A Epopéia Nefilim e a Origem do Homem

O texto a seguir, em sua essência, não é meu. Foi compilado há 5 anos de inúmeras fontes escritas que falam dos mitos mesopotâmicos sobre o tempo em que seres interpretados como deuses teriam vivido no planeta Terra. Entre as fontes, talvez uma das principais, encontra-se a controversa obra literária de Zecharia Sitchin, embora muitas coisas que impunemente acrescentei teriam causado desconforto ao recentemente falecido autor. Agora, por ocasião da postagem, observei que esse assunto foi envelhecendo e já é citado em inúmeros pontos da internet. É só você usar uma ferramenta de busca para as palavras que julgar estranhas e conferir. Não vou entrar no mérito da veracidade do que é relatado. Procurei apenas contar uma história a partir das informações que obtive, tendo como base o que foi escrito pelos antigos povos daquela região. Tomei a liberdade de ocasionalmente colori-la com uma terminologia mais moderna, para melhorar o sabor, e, espero, que ninguém a considere como um documento histórico.

A EPOPÉIA NEFILIM E A ORIGEM DO HOMEM    

1)      Os exploradores espaciais – Eridu, a primeira cidade

Os Nefilim chegaram à Terra logo após o período glacial que terminou há 450 mil anos (Estágio de Mindel-Riss no Pleistoceno). Eles seriam originários de um planeta chamado Nibiru (ne-be-ru, “onde os caminhos se cruzam”)(ou quem sabe um portal entre duas dimensões), governado por Marduk, conforme nos informam os textos mesopotâmicos da Suméria e da Acádia, as mais antigas civilizações humanas. (Aqui o Google é prolífico ao definir Marduk tanto como um planeta do mal – confundindo a figura do governante com a do planeta –  como mesclando incontáveis imagens de bandas de roque performático com gosto para visuais satânicos.) (Nibiru, para os desinformados, é o nome do planeta associado ao final dos tempos em 21 de dezembro desse ano – vide calendário Maia). Naquele tempo a humanidade – o gênero homo sapiens – ainda não existia e a história chegou até nós, muito posteriormente, pela narrativa dos próprios Nefilim, aos primeiros humanos capazes de escrevê-la. Esses humanos consideravam os Nefilim como deuses e seus registros influenciaram toda a gênese das religiões do planeta.

Naquela época dois terços da terra firme estavam cobertos pelo gelo, o nível do mar era 180 a 200 metros abaixo do atual, e poucas áreas de clima temperado ofereciam condições favoráveis para a instalação de uma colônia. O local de pouso mais adequado era a planície entre os rios Tigre e Eufrates, na antiga mesopotâmia, onde atualmente fica o Iraque; a temperatura mais amena, a água em abundância e o solo fértil apontavam esta região como uma das opções lógicas, assim como os vales do Nilo e do Indo, mas a presença do petróleo como rica fonte energética de fácil obtenção deve ser sido determinante na escolha. É curioso observar que a palavra Éden origina-se do termo acádio edinu (planície), que por sua vez origina-se do sumério edin (casa dos divinos ou íntegros). (Coisas das línguas.)

