Revolução Democrática

No mundo todo, podemos ver um movimento que saiu do mundo virtual e se derramou pelas ruas. É um fenômeno social novo. É um levante puramente democrático sem representantes da elite. As pessoas, cientes de que os políticos tradicionais não os representavam e percebendo que tinham um instrumento para dar à indignação diversificada a dimensão necessária, fizeram tremer as estruturas antigas que não mais satisfazem às suas justas reivindicações.

Aparentemente a espécie humana está acordando para o seu papel político. Aparentemente a democracia ganhou um novo poder. Não é possível antever as consequências do que está acontecendo, mas está claro que, daqui para frente, o governante que desprezar a voz desse corpo gigantesco e ativo terá problemas para administrar.

Entre os tantos gritos sobressai a exigência de que a corrupção seja abolida, que a educação ganhe status de prioridade, que a saúde seja valorizada como uma conquista de qualquer ser humano, e de que a segurança e o direito de se locomover sejam tratados como direitos óbvios. Há uma fome universal pelo bem estar. Há uma revolta generalizada contra aqueles que impedem o acesso a esse bem estar.

Todos nós queremos uma participação política que não se restrinja ao mecânico e desgastado ritual eleitoral. Não queremos ter o dever, travestido em direito, de escolher periodicamente quem serão os déspotas. Queremos assumir o nosso direito de governar. Afinal, os políticos são apenas empregados nossos. Muito bem pagos, por sinal!

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5 Comentários em “Revolução Democrática”

  1. camargo Says:

    um amigo meu quis falar comigo durante o “diretas já”, lá pra 1983, mas eu não tinha telefone em casa. Não era em toda casa que tinha telefone fixo. Era caríssimo uma linha. Falou comigo no dia seguinte na aula, que queria ir comigo na passeata que estava sendo fomentada pelo MDB…

    um amigo meu quis falar comigo durante o impeachment do Collor, lá pra 1992. Ligou no consultório eu eu já tinha saído. Ligou em casa e eu ainda não tinha chegado. Como falou com a secretária e com minha esposa, não quis ligar de novo naquele dia, pra saber o que eu estava achando do movimento (feito por vários partidos de oposição), pq ligação era cara pra dedéu (e as duas linhas eram alugadas, pq continuava muito difícil conseguir uma linha nova)…

    Em 2013 o Romacof postou as 10:12h um comentário sobre o movimento no face. As 10:13 eu compartilhei pra minha rede e as 10:14 meu irmão, que estava viajando, ligou no meu celular pq viu no celular dele meu compartilhamento e gostou muito do que o Romacof escreveu e também passou pra frente, incluindo no cabeçalho que era fantástico o movimento não ser de partido nenhum, pq no Brasil só existe um único partido chamado CONCHAVO…

    A cultura política de todos pode ainda não ser grande. Podemos não saber direito ainda o que queremos, mas sabemos muito bem o que NÂO queremos, e com incrível velocidade.

    Estamos vivendo a era da DEMOCRANET…

    • romacof Says:

      “Democranet” é interessante! Parabéns pelo neologismo! Continuo não acreditando no processo eleitoral como método solucionador imediato de nossos problemas com o obscurantismo. Mas é ele que existe. Precisa ser melhorado, depurado, fiscalizado e, sempre que possível, recorrer à “democranetização” para avivar as lembranças e informar a todos sobre o que os palacianos tentam esconder em seu afã de obter ganhos ilícitos!

      • camargo Says:

        o meu lado lúdico tá imaginando transformações maravilhosas à frente para a nação. Se conseguimos entender que está na nossa mão o Brasil funcionar ou não, não é possível mesmo mudar tudo? Acho que sim, mesmo com as eleições inicialmente no formato estão.

        • romacof Says:

          O voto é uma boa arma, ou a única viável, no regime vigente, como recurso regulamentado. Os dois defeitos, a meu ver, são a dispersão, que permite a não representatividade, e o aliciamento impune, que não é considerado propaganda enganosa. No distrital haveria mais proximidade e comprometimento. No apartidário haveria mais liberdade. As mudanças não são interessantes para os carreiristas do momento. A reforma vai ser feita a facão, e aos poucos, mas meus netos têm boas probabilidades de pisar em chão mais limpo. É necessário rechaçar os movimentos fascistas da esquerda bolchevique, que existem, mesmo sendo de uma incongruência monumental, histórica e ideologicamente, mas esperar o quê de quem foi guerrilheiro para derrubar a direita truculenta para acabar sendo uma esquerda truculenta?

          • camargo Says:

            fica no ditado popular, se correr o bicho pega… mas o meu lado lúdico também é reencarnacionista e to pensando mesmo na minha próxima vinda ao planeta… ehehehe


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