Como são as coisas no Santinho (08 de 12)

08 – Salada de interesses.

 (Para saber como começa essa história clique aqui!)

Quando Bela apareceu no Santinho houve as mais variadas reações por parte dos moradores. No barracão da Unidos procuravam tratá-la normalmente, mas começando pelas costureiras que tinham trabalho permanente ali, e terminando pelo pessoal de fora que circulava na Unidos como professores de dança e artesanatos, Bela, embora fosse uma menina linda, nitidamente do bem, era rotulada por muitos como mais uma das aberrações do universo gay de Zuzu. Para as línguas discriminantes pouco importava se viviam do trabalho que lhes era oferecido na Unidos do Santinho, ou se Zuzu e seu pessoal mais íntimo davam mostras permanentes de que seus esforços só haviam trazido coisas boas para o bairro. Os cochichos do preconceito faziam circular histórias escabrosas sobre o caso entre Bela e Romeno. Todos já tinham certeza absoluta, de longa data, que Romeno não era homem. E agora, com currículo de ex-puta, aparecia essa Bela dando atestado de sapata! Além das maledicências também havia o ciúmes, como o de Cida, que resistira a todas as investidas de Romeno, mas agora misturava críticas explícitas ao suposto homossexualismo dos dois com seus sonhos secretos de sucumbir a uma picante aventura. Alguns homens dividiam expressões como: “Que desperdício!” ou “Que pecado!”. O pastor Feliciano cuspia quando os dois passavam e balbuciava uma reza raivosa pedindo o castigo eterno para aquela pouca vergonha. O padre Tito, um homem velho que substituíra Guido nas funções de pároco, surpreendentemente tratava o casalzinho com simpatia e trocava com eles saudações amáveis. Alguns diziam que isso só acontecia porque Tito já não percebia muito bem a diferença entre os sexos, o que poderia ser considerado uma bênção, considerando os precedentes paroquiais!

Para Fino, Luciana, Coisa Torta, Biduzão e Zuzu, Bela era a namorada de Romeno e ponto final.

Mas entre as pessoas que transitavam pela Unidos havia uma que alimentava um sentimento de cobiça pela beleza de Bela.

Zulma, ocasional participante dos desfiles da Unidos, antes Zulmira e funcionária da vida no Bar Feliz, alçada à posição de senhora Barraca, tinha sérias pretensões a ser reconhecida no futuro como a cafetina do Santinho. Ela previa para breve um encontro do seu marido com o Criador graças à combinação da idade dele com a barriga volumosa e a vida desregrada. Pelo menos esse era o foco de suas preces.

Quando ela percebeu a quantidade de homens que espichavam os olhos quando Bela passava, o seu instinto empresarial, imediatamente, soube que aquela menina tinha que fazer parte do seu time.  E, conhecendo as pontas do novelo que envolvia sua pretendida, traçou um plano.

***

Numa de suas passadas pelo atelier viu que Cida estava longe das outras dobrando uma pilha de camisetas e se aproximou.

― E daí? Amiga!

Cida deu uma olhada curta e esboçando um beiço cortou rente.

― Não sou tua amiga!

― Mas pode vir a ser depois da minha proposta!

Cida olhou um pouco mais demoradamente pra outra enquanto avaliava que tipo de proposta podia vir dali. E depois, partidária da opinião de que sempre é bom averiguar a existência de alguma vantagem, soltou:

― Desembucha!

Zulma, sempre sexy, sorridente e confiante, foi direto ao assunto.

― Andei notando que tu tá de ovo virado desde que começou esse chamego entre as duas machorrinhas.

― E o quê tu tem a ver com isso?

― Não tenho nada contra o teu paladar…! Se tu tens uma queda por esfregação, faça bom proveito! O que eu tenho a ver é que eu quero a outra pro meu elenco e tu a romenita… Uma ajuda a outra e nós duas ganhamos. Pegou? ― Chegou bem perto do ouvido da Cida e quase assoprou no ouvido dela:― Não diz nada agora. Pensa um pouco. ― E virando as costas saiu rebolando os encantos do Barraca em direção à rua.

Cida parou com o trabalho e ficou matutando. Ultimamente andava arrependida de ter recusado as insinuações da coisa chamada Romeno, com toda a malícia agregada àquela ligação proibida. Considerava que pequenos acordos com o diabo não chegavam a configurar um grande pecado. E depois sorriu antegozando as possibilidades…

***

Enquanto Cida piscava pra Romeno e soltava beijinhos no ar, Zulma, pacientemente, se aproximava sedutora de Bela, se transformando numa amiga íntima e querida, querendo saber das preferências, problemas e temores da outra, fazendo agrados, e ficando mais simpática aos olhos de todos que de alguma forma se relacionavam com a garota.

