A agiotagem oficializada e os devedores virtuais

Quem aí já comprou alguma coisa (casa, cavalo, carro ou caminhão, pra ficar na letra c!) e (arredondando tudo), numa inflação de 6% ao ano, com correção do salário e poupança em 6%, teve que financiar na rede bancária somando juros que já passaram dos 300% ao ano? E ainda: quem, pelas contingências da vida, ou por erro de cálculo, ou ferrado pelo governo, escorregou na inadimplência e teve que renegociar a dívida, arcando com os juros dos juros e descobriu, depois de algum tempo, que já havia pago todo o bem adquirido e agora velho, mas ainda devia o valor de um novo para o banco? Quem não se perguntou: Afinal? Em que planeta foi escrita essa regra? O meu compromisso é o de pagar o que adquiri ou obedecer a uma matemática que, sobre qualquer ótica e a despeito de qualquer lei, é agiotagem da mais grossa e insensível?

Às vezes me pergunto quanto da dívida dos Estados com a União não se enquadra nos mesmos parâmetros! Se nós não fôssemos  unidades federativas do Brasil e sim um país africano, preferencialmente governado por um ditador, poderíamos ter o perdão da dívida! A nossa estaria computada entre os 717 milhões dólares para as quais os governos Lula e Dilma já disseram: “Deixa assim! Vocês não nos devem mais nada!”… Mas esse não é o caso!

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2 Comentários em “A agiotagem oficializada e os devedores virtuais”


  1. Eu sou um destes que já caiu nesta encrenca. Adquiri um veículo para trabalhar (uma Kombi usada) e ela foi roubada antes que eu conseguisse fazer um seguro. Fiquei devendo três Kombis sem ter a que comprei para levantar o dinheiro com meu trabalho. E o banco ignorou solenemente minha solicitação de apenas alongar o perfil da dívida, alegando que se eu me ferrei isso não era problema deles. Engraçado que esse tipo de postura não aparece nas propagandas deles, né? Sempre tão amigos, camaradas e compreensivos, dispostos a fazer de tudo para nos ajudar… Menos quando a gente precisa mesmo.

    • romacof Says:

      Você e um banco só podem ter uma relação de amizade na situação que associa as duas premissas seguintes: você não precisa do dinheiro do banco e tem amigos que trabalham no banco! Nesse caso específico você pode entrar lá, principalmente nos dias mais quentes, para aproveitar o ar condicionado e ainda tomar um cafezinho. Se você não precisa de dinheiro e não tem vínculo de amizade com nenhum ser humano que trabalha lá, ignore-o! Se você precisa de dinheiro, pouco importa ter ou não ter amigos no banco! Você apenas sabe que estará ferrado sob os auspícios da lei, por mais injusta que ela lhe pareça!


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