A conta dos trouxas!

Um dia vou ser suficientemente esperto para entender tudo isso! O governo jogou fora 500 milhões em uma usina em Charqueadas, no Rio Grande do Sul! Numa colossal prova de incompetência, ingerência e estupidez. Considerando o “fator desvio institucionalizado”, inerente a toda obra pública, temos absoluta certeza de que nem tudo virou lixo; houve roubo de uma boa fração desse meio bilhão! E todos nós sabemos que esse é apenas um pequeno exemplo quase esquecido, ou quase escondido, numa ponta qualquer de um país continental. Durante esse período circularam meia dúzia de presidentes. Muitas dúzias de ministros e diretores disputaram a tapa o direito de ocuparem os cargos relacionados com o pacote que incluía o fato de serem sabedores desse crime específico. E não há no país nenhuma lei, nenhuma norma, nenhum instrumento, nenhuma instância, nenhum poder ou boteco, que determine as responsabilidades?

Há quem diga que é exagero rotular coisas desse tipo de crime. Na TV, com a finíssima sucata servindo de cenário, um belo senhor sorria enquanto desfilava amenidades sobre a estupenda burrice.

Vamos fazer a conta dos trouxas! Os hospitais estão bem. Não faltam leitos. As emergências jamais fecham afogadas pela demanda. Ninguém morre por falta de recursos. Pronto! Agora ficou fácil de ver que uma coisa não tem nada a ver com a outra!

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7 Comentários em “A conta dos trouxas!”

  1. cerbero62 Says:

    é impressão minha ou pude perceber um leve espanto em teu texto?

    • romacof Says:

      Nós nunca perguntamos para o eco: “o que foi mesmo que você disse?” Ele repete naturalmente. O tom não é de espanto, é ser eco! Não devemos achar estranho quando alguém parece espantado sobre um assunto desses; nós deveríamos achar estranho é ainda se ter esperança que alguém vá ouvir o eco.

  2. Li Says:

    Serei sempre estúpida demais para entender o meu povo.


  3. na verdade eu não achei estranho o tom de espanto. Não há como publicar um texto como esse, sobre uma assunto como esse, sem que ele seja eco e tenha tom natural de espanto. A minha pergunta foi como um pós texto, uma complementação (mesmo que não precisasse) do que seria a opinião comum, depois de fazermos tanto eco por aí (pq também faço). Então a minha frase poderia ser assim, ficando no mesmo sentido: então, leitor, ainda é possível se espantar com isso?
    e, infelizmente, eu ainda pergunto: Será que existe alguma coisa vinda do governo que realmente possa causar espanto?

    • romacof Says:

      Tem! O pior que tem! Só que não será espanto! Será pavor! Será quando a institucionalidade do ilicitude deixar de fazer par com o “vá reclamar pro Papa!”, e se casar com o “é bom ficar caladinho pra tua língua não cair!”


  4. Hoje você é quem manda
    Falou, tá falado
    Não tem discussão
    A minha gente hoje anda
    Falando de lado
    E olhando pro chão, viu
    Você que inventou esse estado
    E inventou de inventar
    Toda a escuridão
    Você que inventou o pecado
    Esqueceu-se de inventar
    O perdão


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