Teoria criacionista como prioridade política!

A deputada Liziane Bayer (PSB), pastora evangélica, entrou com um projeto de lei que pretende tornar obrigatório o ensino da teoria criacionista nas escolas do estado do Rio Grande do Sul (imitando o pastor Marco Feliciano (PSC-SP)). Alega que os gaúchos têm o direito de escolher se descendem de um macaco ou foram criados por Deus! O que quer a deputada? Complicar a vida do Criador? Não é mais coerente que a humanidade, incluindo a seleta classe política, aceite essa dolorosa evolução, passando humildemente pelos primos macacos, e não se vanglorie de que foi criada, por um sopro, à Imagem e Semelhança do Todo Poderoso? Você não acha que coloca Deus numa saia justa tornando-o responsável direto, como se não tivesse nenhum poder de previsão, por essa zorra em que transformamos o paraíso? Você não tem nada mais útil pra fazer como deputada? Você não poderia ocupar o seu tempo legislando pela remissão dos pecados do poder legislativo?

E nós ainda votamos nessa gente.

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5 Comentários em “Teoria criacionista como prioridade política!”


  1. Eu ando definitivamente sem paciência para lidar com gente faz alegações que não podem ser provadas ou que já foram refutadas pela ciência. Religião, qualquer que seja, e ideologia política de direita ou de esquerda, qualquer que seja, entram exatamente na mesma categoria.

    • romacof Says:

      Eu acho que deveria ser instituída uma disciplina que poderíamos chamar de, por exemplo, religião. Nessa disciplina poderiam ser ensinados os princípios de todas as formas que o ser humano encontrou para mistificar a sua própria origem, existência e destino. Todas, sem distinção ou preconceito, para deleite e escolha do educando. Em outra disciplina que poderíamos chamar, por exemplo, de ciências, outros professores, ou os mesmos, poderiam ensinar todas as formas que o ser humano vai descobrindo, durante a sua história ou teorias, que ele vai elaborando, sobre a sua relação com o universo explicável. No momento que algum assunto de uma dessas duas disciplinas fosse apresentado no contexto da outra sem que houvesse choque interpretativo poderíamos dizer que as duas se encontraram. No dia hipotético desse encontro, o produto final das espécies descobriria que ele criou Deus a sua imagem e semelhança, e não o contrário. Descobriria que o fim e o início são a mesma coisa, pois sem isso não há eternidade. E, talvez, o último som ouvido seja o colossal riso da cósmica piada.


      • A religião foi a primeira maneira através da qual o ser humano tentou explicar o mundo – e por isso mesmo a pior, por ser a menos esclarecida. Com os testes de hipóteses (será que sempre que se esfregar dois gravetos se obtém fogo?) e o acúmulo de conhecimento (com gravetos molhados não funciona), as explicações originais foram se mostrando falhas.

        O problema é que há um tipo de pensamento que se apega a estas explicações e não abre mão delas mesmo perante as mais acachapantes evidências. Na verdade, negam as evidências ou as interpretam das maneiras mais deturpadas e pervertidas imagináveis para sustentar o insustentável: http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL844190-15525,00-RELIGIOSOS+MOSTRAM+BIBLIA+COMO+HISTORIA+NATURAL+NO+MUSEU+DA+CRIACAO+NO+KENT.html

        Por essas e outras eu duvido que seja possível ensinar as duas disciplinas às crianças e esperar que elas consigam tomar partido de modo razoável. Por definição, um dos lados da história, se for defendido pelos seus verdadeiros apoiadores, não hesitará em aniquilar a razão tão necessária para uma escolha lúcida.

        Sei não, mas isso pode não terminar em risadas…

        • romacof Says:

          Numa mostragem de 7 bilhões haverá bilhões incapazes de desenvolverem sua própria escada interior. Eles vão necessitar de ajuda externa e quanto mais metafísica a ajuda mais mágica será a escada. Num contexto elementar é preferível que um indivíduo finja ser bom com medo de um super dedão esmagador do que ser mau pela absoluta falta de freio moral. Vai daí surgem os profetas, os cobradores de dízimo, os vendedores de velas, e os bichos-papões. São bilhões…! Lembra da Dona Perpétua que guardava o pau mumificado do marido numa caixinha (Tieta do Agreste, se não estou enganado)?. Pois eu conheci uma super “Perpétua” antes daquela novela. Ela era viúva três vezes e tinha três paus mumificados num mini-baú. A espécie humana é muito diversificada. Pense em qualquer fantasia louca e tenha certeza que há um representante da espécie, em carne-e-osso, que a veste. Imagine num prato transbordante como o das religiões…
          O nível cultural do crente só ajuda a melhorar o cenário. A Mulher dos três paus era uma professora universitária.


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