Quando achou que Bela já estava com a guarda totalmente baixa e macia o suficiente para receber o golpe mandou pra Cida o primeiro torpedo codificado: “Dá o tempo.”

Cida respondeu: “Quarta perto das 3.”

Ao lado do atelier havia um depósito de peças de tecido. Perto das 3 da tarde Zuzu costuma ir ao banco e a mulherada estava a mil nas máquinas. Cida foi até o escritório e cantou melosa pro Romeno:

― Me dá uma mãozinha com uma peça meio pesada que a Tereza pediu pra mim?

E Romeno prestativo respondeu:

― É pra já, minha morena! ― E foi atrás da Cida em direção ao depósito, brincando de sombra e imitando o caminhar dela.

Cida mandou um torpedo: “10 min.”

Zulma tomava um suco com Bela na calçada do Bar Feliz quando recebeu o torpedo. Bateu a mão na testa como se lembrasse de algo e disse:

― Quase me esqueci. Tenho que ir lá no barracão pegar uns panos. Quer ir comigo?

― Mas é claro! ― Respondeu Bela, sorrindo e iluminando a rua.

― E tu ias perder a chance de dar uma bicada no teu grude?

― Não ia mesmo! ― Concordou Bela e as suas deram uma boa risada.

Obediente à sincronia combinada, Zulma chegou ao barracão de braços dados com Bela, e vendo que Romeno não estava no escritório, disse:

― Ah! Ele deve estar por aí! Vamos até o depósito e me ajuda com os tecidos… Talvez ele até esteja lá! ― E foram as duas em direção ao depósito com a Zulma atrasando de forma discreta o passo e deixando a frente para a alegre e apaixonada Bela.

No depósito, com a porta sutilmente fechada por Cida, era desdobrada a outra ponta do roteiro. Cida fingia não aguentar com o peso de um rolo de pano e repentinamente se sentiu tonta e parecia que iria cair. Romeno a socorreu a envolvendo num abraço de apoio. Quando ela percebeu que Romeno estava com os dois braços ocupados, segurando-a para que não caísse, o envolveu pelo pescoço e o pressionou contra a parede enquanto o sufocava com um beijo.

Nessa hora Bela abriu a porta e viu.

“Perfeito!” Vibrava Zulma um passo atrás dela.

Cida, tensa e excitada, e Romeno, alheio ao que estava realmente acontecendo, permaneceram enrolados naquele beijo seco e confuso, mas que fotografou muito bem para as intenções de Zulma.

Sem dizer uma palavra Bela fechou silenciosamente a porta e Zulma viu em seu olhar que ela havia se transformado no animal mais perigo que existe: uma mulher traída.

Bela saiu rapidamente dali com Zulma quase correndo no seu encalço. Na calçada ela parou e olhou para os olhos profundamente tristes e cheios de lágrimas de sua melhor e mais nova amiga. Só então ela chorou convulsivamente e foi se aninhar como uma criança no abraço da outra.

***

Refeito do primeiro susto Romeno afastou gentilmente os braços de Cida.

― Relaxa mulher! Você sempre roeu a corda quando eu cutucava você. Agora eu estou noutra e Bela é uma menina muito legal pra que aprontem com ela.

― Mas tu tá na minha que eu sei. ― Miava Cida.

― Mas agora é um estar diferente… Talvez você não entenda, mas sou um cara quadrado… Um amor de cada vez! Essas coisas!

― Uma cara quadrada, tu quer dizer, minha linda!― Chorava Cida.

Romeno sorriu, mas seu sorriso era triste, e acrescentou:

― É! Aos olhos do povo eu sou uma marreca travestida de homem que todos devem descriminar, mas que você quer experimentar…! Não deixa de ser irônico. De qualquer forma vamos botar um ponto final nessa história. Vamos continuar amigos e viver em paz. Uma história entre Romeno e Cida, agora, é uma impossibilidade…! Nós nos beliscamos, flertamos, e é só! Está bem?― E saiu do depósito se sentindo desconfortável. Cida ficou com os todos os panos da Unidos para enxugar as lágrimas de seu orgulho ferido.

***

No fim da tarde Zuzu combinava um trabalho com Tereza.

― Zuzu! Estou começando a ficar preocupado com a Bela.― Disse Romeno entrando no escritório.― Ela não apareceu, não atende o celular e as meninas que moram com ela não sabem me dizer onde ela pode estar.

― Mas ela esteve aqui hoje a tarde… ― Anunciou Tereza.― Eu a vi de relance com Zulma. Elas estavam correndo… Não entendi aquilo e até achei estranho, mas que era ela, sem dúvida que era.

― Que horas foi isso, Tereza? ― Quis saber Romeno.

― Logo depois das 3!

