A matemática na vitória de Dilma!

Conversando com um matemático eu fiz a seguinte pergunta: “Será que a Dilma ganha essa eleição?”

E ele respondeu: “Claro que ganha! E não sou eu quem diz isso! Se duvida, vá aos sites do IBGE e TSE, ou outros do governo, e refaça as contas! A última estatística com as intenções de votos mostrou a Dilma com 37% contra 14% do Aécio, 6% do Campos e 6% dos outros candidatos. Agora, vamos considerar os 24% de brancos e nulos e os 13% dos que dizem que não sabem em quem votar. A primeira vista, esses 37% de votos parecem significativos se somados aos votos do segundo colocado, sempre partindo do princípio de que toda essa gente feche com aquele candidato, pois obteríamos 51% dos votos! Mas isso não acontece por duas razões: em primeiro lugar não existe essa unanimidade e, em segundo lugar, a tendência é de que 30% dos eleitores não votem em ninguém, anulando, votando em branco ou não comparecendo às eleições.  Nas últimas eleições foi isso que aconteceu! Tanto que 22,8% nem se deram ao trabalho de ir a uma urna para votar em alguém. Então podemos considerar, matematicamente, que, desses 37%, 7% se decidirão a votar em alguém. Mantendo a mesma tendência e arredondando os valores isso daria uns 40% para Dilma, 16% para Aécio, 7% para Campos e o mesmo para os outros. Ou 57% dos votos válidos para Dilma. Agora, vamos considerar que a popularidade de Dilma continue caindo, graças aos negócios mal explicados com a Petrobrás, verbas para campanhas ligadas à lavagem de dinheiro, superfaturamento de obras da Copa, e por aí vai. Temos também que levar em conta que essa queda será, em parte, amortecida pela campanha política que está se iniciando, em que os podres dos oponentes também virão à tona, pelas manobras do PT junto às redes sociais, pelo uso institucionalizado da máquina pública, por eventuais e prováveis resultados positivos da seleção durante a Copa, pela falta de brilho de seus oponentes, pelo desinteresse do eleitor com o processo eletivo ou, ainda, pelo fato do brasileiro médio encarar a eleição como se fosse um jogo que deva ser ganho a qualquer custo, nem que seja com a simplificação pelo voto útil.”

Eu questionei: “São muitas variáveis! Não dá para afirmar que ela ganha! A queda da popularidade dela pode fazer com que a gangorra mude de lado.”

E ele continuou: “Não muda, não! Há um freio! A bolsa família chega a 14 milhões de famílias. Hoje isso sugnifica uma entrada média de 150 reais por mês para cada família. Há 3,2 pessoas por família no país e 72% dessas pessoas votam. Isso significa que 32 milhões de eleitores, ou 22% do eleitorado, tem interesse econômico na vitória da Dilma. E um grupo motivado dessa forma tem uma tendência desprezível de fazer parte daqueles 30%, que não querem saber da eleição, como vimos anteriormente. Isso significa que esses 22% se transformam em 32% dos votos válidos. É de se supor que a popularidade absoluta da Dilma não seja nula! Se ela tiver 18% de eleitores fieis e que não dependem da bolsa família já chega para ganhar a eleição. CQD!”

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8 Comentários em “A matemática na vitória de Dilma!”

  1. Joaquim Salles Says:

    Por outros caminhos de analise, Rubem Novaes ( ver em http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/02/1416068-rubem-f-novaes-ponto-sem-volta.shtml).
    Num trecho do artigo fala:
    “Mudando o foco para os beneficiários da ação estatal, estima-se que mais de 14 milhões de famílias estejam recebendo recursos do Bolsa Família. Se cada família tiver 3 eleitores, estamos falando de 25% do eleitorado. Por outro lado, segundo o IBGE, os funcionários públicos (federais, estaduais e municipais) ativos já são mais de 10 milhões. Fazendo uma conta grosseira, se somarmos, aos funcionários ativos, os inativos mais os funcionários de empresas públicas, estaremos muito próximos dos mesmos 14 milhões do Bolsa Família.

    Cabe finalmente notar que a União já paga benefícios assistenciais e previdenciários a cerca de 50 milhões de pessoas e que o “Bolsa Empresário”, turbinado por subsídios concedidos pelos bancos oficiais, principalmente pelo BNDES, agora transformado em usina de privilégios para os amigos, já é bem maior que o Bolsa Família.

    Com este quadro, temos configurado um primeiro risco de natureza econômica e política para o país. É tanta gente empregada pelo governo, ou com interesses em um governo forte, que poderemos ter um Estado expansionista para sempre, eliminada a perspectiva de alternância de viés político ideológico, diante da vontade, transformada em votos, de uma majoritária e crescente parcela da população dependente dos dinheiros públicos.”
    Vale a pena destacar esse ponto: É tanta gente empregada pelo governo, ou com interesses em um governo forte, que poderemos ter um Estado expansionista para sempre, eliminada a perspectiva de alternância de viés político ideológico, diante da vontade, transformada em votos, de uma majoritária e crescente parcela da população dependente dos dinheiros públicos.”