A primeira colônia Nefilim foi estabelecida próxima à margem do Rio Eufrates, junto ao pântano que naquele tempo ocupada a região que incluía a foz dos rios da mesopotâmia e boa parte do Golfo Pérsico. Seu nome era Eridu (em sumério e-ri-du significava “casa ao longe construída”; em persa ordu é “acampamento”; em alemão erde é “terra colonizada” assim como em inglês médio é ertha; e ainda, em aramaico, aratha ou ereds é “terra”, em curdo é erd ou ertz e em hebraico é eretz; e por fim o termo earth é, atualmente, “terra” em inglês, referindo-se ao planeta). O Nefilim que chefiou os trabalhos de exploração do novo planeta e administrou Eridu era En-ki (senhor do solo firme), filho de Anu e irmão de En-lil e Nin-ti, que também era sua esposa. Enki designou outros Nefilim para o saneamento dos pântanos e rios, para o cultivo de plantas e melhoria das sementes nativas, para a criação de peixes e outros animais, e para a fabricação de tijolos e construções. O trabalho era executado por um segundo escalão de Nefilim, que os sumérios chamavam de anunnaki. Os registros sumérios indicam que o primeiro grupo de exploradores aguardou 28800 anos pela segunda leva Nefilim. Não sendo possível determinar se os nomes próprios atribuídos às entidades se referiam a indivíduos assombrosamente longevos ou a agrupamentos ou equipes, que, pelos padrões humanos, também seriam extremamente duradouros. Outras correntes apontam com uma solução alternativa para as disparidades temporais apresentadas nos textos sumérios. Segundo essas correntes os Nefilim não teriam vindo do espaço, mas de uma dimensão paralela que periodicamente entra em sincronia com a nossa ocasionando interferências físicas e permitindo a passagem de indivíduos. Se a velocidade do fluxo temporal nessa hipotética dimensão for diferente da nossa teríamos uma teoria explicativa sobre os evidentes contracensos nas datas das reaparições Nefilin. (A menos que eles fossem realmente deuses!) O que não deixa de ser um pensamento interessante e abre um bom campo especulativo para os que pretendem criar um paralelo entre os inúmeros achados inexplicáveis que se misturam em nossa arqueologia e as datações proféticas apresentadas por maias e afins. É só começar a calcular!

2)      A administração de Enlil – O propósito da colonização Nefilim

Há 420 mil anos, no fim do período glacial, chegou à Terra o Nefilim Enlil, o outro filho de Anu, a quem os sumérios atribuíam o papel de principal coordenador da colônia (e que a humanidade passaria a referenciar como o deus criador). Foram estabelecidas as localizações das cidades e instalações Nefilim a serem construídas com o objetivo de servirem como marcos de um espaço-porto na mesopotâmia(*). Começava a segunda fase da exploração do planeta com aumento da população anunnaki e importação de mais equipamento. Enquanto Anu comandava a nave mãe e Enlil assumia o comando da colônia, Enki ganhou outras funções e passou a ser chamado E-a (senhor das águas ou senhor do mundo inferior), ou ainda Bea Nimiki (senhor das minas). A ordem era incrementar a extração de metais para atender às necessidades do planeta Nibiru. No desenrolar da história percebe-se que esta transferência de atribuições gerou um antagonismo entre Enki, o verdadeiro pioneiro, o que organizava as operações anunnaki, e Enlil, que permanecia no conforto do centro de controle da missão colonizadora.

(*) Cidades ou instalações Nefilim que foram destruídas pelo dilúvio (ver mapa):

  1. Eridu – o acampamento pioneiro, a cidade de Enki.
  2. Larsa – (La-ar-sa, “vendo a luz vermelha”) o centro administrativo da missão colonizadora, a cidade de Enlil.
  3. Nippur – centro de controle espacial, onde viviam os anunnaki especialistas em comunicações e os Igigi responsáveis pelas viagens de ida e volta entre a terra, a estação orbital e a nave mãe.
  4. Badtibira – centro industrial coordenado por Nannar, filho de Enlil.
  5. Larak – (La-ra-ak, “vendo brilhante halo”) a cidade dos deuses que não foi encontrada – cuja localização mais lógica seria complementando a linha de pouso Badtibira-Shuruppak-Nippur-Larak-Sippar.
  6. Sippar – o espaço porto, o centro de lançamento de foguetes coordenado por Shamash, filho de Nannar, neto de Enlil e bisneto de Anu.
  7. Shuruppak – centro médico Nefilim coordenado por Ninhursag.

