(32)Pierre, meu alienígena de estimação (partes 89 a 92 de 101)

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089

“Sofia!”

“Michel, como está Pierre?

“Bem! Ele está bem, acredite. Você foi ao banco?”

“Acabo de chegar de lá, estou arrumando as coisas como você pediu.”

“Leve para a garagem, não esqueça o álbum de Pierre, estou chegando em 20 a 30 minutos e estaremos saindo imediatamente.”

“É tão sério assim?”

“Calculo que teremos o governo na nossa cola quase nesse tempo. Espero que tenhamos uma folga para cairmos fora daqui.”

“Pra onde?”

“Vamos descobrir em 2 horas.”

090

Duas horas depois eu e Sofia estávamos estacionados na estrada que costeava a praia, nas proximidades do lugar onde um dia levara Pierre. Não tínhamos mais casa para morar, nem trabalho, ou referência sociais de qualquer espécie que não nos levassem diretamente para uma sala de interrogatórios do governo.

Sofia sabia que eu estava com o cinto de Pierre e que ele entrara no cinto fugindo pra um outro lugar impossível de se imaginar. Eu entrara rapidamente em casa e pegara o envelope que um dia Aníbal me dera. Nele havia documentos falsos pra mim e pra Sofia. No caminho Sofia ficou sabendo deste presente-segredo que Pierre encomendara possivelmente sob os nossos narizes enquanto estávamos ocupados com a festa de aniversário.

Nós não tínhamos a menor idéia de qual seria o nosso futuro a partir dali.

“Duas horas e trinta e sete minutos.” Disse Sofia.

“Vou abrir.” Disse eu.

091

Sofia fez uma cara de nojo quando aparentemente eu enfiava a mão dentro de minha barriga. O primeiro objeto que tirei era uma pequena caixa de madeira. Nela encontramos uma chave com o número 3 gravado. Na parte interna da tampa da caixa estava escrito 42º25’38,00”N-03º09’31,20”L. “Coordenadas.” Concluiu Sofia. “No hemisfério norte, 3 graus a leste de Greenwich… na Europa, possivelmente França ou Espanha pela latitude. Depois achamos a localização exata.”

O segundo objeto à primeira vista parecia um saco de pano comum contendo uma grande quantidade de pequenas pedras. Quando o abrimos levamos um choque. Tudo indicava que se tratava de uma grande fortuna em diamantes. Havia no saco um pedaço de papel com uma lista de endereços em Barcelona, em Madrid, em Paris, em Milão, em Roma, em Mônaco, em Berna e outras cidades da Europa. No topo estava escrito: “onde trocar”. Em baixo havia uma observação: “Aníbal sabe como fazê-los sair aos poucos do país. Espero que seja uma aventura agradável. É o máximo que posso lhes proporcionar. Se estão lendo esse bilhete é por que os acontecimentos recentes justificam as minhas preocupações antecipadas. Vocês moram no meu coração. Voltamos a nos ver qualquer dia.”

092

Eu e Sofia nos olhamos. Nossos novos documentos diziam que eu era Diego Fernàndez e que minha esposa se chamava Mirian Cervera. Deduzimos que na festa Pierre devia ter também contratado Aníbal para fazer aquele negócio no outro lado do mundo, já que ele não tinha a liberdade necessária para negociar pedras preciosas. Possivelmente Pierre fizera seus contatos pela internet, inclusive comprando uma casa para nós. De alguma forma ele sabia que mais cedo ou mais tarde aquela situação poderia gerar um risco capaz de desestruturar completamente nossas vidas e que nós teríamos que recomeçar tudo em outro lugar.

Precisávamos entrar em contato com Aníbal.

De um cybercoffe mandei o seguinte e-mail. “Quero agradecer os donativos que o senhor enviou. Os nossos antigos coroinhas sempre foram os mais fiéis. Gostaríamos de poder abençoá-lo pessoalmente. Assinado Padre Diego Fernàndez. Hoje ainda estaremos na cidade. Deus fique convosco.” Sofia me olhava sem poder acreditar. “Toda conversa jogada fora pode um dia virar um assunto.” Disse eu.

(Continua aqui!)

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5 Comentários em “(32)Pierre, meu alienígena de estimação (partes 89 a 92 de 101)”

  1. Li Says:

    ………………

  2. camargo Says:

    preciso um alien desses…
    ah! não pelos diamantes, mas pela casa na espanha, claro…

  3. Franci23 Says:

    E Pierre?! Estou curioso em saber por onde ele anda.


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