Foi aberto o túmulo de Camões. E ele estava de bruços!

Caro Franci. Resolvi responder em post pois fiquei na dúvida se o texto era incompreensível ou se parecia que eu era cúmplice (em referência à Carta a Palocci)!

Interrogações lacônicas geram dúvidas que exigem uma reflexão mais longa! Veja bem! Fernando Haddad, ministro da educação, culto e hábil com as palavras atacou as críticas feitas às cartilhas do MEC com erros de português. Haddad até rotula de fascistas as críticas e faz um comentário hilário de que Stalin pelo menos lia os livros antes de fuzilar os seus autores. Uma inteligente e direta referência ao fato de que os senadores questionavam o que não haviam lido.  Haddad fala inclusive que estaria se evidenciando uma discriminação com aqueles que se expressam de forma inculta. Embora não explique de que forma ensinar de forma incorreta melhoraria o estado destas pessoas incultas no momento de concorrerem com os que usam a língua formal. Uma coisa é respeitar o indivíduo que, inclusive, em conseqüência das carências do Estado, não aprendeu a se expressar de forma correta. Outra coisa é ensinar que o errado é normal. Certamente numa prova do ENEM o indivíduo que escreve “nós pega os peixe” perderá a vaga para aquele que escreve “nós pegamos os peixes”. Sem discriminação! Estará sendo aplicado o simples e direto critério de que o mais capacitado vence.

É evidente que Haddad, com toda a sua experiência, deve estar enxergando muito mais longe do que nós, meros observadores do teatro público. Mas não acredito que esta seja a forma que se projeta como a correta para falar e escrever no futuro. É possível que estes indivíduos educados segundo este novo parâmetro permaneçam num patamar intelectual inferior e isto seja o que se está planejando para eles? Não! Tal maldade ficcionista não teria ocorrido nem a Aldous Huxley.

Se com todo o esforço para educar há tantos analfabetos funcionais o que podemos esperar de uma geração que inicia seus passos nas letras aprendendo que o certo é o errado?

Certamente podemos esperar algumas coisas: o voto será mais burro; a aceitação da corrupção será mais passiva; o entendimento do que vai nos bastidores da administração pública será inexistente; o povo será mais omisso; e o “palocciamento” correrá solto. Afinal! Não mudará muita coisa!

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4 Comentários em “Foi aberto o túmulo de Camões. E ele estava de bruços!”

  1. Li Says:

    Carro amigu,nóis num pode aguentar mais isso.

    É muitcha coisa,cê num acha ?

  2. Franci23 Says:

    Meu caro Romacof, sinceramente ao lêr o outro texto fiquei um tanto quanto preocupado. Não consegui entender se era uma insinuação ou se estavas sendo ironico e por via das duvidas preferi apenas soltar um “hein?“… Agora posso ver que não midaste a sua maneira de pensar, ainda bem.
    Quanto a educação deste país, devo dizer que vai tão mal quanto o mesmo e não tem livro errado ou certo que de jeito, enquanto as escolas ainda continuarem a propria sorte.


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