Mapa Mesopotâmia

Enki passou a seu filho Gi-bil (aquele que queima o solo) a “barra de mineração” (um provável banco de dados referentes às técnicas de mineração). Os metais eram extraídos no sudeste africano e levados em ma-gur ur-nu ab-zu (cargueiros para minérios do mundo inferior) para a mesopotâmia onde iam alimentar as fundições de trabalho em metal em Badtibira. Na África a região de mineração era conhecida como A-ra-li (local de brilhantes veios), situada na selva montanhosa da bacia do Zambese onde hoje fica a Rodésia e o nordeste da África do Sul. Os Nefilim construíram em Arali a cidade de Gab-kur-ra (no coração da montanha) onde alojaram os anunnaki que executavam o trabalho braçal de mineração. O motivo primário da vinda dos Nefilim à Terra era a mineração de ouro, prata e cobre, por serem moles, maleáveis, e condutores de calor e eletricidade. O ouro em especial era fundamental na produção de microprocessadores. Mas há registros de que se interessavam também por platina, cobalto e urânio.

3)      A revolta dos anunnaki  – A  criação do adapa adama.

Os textos sumérios fazem menção a 300 anunnaki que permaneceram em órbita ou faziam o transporte espacial como Igigi (astronautas) e 600 que desceram à Terra como trabalhadores. Entre os anunnaki que viviam no planeta, os mineradores de Arali, mesmo contando com ferramentas e máquinas poderosas, eram os que desempenhavam o trabalho mais árduo. O termo sumério kur-nu-gi-a (terra onde deuses-que-trabalham mineram em túneis profundos) ganhou o significado posterior de “terra sem regresso”, tal era o caráter punitivo daquele trabalho. Há cerca de 300 mil anos o cansaço, o desgosto e a revolta levaram estes anunnaki a um motim enquanto Enlil fazia uma visita de inspeção às minas. Os mineiros destruíram suas ferramentas e pressionaram o coordenador para que encontrasse uma solução para o impasse. Foram chamados Anu e Enki e uma assembléia Nefilim foi convocada em Gabkurra.

O relato desta assembléia Nefilim ocorrida há 300 mil anos foi conservada em registros sumérios e é aqui sintetizada porque os fatos que a originaram e suas conseqüências foram determinantes para a espécie humana:

Anu exigiu um inquérito para apurar as responsabilidades. Os anunnaki permaneceram unidos e disseram:

“Cada um de nós declarou guerra! Nós que somos os responsáveis pelas escavações afirmamos que o pesado trabalho que nós é imposto nos mata. Grande é nosso cansaço e nossa angústia.”

Enlil, indignado, fez um ultimato: abdicaria caso os chefes do motim não fossem executados. Mas Anu, ponderado, disse:

“De que nós os acusamos? Suas queixas são justas! O trabalho de todos os dias dos anunnaki é realmente pesado e angustiante. Nós podemos ouvi-los.”

Enki, aproveitando a oportunidade, tomou a palavra na assembléia e disse:

“Nós temos a ciência e o poder para criar um trabalhador primitivo a partir dos seres nativos! Que ele suporte o jugo! Que ele sofra a fatiga dos anunnaki.”

A sugestão da criação de um trabalhador primitivo foi aceita. Ninhursag (aqui chamada de Mami) foi intimada a produzir um adamu (um trabalhador). Enquanto os anunnaki aguardavam, Ninhursag e Enki montaram um bit-shi-im-ti  (“casa onde o vento da vida é soprado” – um complexo biotécnico-hospitalar) para levar a cabo a tarefa proposta. Depois do necessário período (que deve ter sido longo) ela convocou novamente a assembléia e disse:

“Anunnaki! Vocês me incumbiram de uma tarefa e eu a completei. O trabalho pesado já não é vosso… vocês estão livres! Vossa fadiga foi transferida para o trabalhador que criei. Já existe um adapa (modelo de um terráqueo)!”

Ao que os anunnaki correram e lhe beijaram os pés em agradecimento. Um adapa adama fora criado. Um trabalhador feito a partir de um terráqueo fora criado. O trabalho seria feito pelos seus iguais gerados a partir dele.

Enki já estudava a fauna do planeta há milhares de anos. O homo erectus apresentava-se como um animal passível de domesticação, mas era muito inteligente e selvagem para ser transformado direta e imediatamente num dócil animal de trabalho. O longo e gradativo processo de domesticação através de uma reprodução seletiva ainda não resolveria todos os problemas funcionais se a intenção era que eles fizessem o trabalho dos anunnaki. O homo erectus era inapto fisicamente para usar as ferramentas Nefilim. E seria necessário um cérebro melhor, capaz de compreender a fala e as instruções recebidas, sendo, ao mesmo tempo, obediente para ser útil como servo. Enki optou pela manipulação genética.

