Quanto custa o Congresso Nacional (2ª parte) ou a Farra do Peru.

Mauro Camargo fez o seguinte comentário, em referência ao post anterior, que trata do quanto nós vamos pagar pelo congresso nacional: “Eu não tenho o problema de não lembrar em quem votei… [pois] não votei! Ao menos esse pequeno prazer eu tenho, ínfimo, diante de tanta canalhice. Não autorizei essa patifaria. []… e os idiotas do vamo-que-vamo democrático ainda vão dizer que eu deveria ter votado pra colocar lá os que não fariam isso. (Que piada!)”

No primeiro quesito empatamos, Dom Camargo. Lembro muito bem em quem votei nas últimas oito eleições para a câmara e para o senado. “He’s a real nowhere man, sitting in his nowhere land, making all his nowhere plans for nobody.” Concordo com você quando lamenta a cegueira democrática dos que afirmam que o voto em alguém mudaria o “status quo”. Como se o voto dos milhões que votaram em alguém tenha colocado por lá indivíduos que não estivessem preocupados com um golpe pecuniário que os locupletasse. Como se nesta cambulha fosse possível obter 298 votos que fizessem história dando a vitória ao bom senso. Mas infelizmente sou obrigado a lamentar o fato de que nós também vamos pagar a conta. De cada um dos 594 eleitos nos próximos quatro anos, e nos seguintes, e nos seguintes, “ad aeternum”. Vamos pagar os quinze salários e as verbas complementares, e os desvios e roubos expostos no afã midiático, com a miríade de denominações criada pela fértil imaginação da polícia federal, que investiga, diz que vai prender, solta o que não foi preso sob ordem de alguém do enclave judiciário e arquiva, num teatro que já perdeu a graça e qualquer verossimilhança com a vida real graças ao embate com a im[p]unidade parlamentar. Não! Não é parlamentar! É para lamentar. É triste, mas é assim!

E eu peço todos os dias que apareça uma alma que me diga que aquilo que afirmei não é verdade. Que me convença! Que me faça ver o quanto a minha ignorância está gerando uma argumentação fundamentada em inverdades. E os dias passam! E ninguém aparece!

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2 Comentários em “Quanto custa o Congresso Nacional (2ª parte) ou a Farra do Peru.”

  1. camargo Says:

    vc lembra da postagem “coronelismo democrático” sobre a ascensão de lula ao poder?
    http://sombrapensante.blogspot.com/search?updated-max=2010-10-10T14%3A35%3A00-07%3A00&max-results=10

    acontece que fatos novos na sociedade e mudanças de pensamento fizeram uma Revolução Francesa (a imprensa e a panfletagem foram novidades que respaldaram a primeira revolução que aconteceu em larga escala, pelo fato do povo estar informado).

    Agora pense no fato novo que estamos convivendo. Essa eleição deu quase 30% de votos inválidos (também no blog). O ranço da ditadura está acabando. As novas gerações, ao mesmo tempo que se desinteressam da política (e nem preciso enumerar motivos) também perdem o medo dos políticos e, principalmente, do exército. O ranço da ditadura que levava o eleitor a votar mesmo sem vontade cada vez mais pertence a uma geração que está passando.
    Ok, podemos ter uma geração alienada, mas essa geração, em algum momento, vai ter que ser fisgada.

    o que devemos fazer durante esse processo de mudança social?
    Não sei, mas tenho pensado bastante.


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