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Conclusões sobre as últimas e incríveis aulas da democracia

01/09/2016

 

  1. Mesmo havendo “uma ampla e irrestrita (e prolongada) defesa” no impedimento de um presidente, o processo ainda é considerado um golpe parlamentar.
  2. Estelionato eleitoral não é considerado crime por 30% do país, em nossa democracia representativa.
  3. A Constituição vale menos do que o Regimento do Senado.
  4. A preposição “com”, usada no parágrafo único do Artigo 52 da Constituição, perdeu o significado de conexão entre dois elementos, o antecedente e o consequente, ou, também denominados, (o primeiro) regente, ou aquele que impõe um regime, e (o segundo) regido, ou aquele que cumpre um regime, caracterizando uma  inequívoca relação de causa e efeito ou indissolubilidade. A partir do dia 31.08.16 a preposição “com” perde o seu significado original para se adequar à interpretação dada ao parágrafo único do artigo 52 da Constituição, e passa a significar qualquer coisa, ao gosto ou ao interesse político da ocasião.
  5. Em sequência à expressão “Todos são iguais perante a lei,” no artigo 5º da Constituição, devemos adicionar o texto “exceto o Presidente,”, para adequar a Constituição e atender os interesses, ou salvaguardar os direitos, de um presidente destituído, ou de outros, com grandes possibilidades de serem punidos por crimes de corrupção.
  6. O descarado corporativismo brasileiro conseguiu a consagração! Sob os nossos narizes, com televisionamento para o mundo todo, Calheiros brandiu a Constituição com o aval torto de Lewandowski, e pariu os desvios necessários para estabelecer os precedentes que vão acomodar os corruptos futuramente enquadrados pela Lava-Jato. Cunha e outros bandidos bateram palmas, felizes!
  7. Uma lei cheia de buracos sempre vai permitir que os ratos escapem.

Tudo aquilo que você precisa saber sobre corrupção (ou finge que não sabe!).

07/09/2015

A corrupção, se conceituada como doença, é incurável.

Ela pode ser minimizada, mas jamais eliminada.

O melhor que se pode dizer sobre a corrupção, embora não a redima, é que ela representa um processo de autodefesa, quando utilizada pelos mais fracos, nas trocas suspeitas existentes nos contratos sociais.

A corrupção é um reflexo atávico na espécie humana.

A corrupção, logo, é anterior ao homem. Ela nasceu com o conceito informal de sociedade primordial primata, como método para obter vantagens, tanto no exercício do domínio como na busca de proteção junto ao domínio.

Não existe corrupção sem um corrupto e um corruptor.

A corrupção interessa ao corrupto, como forma de manter o domínio.

A corrupção não interessa ao corruptor, mas ele é induzido a pensar que precisa dela.

Quando uma sociedade cresce, abandona suas características nômades e se instala em um território, surge, logicamente, o Estado.

A corrução é anterior ao Estado.

Na atualidade, principalmente nos regimes com tendências não democráticas, as atribuições do Estado, coordenação e gerenciamento, costumam ser suplantadas pela ideia de que o Estado é meramente um protetor. Proteção, domínio e corrupção são conceitos que, intimamente, se entrelaçam no Estado.

Ser considerado protetor interessa ao Estado. Ser protetor permite ao Estado justificar o domínio. O Estado utiliza a corrupção existente para manter o domínio.

Quando um Estado é instalado a corrução se adapta ao tamanho do Estado.

Quanto maior o Estado maior é a corrupção.

A forma que as forças dominantes encontraram para manter a ideia de que o domínio é necessário foi diversificando, justificando, aparelhando e agigantando a ideia de um Estado protetor.

O Estado gigante e onipresente sufoca a democracia, impede a livre iniciativa e alimenta os interesses dos que possuem maior poder de barganha nas trocas corruptas.

O Estado gigante e corrupto é uma característica dos domínios socialistas, dos povos aculturados e das ditaduras de qualquer tipo.

Quanto menor o Estado, maior a expressão democrática, maior a liberdade e menor a corrupção.

Na estrutura e com os métodos atuais o Estado faz parte de uma Corporação que se contrapõe à Democracia, mas utiliza a aparente vontade da opinião pública, manipulando-a e aliciando-a, para mentir que exerce o domínio em nome do povo.

Na democracia, a diluição do domínio pela diminuição do Estado busca, em paralelo, a diluição da corrupção. A diminuição do Estado não interessa à Corporação. A Corporação se interessa pela perpetuação da corrupção em um Estado multifacetado. A Corporação é a entidade aparentemente acéfala, que utiliza os poderes da república e se alimenta com a corrupção.

Os elementos do legislativo e do executivo, no momento que são eleitos, usam o aval do voto (e acreditam que isso justifica os seus atos) e passam a trabalhar pelos interesses da Corporação que os patrocinou. A regra é: aquele que não se corrompe não consegue permanecer ou ser ouvido. A massa crítica dos que se mantêm ou são ouvidos criam leis corruptas ou deturpam a execução dos atos públicos.

O Estado gigante é essencialmente corrupto. O político eleito é a porta por onde a Corporação corrompe o Estado. O Estado onipresente sufoca a democracia com sua corrupção. A forma de minimizar a corrupção é diminuir o Estado.

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A dúvida é sobre o que chega primeiro! A rouquidão de tanto repetir a mesma coisa ou a morte por velhice, ou cansaço, ou indignação.

 

As mentiras que a gente ouve…

18/06/2015

Há mentiras crônicas que mantêm a plebe acalentada, ou abobalhada, num delírio de que o governo governa para o povo. Umas recentes, outras crônicas. Exemplos:

  1. Legisladores estão criando leis que os impedem de roubar ou vão reformar a política e matar de vez o fisiologismo corporativista.
  2. Grandes figuras foram e serão condenadas por seus crimes, com penas que passaram a desestimular assustadoramente os possíveis imitadores.
  3. Os programas sociais não têm caráter eleitoreiro e favorecem somente aqueles que realmente necessitam.
  4. Políticos nunca mentem.
  5. Os horários políticos gratuitos na televisão são gratuitos e apresentam picos assombrosos de audiência.
  6. Juízes são sempre justos e conscientes da crua realidade da grande massa.
  7. Os meios de comunicação não cortam as notícias que denigrem a imagem de seus associados.
  8. Os ministros são sempre os mais capacitados para o gerenciamento de suas atribuições específicas.
  9. O governo tem total controle da situação econômica e sabe perfeitamente como resolver qualquer problema emergente.
  10. As empresas que doam milhões para as campanhas políticas o fazem por puro e desapegado altruísmo.
  11. A Pátria Educadora existe e educa.

Agora vem gente me dizendo que não é o Dunga que escala a seleção da CBF, mas um pool de empresas árabes envolvidas com o terrorismo internacional! Só falta sair a notícia de que não é o coelhinho da páscoa que fabrica os próprios ovos! Que é uma terceirização! Aí vai ser o fim!

Para onde vão os votos de Marina?