Assim, há cerca de 300 mil anos os Nefilim criaram o modelo de um homem original da Terra (adapa), um trabalhador (adama), por manipulação genética, combinando os gens do homo erectus, o hominídeo mais evoluído disponível, com os gens Nefilim. Este ser híbrido foi criado, em todos os seus aspectos externos, à imagem e à semelhança de seus criadores, mas programado para um curto período de vida e sem a capacidade de procriar (sem acesso aos “frutos do conhecimento”).

Os textos sumérios referem que Ninti, a esposa de Enki, teve implantado em seu útero um óvulo de uma fêmea homo erectus fertilizado com material genético de um Nefilim. Assim Ninti gerou e deu à luz o primeiro adama, e este, como modelo, forneceu material para que fossem clonados os trabalhadores requeridos pelos anunnaki. Foram gerados seres que se assemelhavam tanto a machos como a fêmeas (em úteros Nefilim, pelo mesmo processo a que Ninti se submetera, ou por métodos artificiais utilizando incubadoras, tendo em vista a demanda exigida). Os adama produzidos eram todos híbridos e todos inférteis por determinação de Enlil. Os adama criados se destinavam ao trabalho nas minas em Arali, mas os anunnaki da mesopotâmia também exigiram servos. Assim alguns adama foram exportados e passaram a cuidar dos animais, das árvores, e dos jardins em Edin.

4)      O homo sapiens e o dilúvio.

O antagonismo entre Enlil e Enki continuou após a solução do problema gerado pelo motim anunnaki. Este antagonismo levou a um novo conflito que definiu o início da civilização humana. Enki, que sempre fora contrário à determinação de Enlil de que os adama fossem estéreis, resolveu interferir com uma solução cientifica para a questão. Não há textos que expressem a causa específica para os acontecimentos ocorridos nos jardins de Edin e registrados pelos sumérios. O fato é que Enlil permanecia politicamente no comando da colônia Nefilim enquanto Enki desempenhava a coordenação dos trabalhos de exploração, mineração, e pesquisa. O mito de Adão e Eva no paraíso sendo tentados pela serpente a comerem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal foi a versão mais popular que sobreviveu da história original. O termo bíblico nahash (cobra) deriva da raiz suméria que significa decifrar, descobrir, ou aquele que pode decifrar ou descobrir. Enki, o cientista chefe dos Nefilim, o que melhor podia resolver o problema da esterilidade dos híbridos, em Edin, corrigiu a falha original dos adama. Com isto Enki ganhou na versão bíblica a representação de uma serpente, devido ao jogo de palavras e significados, e nascia o homo sapiens como espécie. Havia sido apresentado aos adama o conhecimento do bem e do mal. Os adama ganharam a capacidade de se produzir, já não eram adama, mas Adão e Eva, e “eles viram que estavam nus”. Fora dado um salto sobre os 2 a 3 milhões de anos necessários para transformar o homo erectus em homo sapiens. Criara-se uma lacuna evolutiva e um mistério arqueológico que jamais seria solucionado.

As descobertas na África oriental colocam a transição dos macacos para hominídeos em 14 milhões de anos e situam os primeiros a serem classificados no gênero homo em 2 milhões de anos no passado. O homo erectus utilizado pelos Nefilim há 300 mil anos surgira havia 1 milhão de anos. Uma outra espécie humanóide, a Neandertal, andava pelo planeta quando foi repentinamente varrida do mapa pelo homo sapiens há 35 mil anos. Esses homo sapiens das cavernas receberam o nome de Cro-Magnon, e fisicamente não seriam diferenciáveis do homem atual. Eles vestiam peles, construíam abrigos e armas, viviam em clãs patriarcais e tinham princípios filosóficos e religiosos. Os achados arqueológicos mostram que o Cro-Magnon havia se originado de um homo sapiens ainda mais antigo que vivera na Ásia ocidental e na África há cerca de 250 mil anos. O aparecimento do homem moderno neste momento seria inexplicável do ponto de vista evolutivo sem a interferência Nefilim (ou de um mito qualquer que se assemelhe ao oferecido pela epopeia Nefilin).