Romeno sentiu que aquilo podia ser um sinal de que um mal entendido descomunal e difícil de desfazer havia desabado sobre ele. Sentou ou se deixou cair em uma cadeira. Uma ideia resvalou em sua mente, mas não conseguiu reunir as peças dado o mal estar que sentia.

― Ai! Romeno! Você ficou pálido! Está tudo bem?― Se preocupou Zuzu.

― Sim… Acho que sim! Você tem certeza da hora, Tereza?

― Absoluta! Logo depois dessa hora precisei da Cida e ela estava metida no estoque fazendo lá não sei o quê.

― Ela foi buscar um tecido que você pediu pra ela…!― Teimou Romeno tentando entender o encadeamento das coisas que haviam acontecido durante a tarde.

― Eu não pedi nada! ― Exclamou Tereza. ― Se ela disse isso foi uma desculpa pra vadiar.

― É isso…! ― Disse Romeno, aparentemente concordando. No entanto ele juntava os pedaços daquela percepção fragmentada e sem sentido que há poucos se insinuara em sua mente. Ele sendo atraído para o depósito por Cida sob o pretexto de que precisava de ajuda em algo que Tereza pedira. A notícia de que Bela e Zulma tinha estado lá aproximadamente na mesma hora e que ambas haviam saído correndo. A marcação de Zulma para cima de Bela nos últimos dias. Aquilo não cheirava bem!

― Romeno!― Zuzu estava preocupada.― Vou buscar uma água. Espere aqui!

― Não! Obrigado amiga! Vou ver se a encontro. ― E saiu.

Bastou alguns contatos pra Romeno ficar sabendo que Bela estava na casa de Zulma. Preferiu não contatá-la. Sabia que se ela assistira à cena do depósito nenhuma palavra a convenceriam do contrário. A essa altura ele já estava convicto de uma armação da Cida e da Zulma. Apenas não conseguia entender os motivos que justificariam toda aquela encenação. Separar os dois? Isso era óbvio! Mas por quê? A quem eles faziam mal? Ou então, a quem a separação deles faria bem? À Cida? E qual a vantagem da Zulma?

Na manhã seguinte quando Romeno entrou no escritório Zuzu e Fino jogavam conversa fora.  Zuzu olhou para o seu parceiro na administração da Unidos e perguntou:

― E daí? Criatura! Estou numa aflição pra saber da Bela.

― Na Zulma. ― Telegrafou Romeno, nitidamente abalado e deixando os outros dois com um movimento mudo dos lábios onde podia se entender “Zuuulma?”.

Romeno, como se tivesse ouvido a pergunta, ecoou: ― É isso aí! Na casa da Zulma! Mas tem uma explicação…

― Então explica!

Romeno fechou a porta e desabafou, um pouco triste, um pouco indignado, relatando a sequência de acontecimentos da véspera que tinham culminado com a ida de Bela para a casa da outra, não omitindo o beijo com a Cida e suas dúvidas sobre as razões ocultas daquilo tudo.

― Mas que cobra! Vou chamar a Cida agora mesmo. ― Exaltou-se Zuzu já partindo em direção à porta quando Fino a conteve.

― Espere um pouco! Vamos pensar! Não costumo me meter em assuntos afetivos; eles geralmente são muito complexos e a gente nunca sabe de todas as pontas. Mas me parece que nesse aí há muitos dedos de maldade…! Se a coisa é como estou imaginando seria melhor pressionar a Cida na presença da Bela. Assim nós resolvemos em definitivo esse mistério e descobrimos quem é a cobra maior.  Zuzu, você acha que consegue convencer Bela a vir até aqui pra conversar com você?

― Acredito que sim!

― Argumente que Romeno não vai estar presente, vai sair ou coisa assim!

― Pode deixar comigo.

― Então nós vamos agir da seguinte forma: ― E Fino passou a descrever como pretendia fazer uma limonada com aquele limão.

Tereza entrou no atelier e foi até a máquina da Cida.

― Dona Zuzu quer te ver lá no escritório.

― O quê ela quer?

― Vou saber!

Cida teve um pressentimento de que aquele lance com o Romeno estava dando merda. Enquanto ia beiçuda e de passo duro em direção ao escritório pensava: “Saco! Como pudera ser tão idiota a ponto de cair na lábia da Zulma! Agora a outra tinha levado a Bela pro harém do Barraca e a boba ficara com o troco ruim! Mas eu sou mais eu…! Dou uma chorada e desdobro a bicha! ”

Quando chegou a porta estava aberta e Zuzu estava a espera.

― Senta que eu já volto! ― Disse Zuzu e saiu fechando a porta. Cida sentou e em seguida a porta voltou a abrir e entraram Fino e Coisa Torta. Cida se levantou assustada e perguntando:

― Mas que porra…?

― Olha os modos menina! ― Repreendeu Fino e disse para o Coisa Torta.