    Acho que o matemático esta certo….


  2. Desta vez eu vou torcer para que tua análise esteja equivocada. :-/

    • joaquimsalles Says:

      também estou nesse time ( de torcida) mas acho que está correta a analise (buaaaaaaaaaaaaaaaaa)

      • romacof Says:

        Joaquim e Arthur! Embora seja fato a questão da bolsa família não ser o único processo pelo qual votos possam ser encomendados, eu tenho uma pontinha de fé (que até me atrevo a dizer que é patriota, no sentido que realmente deve ser atribuído à palavra).

        Levo em conta a grande variável da equação: o resultado da Copa. (Não da Copa como evento, mas dos resultados eleitorais obtidos pela seleção na Copa.)

        Que a coisa como um todo seja um sucesso! Que os estrangeiros sejam carregados por anjos por essa terra. Que as maquiagens às obras nos entornos sejam perfeitas. Que os ladrões deixem os gringos em paz para que eles possam voltar para casa inteiros e roubados apenas pelo comércio. Que os visitantes só vejam maravilhas, pois, afinal, isso seria bom para os negócios futuros. E que a Copa seja tão perfeita para eles que até um deles leve a taça!

        Se a seleção ganhar, o país perde! Haverá uma festa nacional que acabará depois do Carnaval do ano que vem e, quando todos acordarem da pasmaceira, até as eleições já eram e os ungidos estarão fazendo aquilo que eles fazem melhor, que é cuidar de nós, em todos os sentidos que se possa imaginar menos naquele que os embolsados pensam que é o correto.

        Se a seleção, num dado momento, cair, o país ganha! No dia seguinte, após a ressaca verde-amarela o choque de realidade fará com que os que necessitam trabalhar trabalhem e os que necessitam chiar chiem e, o mais importante, ainda haverá tempo de lembrar, antes das eleições, que isso aqui não é um campo de futebol, que os canteiros de obras estão sendo custeados por nós e que há inúmeras necessidades bicudas competindo com a suave esfericidade da bola.

        Claro que eu não disse isso para o “matemático”! Vá que essa personalidade alternativa tenha uma vuvuzela guardada e pense que o Lula é o Mandela. Interpretação é o que não falta! Já ouvi uma mãe me dizer: “Pra quê, Petrobrás? Nóis percisa é de pão pros fio e não de óio!”


        • Eu fico imaginando o que aconteceria no caso de o PCC dar um ultimato com 48h de antecedência – pra dar tempo de sair na imprensa mas não de organizar um esquema adequado de segurança – de que é pra abrir os portões dos estádios pro povão assistir os jogos ou eles vão barbarizar.

          O que eu acho que nós vamos realmente assistir é alguma invasão de campo e pancadaria generalizada, com os jogadores de alguma seleção estrangeira se escondendo apavorados no vestiário, dizendo que não saem por medo da violência.

          Mas o que eu quero mesmo ver é o povo fazer protestos durante a Copa. Todo mundo com cartazes em inglês denunciando todo tipo de roubalheira e baixaria que o PT e seus comparsas têm imposto ao Brasil.

          Porto em Cuba. Porto no Uruguai. Saúde na miséria. Educação sucateada. Obras inacabadas. Denúncias de corrupção. Tudo em inglês nos cartazes, para o mundo conseguir ler. As máscaras precisam cair.

          • romacof Says:

            Não acho que o conteúdo dos dois primeiros parágrafos possam acontecer. Até torço para que não aconteçam! Em 64 eu estive numa trincheira armado com um cabo de vassoura. Não é nada gostoso além de altamente improdutivo. Quanto às comunicações em todas as línguas, sou totalmente a favor, afinal, é através delas que as pressões são realmente feitas nos dias de hoje. Quais são os atuais poderes no país? Primeiro a Mídia (podendo se ler Globo!) e depois a OAB, seguidos de perto pelo Crime Organizado e com sete corpos de desvantagem o Governo, mas se as Forças Armadas são despejadas na rua fica todo mundo quieto ou esperneia nos subterrâneos! Não estou a fim de ver esse filme de novo! Principalmente porque, com absoluta certeza, não vou ter de novo a sorte de viver até o final!

            No entanto, rezar um rosário para que o Papa Francisco seja ligado com a Nossa Senhora de Luján e o Messi seja católico, não dói nada! Pense bem! Argentina leva a Copa! Isso até é bom para o Mercosul!!!

  3. Franci23 Says:

    Também acredito que nesse caso em questão ela ganha facilmente pois ainda tem o quesito Lula ao seu favor.


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