Enlil, como forma de punir Enki, fez com que os adama modificados fossem retirados da mesopotâmia e levados para os montes Zagros onde atualmente é a fronteira entre o Iraque e o Irã. Isto ocorreu há 250 mil anos. Neste exílio desenvolveu-se a linhagem inicial do homo sapiens que gradativamente se disseminou para os outros continentes. Dez gerações depois alguns descendentes dos seres humanos banidos de Edin receberam permissão para regressar à mesopotâmia para viverem ao lado dos Nefilim, servindo àqueles a quem consideravam deuses. Segundo os registros sumérios isto aconteceu durante os dias em que Enos (um dos patriarcas bíblicos) viveu.

De 200 mil a 100 mil anos, e de 75 mil anos a 40 mil anos ocorreram novas glaciações durante as quais a população da Terra teve brutais diminuições. Houve um curto período de aquecimento há 40 mil anos e de 38 mil a 13 mil anos ocorreu o último e mais rigoroso período glacial. Nesta época alguns filhos de Nefilim tomavam filhas dos homens como esposas. Os registros antigos apontam Ubar-Tutu, a quem a bíblia chama Lamec, e pai de Noé, como um humano de descendência “divina”, que sob proteção de Ninhursag e Enki, chegou a rei de Shuruppak, a 7ª cidade Nefilim.

Noé, para os sumérios, era conhecido como Utnapishtim, filho de Ubar-Tutu. As indicações são de que a humanidade, nos dias em que Utnapishtim vivia, passava por grande sofrimento em conseqüência da estiagem que se seguira ao último período glacial. As privações atingiam também os Nefilim que não pertenciam à elite, e estes mostravam sinais de degradação, o que incluía todo tipo de permissividade sexual com as mulheres humanas. Enlil, que já se opunha abertamente ao protecionismo dado por seu irmão e Ninhursag a Utnapishtim e sua família, passou a abominar estes relacionamentos, pois via a pureza genética dos Nefilim sendo destruída rapidamente . Os textos sumérios relatam as várias tentativas de Enlil de eliminar a humanidade pela doença e pela fome, e descrevem as ações de Enki em resposta aos apelos de Utnapishtim, curando e alimentando o povo e frustrando os planos do irmão. Enki ria durante as assembléias quando Enlil enfurecido gritava: “Pare de alimentar o povo!”

O fim do período glacial apresentou a Enlil uma impensada forma de aniquilar a humanidade. Aconteceria um dilúvio de grande magnitude. A assembleia Nefilim decidiu ocultar dos seres humanos sua iminente ocorrência e seus efeitos terríveis. A versão bíblica do posicionamento da deidade cristã frente ao destino dos humanos no episódio do dilúvio, adaptada ao posicionamento monoteísta cristão, é cheia de contradições, e coloca a deidade única como ambígua. Os registros mais antigos permitem compreender melhor a história, pois refletem a permanente discordância entre Enlil e Enki. Em assembléia todos Nefilim juraram que guardariam segredo e deixariam os homens a própria sorte. Obrigaram Enki a jurar que não daria aos humanos informações sobre a tragédia que se abateria sobre a colônia e todos os seres vivos.

Quando o dilúvio estava próximo, Enki chamou Utnapishtim à edificação que os humanos consideravam seu templo, e, oculto por um biombo de bambu, contou que uma inundação inevitável iria aniquilar a humanidade em 7 dias (ou num período mensurável de tempo), e lhe deu instruções detalhadas de como poderia construir um barco sem convés e vedado (um sulili, que em hebraico se traduz como soleleth, uma embarcação que pode submergir, ou um submarino) para salvar a si e aos seus, levando os animais, as sementes e os artífices de várias áreas com suas famílias. Enki aconselhou seu protegido de que deveria dar aos outros a desculpa de que construía o barco para sair da mesopotâmia. Iria viver no “mundo inferior” onde encontraria um chão mais fértil, sob as graças de Enki, de quem era seguidor. Com a ajuda de vários habitantes da cidade o barco foi construído e colocado no Eufrates. Enki disse a Utnapishtim que só deveria subir ao barco e fechar as portas quando ouvisse o estremecer dos foguetes de Shamash em Sippar, 180 km a noroeste. Sinal de que os Nefilim estavam procurando a proteção da estação orbital para escapar do dilúvio. Assim fez Utnapishtim. Vieram tempestades colossais e com elas o dilúvio e tudo e todos que estavam no navio se salvaram sem o conhecimento de Enlil.

