A apendicectomia

Vou trocar os nomes e os lugares para não ferir suscetibilidades.  O Hildebrando sofria de flatulência. Sofria e sofre, pois, pelo que sei, ainda está vivo. Consultava freqüentemente reclamando das dores abdominais causadas pelos gases. Tomava uma Dimeticona e ficava bom até engolir o próximo porco do focinho ao rabo, mas não estava convencido de que precisava se cuidar na alimentação.

Um dia ele veio consultar por outra razão e eu, quando já fazia a receita, perguntei: “E daí, seu Hildo! Os gases não lhe incomodaram mais?” E ele, meio no deboche e insinuando a minha imperícia como diagnosticador, disse: “Era pênis inframado, dotô! Fui no dotô-operadô do Distrito  e ele me distraiu o pênis!” Um pouco chocado pelo oportunismo do colega sobre aquela alma crédula, mas não podendo perder a chance de devolver a zombaria emendei: “Ele cobrou muito?” E o Hildo respondeu: “Novecentos conto.” Então completei: “Novecentos? Mas as gurias da Volta da Lagoa distraem um pênis por trinta!”

Depois de um minuto o Hildo tirou a sua conclusão: “Masintão, se é ansim, o operadozinho tá meio sargado, num é?”

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2 Comentários em “A apendicectomia”

  1. Li Says:

    Ignorância pouca é bobagem,rs.


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