Será que há um remédio popular para tratar o país?

Caro Franci! Embora minha experiência seja curta, e a observação só se relacione aos últimos sessenta anos, vi neste período muita coisa sair na “inoperância” para uma operacionalidade razoável. Podemos citar como exemplo a questão dos medicamentos da farmácia popular. Sem sombra de dúvida um avanço. Há alguém fazendo alguma coisa. Sabemos que qualquer dia um político vai sacudir a bandeira política da paternidade desde avanço. Que assim seja se este é o preço que temos que pagar no jogo exibicionista que a democracia expõe na vitrine da vida pública! Mas sabemos também que paralelamente a isto muitos continuam mamando à solapa nas tetas do país e nada produzem. Sabemos que o custo da máquina pública não é o que nos é apresentado. Que o país poderia gerar muito mais se o leite não se esvaísse para o vale dos corruptos.

Na terra das “côsas brasís” há a piada já velha da obra pública que recebeu três orçamentos: um japonês pediu três milhões, um alemão seis, e um brasileiro nove milhões. Questionado pelo homem público de ilibada moral sobre aquela discrepância o brasileiro respondeu: “Ora! Três pra mim, três pra você, e três pro japonês!” Frente à esta escarrada verdade econômica nacional o país sai caro exatamente para quem paga a conta: nós!

Parece, Li, que o brasileiro triste pensa que tem vergonha de ser brasileiro! Ele tem é vergonha de se dizer regido por alguns brasileiros como os da piada. Não há como se orgulhar desta gente, na verdade. Mas nós sabemos que o brasileiros médio mantêm os corruptos e os inúteis esvoaçantes pelos corredores das casas públicas por uma série de fatores crônicos. Porque não sabe observar e aprender. Não sabe escolher e não sabe votar. Não sabe fiscalizar e não sabe cobrar. E acha bonitinho o folclórico, o tosco, o burro, o incapaz e o larápio. E ainda diz: “Eles são a cara do país!” A cara do país de quem? Não do meu!

O país está conseguindo tratar a hipertensão e a diabetes dos brasileiros com medicamentos gratuitos. O país necessita tratar a sua principal doença: a corrupção. Qual é o custo deste medicamento? Ele existe? Vamos ter que admitir que o ser humano é essencialmente corrupto e nada há para ser feito? Esta doença é incurável? Chamamos o médico ou o coveiro?

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6 Comentários em “Será que há um remédio popular para tratar o país?”

  1. Li Says:

    Caro doutor,para tudo existe tratamento preventivo.

    Não podemos impedir alguém de se corromper,mas podemos impedir que um corrupto acabe com nossa dignidade.

    Aos primeiros sinais de corrupção a pessoa deve ser afastada de suas atividades.

    Não são os ignorantes,analfabetos,miseráveis,que podem tomar as rédeas do país,somos nós…os que
    possuem um pingo de consciência,de dignidade,de compreensão.

    Essa é a minha bronca com as universidades.

    As pessoas que lá estão,e que teoricamente possuem acesso ao conhecimento,põe a culpa
    de tudo nos que não possuem dados suficientes para poder questionar o que acontece
    no país.

    Elas se aproveitam da situação,mas poderiam muda-la.

    O povo não é ético,mas pode aprender a ser.

    O povo é ignorante,mas pode deixar de ser.

    Um analfabeto não é surdo.

    Qual o papel da escola?

    A escola deveria estar aberta para todo,com palestras sobre,ética,política,
    leis,direitos humanos,filosofia,história da religião,primeiros socorros,higiene,economia doméstica.Afinal,lá estão profissionais altamente capacitados,ou não?

    Quem aprendeu a pensar tem a obrigação de ensinar
    o que aprendeu.

    Eu repasso tudo que aprendo.
    Converso muito com os empregados do meu edifício.
    A empregada doméstica da casa da minha sogra,era uma criatura apagada,tímida,ignorante.
    Em 12 anos se transformou em outra pessoa,hoje lê jornal,escuta rádio,vê tv, e discute seus direitos.
    O que faltava era quem a ajudasse a pensar,só isso.
    Por acaso fui eu que a ajudei,poderia ter sido outra pessoa.

    Os ricos e poderosos não querem um povo consciente de seus direitos,porque um povo assim não deixa manipular.

    Vamos mudar isso !

    • romacof Says:

      Gosto do que você diz, mas tenha em mente que nem todos que podem ensinar querem ensinar e nem todos que precisam aprender querem aprender. Como tudo na vida as coisas só acontecem quando pelo menos duas partes querem que algo aconteça. Quando encontro alguém que quer ouvir considero isto uma graça. São momentos raros! Dê detalhes da guerra. Os vagalumes necessitam saber de sua fosforescência e que a somatória de sua luz produz algo maior. Você diz que há um remédio, mas mostrou só a embalagem.

  2. Franci23 Says:

    Pois é, o caso é que vejo o lado positivo que você descreve, até acredito que tenham pessoas no poder que estão interessados no bem melhor, mas a pior das verdade e que me entristece muito é o caso que há com a corrupção que mesmo com todos os cidadãos brigando e reclamando nunca iram mudar, não adianta pois mesmo sabendo de toda a podridão existente, sabemos que pessoas de gabarito duvidoso sempre voltaram ao poder de uma maneira ou de outra, mesmo tendo ficha suja, ou em putrefação os mesmo arrumarão um jeito de voltar é como se fossem uma série de Exterminadores Do Futuro que sempre terminam os seus mandatos voziverando em auto e bom som um I’ll Be Back

    • romacof Says:

      O remédio aparente é dizer: “No. .. You will not be back!” Mas são muitos milhões! Muita inconsequência! Muita estupidez! Não vejo possibilidade de aplicarmos este remédio nesta geração. Podemos ensinar a nossos filhos e esperar que a idéia se alastre. Podemos acreditar que um dia – quando não estivermos mais aqui – alguém venha a dizer: ” Eles não estão mais aqui! Eles se foram!”

  3. Li Says:

    O remédio,meu amigo,somos nós !

    Cada um de nós é aquele passarinho que carrega água no bico para apagar o incêndio.

    Não importa se o fogo vai se extinguir por isso,o que importa é que estamos fazendo nossa parte.

    Nada acontece do dia para a noite.

    Gandhi,Mandela,Madre Tereza,Martin L.King.Eleanor
    Roosevelt,Sepé Tiaraju,Zumbi,Antonio Conselheiro,Beato José Lourenço,Irmã Dulce….e tantos outros.

    Eu vou morrer,mas meus netos ficam.
    Tudo que eu puder fazer,farei por eles,e não por mim.

    Odiaria pensar que meu neto vai sentir as mesmas coisas que eu sinto agora.

    O futuro começa agora.

    A Finlândia levou 70 anos para ser o que é hoje.

    O Japão ficou destruido,e foram os japoneses que o fizeram como é hoje.

    Pense, Cartago foi destruida 3 vezes…..

    Nós não fomos destruidos…..até agora,rs.

    Vamos destruir tudo que está aí e construir de novo…..sem por um tijolo no chão.

    Os pirilampos são belos e poderosos….tem muita gente que não aguenta mais.

    Tu já és um soldado-lume,rs.

    Falas coisas que muitos não querem nem pensar…


  4. A idéia do partido está amadurecendo bastante. Já tomou a forma de algo maior que um partido. Tenho que te explicar pessoalmente, tenho certeza que vais gostar. Não deixa cair a peteca da esperança.


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