No fim da última glaciação volumes de gelo de tamanho continental deslocaram-se das massas polares nas calotas do planeta desabando sobre os mares e criaram tsunamis de extrema força destruidora. Isto ocorreu há 13 mil anos. A inundação durou 150 dias. Foi um acontecimento aterrorizante para humanos e Nefilim. Aqueles que os humanos consideravam deuses viram o trabalho de milhares de anos abruptamente destruído, de uma forma muito mais intensa do que todas as expectativas. Do alto da estação orbital os Nefilim amontoados, assustados e famintos, aguardaram o fim do desastre.

Após o dilúvio, quando Utnapishtim desembarcava em terra firme, os Nefilim perceberam que alguém ainda vivia sobre a Terra e desceram ao planeta. Enlil não podia compreender como um homem poderia ter sobrevivido àquela destruição. Um de seus filhos apontou para Enki e disse: “Pergunte a Enki. Ele sabe de todos os assuntos referentes aos humanos e sempre tem seus planos!”

Enki não se furtou à acusação e afirmou que não contara o segredo a nenhum homem, como havia jurado, mas sim a uma parede de bambu em sua casa. Defendeu o valor daquele homem que lutara pela vida usando os meios e conhecimentos empregados. Enki sugeriu a Enlil:

“Já que Utnapishtim demonstrou que não podemos ignorar sua capacidade, cabe agora a nós tomar uma decisão sobre seus direitos”.

Enlil, taticamente se dando por vencido, franqueou o planeta aos humanos.  Os Nefilim auxiliaram os humanos na produção de alimentos, pois da união das duas forças dependeria a sobrevivência de todos. Os Nefilim continuaram a ser tratados como deuses, e ensinaram aos homens os fundamentos que abriram as portas para o domínio de inúmeros campos do conhecimento. A primeira cidade humana foi Kish na localização aproximada de Nippur, onde os rios Tigre e Eufrates se afastam. Os Nefilim acompanharam o nascimento da civilização suméria há cerca de 4500 AC e assessoraram o estabelecimento das primeiras monarquias mesopotâmicas, e nos vales do Nilo e do Indo. Eles continuaram com sua política imperial que mantinha os grupos humanos divididos por interesses ou pela língua, para serem melhor controlados, e suas ações refletindo a personalidade de cada Nefilim. O antagonismo de Enki e Enlil se transmitiu a seus filhos e netos. Os Nefilim partidários de uma raça pura foram gradativamente se isolando, criando seus reinos particulares e exigindo fidelidade de pequenos grupos humanos. Por volta de 3000 anos AC o número de mestiços gerados entre os humanos e os Nefilim já era maior do que o número de Nefilim puros. A raça original vinda de Nibiru estava em franco declínio. E, gradativamente, o Homo sapiens consolidou sua civilização.

O que não deixa de ser uma história interessante! Que aparentemente teve um fim feliz! A menos que em dezembro se abra um novo capítulo, mas aí vai ser uma outra história!

Anúncios
Explore posts in the same categories: Chave Analógica, Contos, Divergência, Lendas

Tags: , , , , , ,

You can comment below, or link to this permanent URL from your own site.

2 Comentários em “A Epopéia Nefilim e a Origem do Homem”

  1. Li Says:

    Eu gosto da história,ela tem respaldo num dos livros que mais admiramos e citamos como fonte de sabedoria.

    Se não for verdadeira,valeu o odor das flores.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: