A Constituição e o Crucifixo

Repostando o post misteriosamente perdido e aproveitando a oportunidade para dizer que apena uma pessoa em trinta e três observou a curiosa sombra do prego. Os comentários anteriormente feitos foram perdidos. Em tempo: não advogo a favor da cruz ou da estrela ou do sol ou do seja lá o que for.

Nós leigos temos uma grande dificuldade para entender a abrangência da palavra anticonstitucional (como se não bastasse o seu caráter polissilábico). Quando nos chegam notícias tais como o “recente caso do Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) que, atendendo ao pedido da Liga Brasileira de Lésbicas e de outras entidades sociais, determinou a retirada de crucifixos e símbolos religiosos dos espaços públicos dos prédios da Justiça gaúcha”, automaticamente nos bate na ideia outra questão, bem mais crua: E o resto? Quem gastou tempo, dinheiro (geralmente o nosso), papel, digitação, neurônios, adenosina-tri-fosfato, e saliva, para determinar este transcendente posicionamento, tem se preocupado com o artigo 37º da Constituição que, em um determinado momento, diz que a “administração pública direta, indireta ou fundacional (um neologismo relativo à fundação), de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade”, e por aí vai, com elitistas e rebuscadas citações às hipotéticas sanções pertinentes contra o pecado da “improbidade administrativa”, num eco retumbante às outras fantasiosas “idades” do caput?  (Será que falavam da corrupção?)

Essa gente perdeu o foco?

E já que a sigla GLS inclui os simpatizantes me sinto confortável pra dizer que a perda de tempo foi uma enorme “bichice”. Com dizia o cara de olhar chapado que vendia crucifixos numa feira hippie: “Pelo sim, pelo não, me apego no mais. Mas sem o magrão! Não curto dor!”.

Deixa o mais ! O time pelo qual ele joga é irrelevante! Pense: mesmo que você não acredite nele pode ser que o cara que circunstancialmente for julgá-lo acredite! Se um dia me sentarem na frente de um juiz eu vou dizer: “Senhor Juiz! Coloque o crucifixo ali na parede, por favor. Nessas horas, por via das dúvidas, é bom ter um olho invisível (e um dedão duro e grosso) que fiscalize a minha consciência, e a sua!”

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