar 90. Logo, há uma indústria da multa! Agora ficou muito mais fácil arrecadar! E mais difícil educar! E que se exploda a tal ação que transformaria a dor no bolso numa valorização da vida.

Linha sucessória é só uma história?

Publicado 04/11/2016 por romacof
Categorias: Política, Realidade

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Linha sucessória parece uma coisa vaga que acontece num planeta distante chamado Brasília. Entenda assim: se Temer for visitar a Hillary ou o Trump, o que inevitavelmente vai acontecer, e o Maia tiver uma dor de barriga, seremos governados pelo Calheiros. Como ele é réu – em pelo menos um dos doze inquéritos que há contra ele no STF – o bolo da imuno-impunidade, novamente jogado em nossa cara, mostraria ao mundo que o Brasil, definitivamente, não é um país sério! E isso é o mínimo!

Maia está, hoje ou amanhã, voltando do Azerbaijão, com escalas na Espanha, Portugal e Grécia. Se uma dor de barriga levasse Temer a sofrer, digamos, um hiato em sua assiduidade, Calheiros já teria sido o presidente interino por uma semana. Até podemos imaginar a cena: Renan, brandindo a constituição, segura a perigosa caneta enquanto Jucá lhe sussurra conselhos e… me bateu uma dúvida! Lewandowski ainda apita no judiciário?