― Fica do lado de fora. Ninguém entra e ninguém sai. Vou ter um papo rápido com a Cida que não deve ser interrompido. ― Disse o Fino desabotoando o casaco e sentando na cadeira de Zuzu.

― Qual é? Não vou ficar contigo aqui dentro meu chapa! Nem que… ― Tentou Cida, mas a cara do Coisa Torta desestimulou a reação dela que voltou a murchar na cadeira.

Quando o Coisa saiu, Cida e o Fino ficaram se olhando por um longo momento. Os dois avaliando os possíveis desdobramentos do que podia acontecer. Cida, nervosa e engolindo a saliva, resolveu abrir a conversa:

― Não saquei esse troço do Coisa na porta!

― É costume! Não liga…! Ou, pelo menos, acho que você não deve dar muita importância para o meu cunhado enquanto o nosso bate-papo for ameno e um estiver ajudando o outro.

― Co-como assim?

― Vou ser direto com você! Nós temos uma história envolvendo você, Romeno, Bela e Zulma. Já temos a versão dos outros três, só falta a sua.

― Que história? Não sei de história! ― Cida se contorceu com um desejo imenso de cair fora dali.

― Ah! Menina! Porque você não facilita as coisas? Não acredito na versão de que você pediu pra Zulma trazer Bela até o depósito pra assistir o seu showzinho…

― Cooomo? ― Perguntou Cida, atônita.

― Isso mesmo que você ouviu! Zuzu e Romeno conhecem você há muito mais tempo e melhor do que a outra. Eles preferem acreditar em você e não nela. Mas a Zulma nos passou a ideia de que essa jogada foi bolada por você, então…

― Mas não mesmo! Não foi assim que aconteceu!

― Por enquanto, sem a sua versão, só temos a história dela…! ― Argumentou o Fino.

― Aquela piranha! Eu sabia que essa porra ia melecar! Quando ela veio toda charmosa pra cima de mim… Ah! Mas eu sou uma estúpida…

― Você está dizendo que foi ela que…? ― Foi induzindo o Fino.

― A vaca queria a Bela pro time deles! É isso que ela queria. Ela usou a minha queda pela bibinha e eu… Puta que o pariu, negra burra… ― E deu um soco na própria testa enquanto rosnava indignada.

Fino viu que Cida, revoltada, manteria o resto do que tinha pra dizer enrolado num conflito mental. Então ele resolveu dar uma mãozinha pra desatar os nós:

― Ela chegou a dizer se o Barraca tinha alguma participação nisso?

― Não…! Não me lembro…! Acho que não…! Durante todo o tempo me pareceu ser ideia só dela! Sei lá! Agora já não sei de mais nada.

Fino aguardou um instante e fez a pergunta mais perigosa:

― E o Romeno? Foi ele que agarrou você?

― Aquela? ― Cida chegou a esboçar um sorriso torto e completou: ― Até gostaria… Pra ver como é que é! Sabe? Outra merda que passou pela minha cabeça…! Deixa pra lá…!

― Hum!

― Tô na rua? ― Perguntou Cida. Pegando o próprio Fino no contrapé.

― Essa pergunta você tem que fazer pra Dona Zuzu.

― Mais alguma pergunta?

― Não!

― Posso ir?

Fino fez que sim com a cabeça e Cida se levantou como se tivesse uma mola no traseiro. Abriu a porta e deu de cara com o Coisa. O guarda improvisado olhou pro Fino que piscou e ele deixou a Cida sair. A negrinha correu como o vento em direção ao atelier.

Quando a Cida saiu, Zuzu voltou para o escritório e abriu a porta do lavabo. Bela veio pra sala e Fino perguntou:

― Foi o suficiente pra você?

― Impressionante! ― Disse a garota.

― O que você quer que eu faça com a Cida? ― Perguntou Zuzu.

― Com a Cida? Pelo que sei ela é uma boa costureira e vocês precisam uma da outra. Além do mais ela não trabalha pra mim…! As atitudes dela não vão mais me atingir. Errei em não atender as ligações de Romeno… Preciso vê-lo!

― Ele está na sala dos computadores.

― Vou até lá… Obrigada… ― Bela, olhando nos olhos dos três, completou: ― Vocês moram aqui… ― E deu um tapinha no peito ao sair.

― Depois que ela foi ao encontro de Romeno, Fino se ergueu, abotoou o casaco e disse:

― Gostei dessa menina!

― Grunf! ― Concordou o Coisa.

― E a Zulma? ― Perguntou Zuzu.

― Já deu pra ver que a Sra Barraca merece todo o nosso cuidado. Podemos até agradecer a oportunidade que nos deu de conhecê-la tão profundamente. Recomendo manter distância sem deixar de observá-la…

 (Continua…)

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