Para onde vão os votos de Marina?

  •  A SEGUNDA ELEIÇÃO.
    • Arredondando, para simplificar, Dilma, Aécio e Marina obtiveram 100 milhões de votos válidos.
    • Num segundo turno, com o mesmo número de votos, quem alcançar os 50 milhões desses votos, mais um, ganha a eleição.
    • Dilma, com seus 43 milhões, necessitaria apenas de 7 milhões para atingir o “fifty-fifty”, no fulcro da gangorra.
    • Aécio, com seus 35 milhões, necessitaria de 15 milhões para equilibrar a disputa.
    • Aparentemente Aécio precisa conquistar 68% dos votos que foram de Marina, enquanto Dilma teria que conquistar somente 32% desses votos.
    • No entanto, os 22 milhões que votaram em Marina querem mudanças e os 35 milhões que votaram em Aécio também querem mudanças.
    • Logo, 57 milhões de eleitores, desses 100 milhões de nossa conta simplificada, não querem a continuidade com Dilma… e esses 57 milhões são bem mais do que 50% mais 1.
    • Olhando dessa forma, os 15 milhões que faltam para Aécio estão mais próximos dele dos que os 7 milhões, necessários à Dilma, estão da atual presidenta.
    • É claro que entre os que votaram em Marina vamos encontrar aqueles que não votam em Aécio de forma nenhuma e, além do mais, os votos dados à Marina não são de Marina e sim dos seus eleitores, não cabresteados, ou embolsados ou obrigados a serem fiéis a um programa partidário que não enche a barriga de ninguém.
    • Há até aqueles que, no transcorrer da segunda campanha, vão desistir dessas tais mudanças incertas e se aconchegarão às eternas propostas institucionalmente negociáveis!
    • Ou ainda, aqueles que no segundo turno, vão abster-se de votar ou vão anular o voto porque não aceitam nenhuma das duas opções apresentadas pela sistemática eleitoral.
    • Assim como, de forma inversa, haverá a entrada no cenário eleitoral dos outros 42 milhões de eleitores que se abstiveram no primeiro turno, ou anularam ou votaram em branco ou num dos partidos nanicos.
    • Mas mesmo com tantas variáveis, que podem remeter o resultado para o âmbito das questões imponderável, é possível prever uma encruzilhada política interessante.
    • Tirando as regiões norte e nordeste, onde o assistencialismo garante a fidelidade popular, e a ação das militâncias engajadas em alguns grandes centros, há uma velada repulsa por inúmeros atos do PT.
    • Os indicadores econômicos oscilam positivamente quando as pesquisas de intenção de voto apontam para uma queda nas chances petistas. São reações que influenciam a opinião das pessoas e das empresas. Só a possibilidade de que o estado seja, futuramente, menos intervencionista já acalenta os sonhos do investidor que gera empregos. O mercado é mais saudável quando é mais livre.
    • Pode ser que, nesse intervalo, não tenhamos declarações bombásticas de ex-diretores de estatais e de doleiros, contando detalhes sórdidos dos envolvimentos ilícitos dos partidos do governo. Pode ser que o cheiro da Petrobrás permaneça como está, assim como as jogadas bolivarianas com Cuba envolvendo portos e médicos mal pagos. Pode ser que os correios sejam utilizados panfletando um desmentido qualquer ou o juramento de que não se sabia de nada. E, o povo brasileiro, bom e crédulo como é, permaneça fincado em seu ponto de fé.
    • Mas, com tudo isso, nós não podemos deduzir, sumariamente, que Aécio é uma donzela virgem entre os lobos.
    • Olhando para Dilma, com sua aparência de bunker defensivo, o sorriso de Aécio parece mais simpático. Os desvios tucanos noticiados têm se mostrado menos milionários. Os respingos nos candidatos também são de tamanhos diferentes. Mas todos são lobos.
    • Aliás, nesse mato só há lobos. Uns maiores e outros menores. Uns com muitos dentes em grandes bocas arreganhadas e outros com bocas menos apavorantes, mas também cheias de dentes. Só nos resta tentar correr na frente do lobo menor para que sua mordida, quando ele nos abocanhar – e, certamente, esse dia vai chegar – doa menos.
    • Nós, pelo que diz a constituição brasileira, somos os governantes desse país, e temos que pensar no futuro. A inatingibilidade de uma política a afasta da democracia. Se um dia for necessário, é mais fácil pegar uma pedra e atirar num tucano do que tentar derrubar uma estrela.
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