O símbolo não é tudo, mas o que ele simboliza é significativo…

O símbolo não é tudo, mas o que ele simboliza é significativo… O caduceu símbolo da medicina era um bastão de madeira com uma cobra enrolada. Assim era o cajado de Asclepio, deus grego da cura, que os romanos traduziram como Esculápio.

Quando os estadosunidenses entraram no teatro civilizatório fizeram alterações na simbologia greco-romana e, nas várias guerras em que se envolveram, os indivíduos que trabalhavam no “Medical Department” (daí MD) carregavam na jaqueta, como insígnia, uma haste com duas cobras enroladas encimada por um pequeno globo e um par de asas abertas. E este símbolo hoje é usado, equivocadamente, como sendo o da medicina.

Porém o símbolo substituto adotado pelos americanos é o caduceu do deus Hermes (Mercúrio) e representa uma outra profissão, o Comércio, que embora seja nobre, e ocupe um lugar fundamental nas relações humanas, permite todo o tipo de interpretação quando relacionado com a atividade que no ocidente tem o grego Hipócrates, um asclepíade ateniense, como pai.

Ou talvez  os médicos que aceitaram a americanização da simbologia estejam, inconscientemente, demonstrando que hoje a medicina é considerada um comércio e estão se lixando para a troca dos símbolos simplesmente por que isto os satisfaz.

 

 

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14 Comentários em “O símbolo não é tudo, mas o que ele simboliza é significativo…”

  1. Monica Says:

    Pensando bem, dada a situação da medicina hoje em dia, até que o novo símbolo faz todo sentido… 😛

    • romacof Says:

      A grande maioria dos médicos só faz a máquina andar… O símbolo fica bem, na verdade, nas empresas de medicina de grupo. Os médicos coordenadores nestas empresas bebem dos princípios iqualitários das cooperativas onde uns são mais iguais do que os outros!

  2. Franci23 Says:

    No fim a “maquina” criada pelos americanos é como o simbolo também americanizado, muda a ideia inicial da coisa e a torna mecânica, movida a dinheiro e não por corações ou seja lá o que for que estiver doente.

    • romacof Says:

      Yes! they can! 🙂
      Aproveitando o contato me diga: como comentar em seu blog já que agora não me aceitam nem como anônimo? (Isto que sou teimoso… imagine os passantes que desistem na primeira tentativa…!

  3. cerbero62 Says:

    então, dado a lembrança que o meu dia era o meu dia, devido sua postagem no sombra, acabei por lembrar que dia 18 foi o seu dia.

    mesmo com os percalços e desvios do caminho, innerente à condição humana à qual estamos ainda atrelados, a medicina ainda é uma profissão nobre, para falar o mínimo.

    Parabéns aos médicos que a mantém neste patamar, como é fácil perceber ser o caso do amigo.

  4. lnd Says:

    O símbolo da medicina, uma cobra enrolada num cajado, originou-se na antiga Mesopotâmia há cerca de cinco mil anos.

    A cobra representa, devido sua capacidade de trocar a pele, a renovação, a mestria no renascimento. Representa na terra o que a lua representa no céu. A cobra traz ainda em si a identificação com os órgãos masculino e feminino: seu caráter fálico é imediatamente sugerido, e como engolidora, cria a associação ao órgão da mulher.

    A serpente é ainda associada à água, pois freqüenta locais onde existe a água e sua locomoção se assemelha ao movimento da água. Quando a serpente está mordendo a própria cauda, ela representa o oceano primordial, que circundava toda a terra. Assim a serpente é a senhora das águas, e pelo seu caráter de renovação, a senhora da Água da Vida.

    As serpentes copulando, macho e fêmea, ressaltando o próprio caráter andrógino explicado acima, representam os pares de opostos, aqui explicitados pelo masculino e o feminino. O profeta cego Tirésias viu duas cobras copulando e as acertou com seu cajado (formando exatamente o caduceu) e foi transformado em mulher, vivendo assim por um certo período, até que encontrou as cobras e as golpeou novamente com o bastão.

    No caduceu, o bastão representa o centro do mundo, a árvore da sabedoria na qual a serpente do gênese se enrolou para oferecer a maçã do conhecimento do bem e do mal para Eva. É interessante observar que a serpente é um animal mitológico muito utilizado para simbolizar a Medicina. Talvez essa tradição se fundamente na idéia de que ela, assim como a do Jardim do Éden, “conhece” mais coisas do que aquilo que trivialmente se sabe, uma vez que domina também o outro lado do bem, que é o mal. Desta forma, a serpente é respeitada como imagem de sabedoria, pois tanto pode ser remédio como “veneno”, com poder de curar ou matar.

  5. Gerson B Says:

    PQP! Nunca tinha reparado nisso!!!!

  6. Jerônimio Leão de Almeida Rosa Says:

    PARA O BEM DA INFORMAÇÃO:

    O relato de Moisés com a serpente de cobre enrolada em um poste que posssuia poderes de cura ocorreu do ano 1513 ANTES DE CRISTO (ano aproximado da escrita do livro de Exodo).
    O relato de Asclépio (que deriva da Ilíada de Homero) foi escrito, segundo historiadores, apenas entre 850 ANTES DE CRISTO E 1194 ANTES DE CRISTO!!!
    .
    Portanto, para os DESINFORMADOS, o relato Bíblico de Moisés é, no mínimo, 500 anos mas antigo que os escritos que citam Asclépio!!!! Isso coloca o relato do poste com a serpente de Moisés em um período muito anterior a QUALQUER MITOLOGIA GREGA!!! Assim, a mitologia absorveu o relato Bíblico, e não o contrário.
    .
    POrtanto, história mais antiga de um relato de um poste com uma serpente enrolada que cura é o relato Bíblico e não a mitologia.
    .
    Por consequencia, este relato da Bíblia influenciou outros povos, haja vista o “ídolo serpente de cobre enrolada em um poste” permanecer a vista do povo por 700 anos até ser destruído pelo Rei de Judá Ezequias. 700 anos foram suficientes para que o mundo todo conhecesse o relato e esse fosse “plagiado” por Homero na Ilíada com o relato de esculápio (Isso se de fato Homero existiu).
    .
    Quando cito Moisés não falo de um personagem fictício. Ele é um personagem histórico, aceito por cristãos, judeus e islâmicos, além de se haver mais comprovação arqueológica de sua existência do que de existência de Homero.

    • Jerônimio Leão de Almeida Rosa Says:

      Desculpe pelo “DESINFORMADOS”. Foi exagero da minha parte. Todos aqui são pesquisadores e, como tal, sujeitos a falhas como todo mundo.

  7. Jerônimo Leão de Almeida Rosa Says:

    Sr. romacof. Parabéns pelo site.

    • romacof Says:

      Obrigado pela visita, pelas parabenizações, e pelo sincrético enriquecimento do posicionamento filosófico sobre a interação da serpente com o mastro de Moisés. “É disso que o povo gosta, é isso que o povo quer…!”


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