07/10/2014
  •  A SEGUNDA ELEIÇÃO.
    • Arredondando, para simplificar, Dilma, Aécio e Marina obtiveram 100 milhões de votos válidos.
    • Num segundo turno, com o mesmo número de votos, quem alcançar os 50 milhões desses votos, mais um, ganha a eleição.
    • Dilma, com seus 43 milhões, necessitaria apenas de 7 milhões para atingir o “fifty-fifty”, no fulcro da gangorra.
    • Aécio, com seus 35 milhões, necessitaria de 15 milhões para equilibrar a disputa.
    • Aparentemente Aécio precisa conquistar 68% dos votos que foram de Marina, enquanto Dilma teria que conquistar somente 32% desses votos.
    • No entanto, os 22 milhões que votaram em Marina querem mudanças e os 35 milhões que votaram em Aécio também querem mudanças.
    • Logo, 57 milhões de eleitores, desses 100 milhões de nossa conta simplificada, não querem a continuidade com Dilma… e esses 57 milhões são bem mais do que 50% mais 1.
    • Olhando dessa forma, os 15 milhões que faltam para Aécio estão mais próximos dele dos que os 7 milhões, necessários à Dilma, estão da atual presidenta.
    • É claro que entre os que votaram em Marina vamos encontrar aqueles que não votam em Aécio de forma nenhuma e, além do mais, os votos dados à Marina não são de Marina e sim dos seus eleitores, não cabresteados, ou embolsados ou obrigados a serem fiéis a um programa partidário que não enche a barriga de ninguém.
    • Há até aqueles que, no transcorrer da segunda campanha, vão desistir dessas tais mudanças incertas e se aconchegarão às eternas propostas institucionalmente negociáveis!
    • Ou ainda, aqueles que no segundo turno, vão abster-se de votar ou vão anular o voto porque não aceitam nenhuma das duas opções apresentadas pela sistemática eleitoral.
    • Assim como, de forma inversa, haverá a entrada no cenário eleitoral dos outros 42 milhões de eleitores que se abstiveram no primeiro turno, ou anularam ou votaram em branco ou num dos partidos nanicos.
    • Mas mesmo com tantas variáveis, que podem remeter o resultado para o âmbito das questões imponderável, é possível prever uma encruzilhada política interessante.
    • Tirando as regiões norte e nordeste, onde o assistencialismo garante a fidelidade popular, e a ação das militâncias engajadas em alguns grandes centros, há uma velada repulsa por inúmeros atos do PT.
    • Os indicadores econômicos oscilam positivamente quando as pesquisas de intenção de voto apontam para uma queda nas chances petistas. São reações que influenciam a opinião das pessoas e das empresas. Só a possibilidade de que o estado seja, futuramente, menos intervencionista já acalenta os sonhos do investidor que gera empregos. O mercado é mais saudável quando é mais livre.
    • Pode ser que, nesse intervalo, não tenhamos declarações bombásticas de ex-diretores de estatais e de doleiros, contando detalhes sórdidos dos envolvimentos ilícitos dos partidos do governo. Pode ser que o cheiro da Petrobrás permaneça como está, assim como as jogadas bolivarianas com Cuba envolvendo portos e médicos mal pagos. Pode ser que os correios sejam utilizados panfletando um desmentido qualquer ou o juramento de que não se sabia de nada. E, o povo brasileiro, bom e crédulo como é, permaneça fincado em seu ponto de fé.
    • Mas, com tudo isso, nós não podemos deduzir, sumariamente, que Aécio é uma donzela virgem entre os lobos.
    • Olhando para Dilma, com sua aparência de bunker defensivo, o sorriso de Aécio parece mais simpático. Os desvios tucanos noticiados têm se mostrado menos milionários. Os respingos nos candidatos também são de tamanhos diferentes. Mas todos são lobos.
    • Aliás, nesse mato só há lobos. Uns maiores e outros menores. Uns com muitos dentes em grandes bocas arreganhadas e outros com bocas menos apavorantes, mas também cheias de dentes. Só nos resta tentar correr na frente do lobo menor para que sua mordida, quando ele nos abocanhar – e, certamente, esse dia vai chegar – doa menos.
    • Nós, pelo que diz a constituição brasileira, somos os governantes desse país, e temos que pensar no futuro. A inatingibilidade de uma política a afasta da democracia. Se um dia for necessário, é mais fácil pegar uma pedra e atirar num tucano do que tentar derrubar uma estrela.

Dúvidas que nos batem quando vai chegando uma nova eleição!

27/05/2014

1) Quando um candidato perde um eleitor isso significa que aquele eleitor deixou de ser cúmplice daquele candidato?

2) A mudança de escolha nos inocenta ou só mudam as razões para nos sentirmos culpados posteriormente?

3) Assim como as loterias acumulam, quando ninguém acerta, não poderíamos ter uma eleição acumulada, com ninguém eleito, quando não há possibilidades de alguém realmente votar de forma acertada?

4) Se todos os candidatos prometem as mesmas coisas e todos criticam as coisas que os outros prometem o silogismo pertinente não seria de que todos não acreditam no que eles mesmos dizem?

5) Se propaganda enganosa é crime, um reclame contando histórias perfumadas sobre algo que todos sabemos que fede, não mereceria um enquadramento legal adequado?

6) Se as acusações de parte a parte são falsas, mas continuam correndo soltas, isso significa que está tudo liberado e ninguém precisa provar mais nada?

7) Se as acusações de parte a parte são falsas, mas os acusados não reclamam judicialmente, será que elas são realmente falsas?

8) Se as acusações de parte a parte são verdadeiras, sobra alguém em quem possamos confiar?

9) Devo explicar para o meu filho que uma eleição é um processo pelo qual escolhemos o menos ruim?

10) Dá para acreditar naquela história de que a corporação, ligada por fisiologismos e que nos rouba descaradamente, um dia vai acabar?

Estatísticas do IPEA

05/04/2014

Depois do IPEA ter admitido (pelo menos isso!) que errou circunferencialmente na questão da relação entre a quantidade de roupa que uma mulher usa e o seu merecimento de ser atacada:

1. Podemos ver as estatísticas como balões despidos de credibilidade e passíveis de estupro, ou, pelo menos, como dados mal cheirosos que devem ser bem lavados e bem analisados antes de serem considerados bons para serem engolidos.

2. Podemos concluir que 100% das nossas divagações e discussões sobre essas questões sociais (inclusive essa!) podem estar erradas.

3. Podemos concluir que os resultados das próximas estatísticas podem ter um “pequeno” desvio de 250 pontos percentuais para mais ou para menos.

4. Podemos considerar que as fotos que você mandou para a Globo, pelada e com um cartaz dizendo que não merecia ser estuprada, foi o pagamento de um belo mico.

5. Podemos inferir que, como o governo não prega prego sem proteger o dedão e já deu mostras de que mentir é considerado um pecado menor quando a justificativa é a governabilidade, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada pode ter sido acionado como o bode da vez, no afã de desviar a nossa atenção de outras estatísticas econômicas (embora aqui já entre a premissa de que “onde há governo deve haver conspirações”!).

6. Podemos concluir que ainda não estamos totalmente abovinados e passivos e que chiar pelas redes sociais é necessário e saudável.

7. Podemos (e devemos) observar que essa aparente “melhora” de 65% para 26% em nossa latência estupradora, não é sinal de evolução e sim de que nos tiraram do fundo da caverna para a boca da caverna, mas ainda babando e com o porrete na mão.

8. Podemos ter certeza que se uma evacuação dessas fosse obra minha ou sua nós já estaríamos enquadrados e apedrejados em praça pública.

9. Podemos ter certeza que alguém lucrou com isso.

10. Podemos ter certeza de que minha mãe está absolutamente certa quando diz que “Merdas cagadas não voltam ao cu!”. Jamais, segundo ela!

Coisas que todo sexagenário deveria saber!

23/01/2013

 

  1. Ler obituários não faz bem pra saúde!
  2. Se você quer ter o prazer de chegar aos oitenta pare de usar tudo que lhe dá prazer.
  3. Álcool, sal, açúcar, farinha de trigo, nata, manteiga, e carne vermelha podem matar!
  4. É obrigatório ter um cardiologista!
  5. Melhor seria ter dois cardiologistas, um urologista, um ortopedista, um geriatra…!
  6. Aprenda a mijar deitado! Um dia vão lhe dar um papagaio e exigir isso de você.
  7. Um velho careca ou grisalho é mais sexy do que um velho de cabelo pintado.
  8. Um velho de cabelo pintado é tão ridículo quanto um velho de peruca.
  9. Políticos são indivíduos que precisam muito de você de 4 em 4 anos.
  10. Quem aos 60 acredita no Papai Noel e no Coelho da Páscoa deve continuar votando.
  11. Sexagenário não é uma palavra derivada de sexo!
  12. Se alguém lhe perguntar “qual posição sexual o vovô prefere?” você já acabou!
  13. Aposentadoria é um salário doente e em fase terminal. Geralmente você acaba antes!
  14. Aos 60 é impossível ficar mais inteligente. Então procure ficar mais sábio!
  15. E é impossível explicar seja o que for para quem não quer saber. É melhor ficar calado!