Como fazer um despacho com duas velas e uma garrafa de cerveja!

 

O orangotango é meio lento pra certas coisas. Deixa ver se entendi! O advogado, que também é parlamentar, argumenta pela incapacidade contábil do Estado e vota contra o aumento dos professores na Câmara, e, em sua banca, onde enfileira clientes professores, argumenta pela capacidade contábil do Estado e entra na justiça contra o Governo. Deu na Zero. É isso? Não é?  Minha vó sempre disse que acender uma vela pra Deus e outra pro Diabo pode não ser uma coisa muita limpa, mas garante nas duas pontas. Além do mais, quem vai saber?  Eles não se conversam mesmo! Estão de mau há milênios! Isso me lembra a história do cara que vendia Cloranfenicol. Chegava numa cidadezinha. Dava um jeito de entrar num casamento pomposo. Contaminava a maionese com uma Salmonela amiga. Esperava o andaço escorrer e aparecia como o salvador da pátria. Os exames do Lacem demoram uma missa de bispo.  Até lá o esperto vendia o estoque e pegava a estrada. Quando o resultado chegava o povo, já curado, dizia: “Não é que ele tinha razão?”

Parece outra coisa, mas se você olhar bem vai ver que é apenas o outro lado da mesma minhoca: a novela da cerveja na copa. Equacionando: O povo bebia, misturava o porre com as paixões clubistas e o amor pela mãe do juiz, perdia o tino e partia pro pau. Como da violência resultante ocorriam tragédias estúpidas se achou por bem proibir a venda de bebidas alcoólicas nos estádios. Embora se saiba que isso não é levado à risca, e se argumente que é impossível evitar que um indivíduo encha a cara no boteco da esquina antes do jogo, as ocorrências despencaram (vide estatísticas dos órgãos de policiamento). Sempre lembrando que por mais bêbado que alguém esteja ao entrar no estádio não há como manter o mesmo teor alcoólico pulando, gritando, suando e urinado por duas ou três horas.  

Então vem a copa e a soberania do país vai pro pinico. Em nome do lucro, a Fifa, educadamente, faz com que nós os eleitores paguemos regiamente um bando de parlamentares para discutirem se a lei vai ou não tirar férias durante o evento esportivo. E que venham os porres, e as mortes, e o luto. Mas que as empresas produtoras de cerveja alcancem suas metas de venda. E que os engravatados recebam a sua parte (pois não sejamos inocentes de acreditar que ninguém está levando uma comissãozinha nessa história!). Orangotango sofre até com os ecos das coxias: “Nós evangélicos  não entendemos “lhufas” desse negócio florestal, mas se vocês ruralistas votarem com a nossa bancada na questão da “ceva” nós estamos com vocês, nem que seja pra melar.” (Mas onde foi mesmo que minha vó escondeu as velas?)

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