Tudo aquilo que você precisa saber sobre corrupção (ou finge que não sabe!).

A corrupção, se conceituada como doença, é incurável.

Ela pode ser minimizada, mas jamais eliminada.

O melhor que se pode dizer sobre a corrupção, embora não a redima, é que ela representa um processo de autodefesa, quando utilizada pelos mais fracos, nas trocas suspeitas existentes nos contratos sociais.

A corrupção é um reflexo atávico na espécie humana.

A corrupção, logo, é anterior ao homem. Ela nasceu com o conceito informal de sociedade primordial primata, como método para obter vantagens, tanto no exercício do domínio como na busca de proteção junto ao domínio.

Não existe corrupção sem um corrupto e um corruptor.

A corrupção interessa ao corrupto, como forma de manter o domínio.

A corrupção não interessa ao corruptor, mas ele é induzido a pensar que precisa dela.

Quando uma sociedade cresce, abandona suas características nômades e se instala em um território, surge, logicamente, o Estado.

A corrução é anterior ao Estado.

Na atualidade, principalmente nos regimes com tendências não democráticas, as atribuições do Estado, coordenação e gerenciamento, costumam ser suplantadas pela ideia de que o Estado é meramente um protetor. Proteção, domínio e corrupção são conceitos que, intimamente, se entrelaçam no Estado.

Ser considerado protetor interessa ao Estado. Ser protetor permite ao Estado justificar o domínio. O Estado utiliza a corrupção existente para manter o domínio.

Quando um Estado é instalado a corrução se adapta ao tamanho do Estado.

Quanto maior o Estado maior é a corrupção.

A forma que as forças dominantes encontraram para manter a ideia de que o domínio é necessário foi diversificando, justificando, aparelhando e agigantando a ideia de um Estado protetor.

O Estado gigante e onipresente sufoca a democracia, impede a livre iniciativa e alimenta os interesses dos que possuem maior poder de barganha nas trocas corruptas.

O Estado gigante e corrupto é uma característica dos domínios socialistas, dos povos aculturados e das ditaduras de qualquer tipo.

Quanto menor o Estado, maior a expressão democrática, maior a liberdade e menor a corrupção.

Na estrutura e com os métodos atuais o Estado faz parte de uma Corporação que se contrapõe à Democracia, mas utiliza a aparente vontade da opinião pública, manipulando-a e aliciando-a, para mentir que exerce o domínio em nome do povo.

Na democracia, a diluição do domínio pela diminuição do Estado busca, em paralelo, a diluição da corrupção. A diminuição do Estado não interessa à Corporação. A Corporação se interessa pela perpetuação da corrupção em um Estado multifacetado. A Corporação é a entidade aparentemente acéfala, que utiliza os poderes da república e se alimenta com a corrupção.

Os elementos do legislativo e do executivo, no momento que são eleitos, usam o aval do voto (e acreditam que isso justifica os seus atos) e passam a trabalhar pelos interesses da Corporação que os patrocinou. A regra é: aquele que não se corrompe não consegue permanecer ou ser ouvido. A massa crítica dos que se mantêm ou são ouvidos criam leis corruptas ou deturpam a execução dos atos públicos.

O Estado gigante é essencialmente corrupto. O político eleito é a porta por onde a Corporação corrompe o Estado. O Estado onipresente sufoca a democracia com sua corrupção. A forma de minimizar a corrupção é diminuir o Estado.

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A dúvida é sobre o que chega primeiro! A rouquidão de tanto repetir a mesma coisa ou a morte por velhice, ou cansaço, ou indignação.

 

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