Tudo o que você precisa saber sobre política e políticos.

 O triste na lista abaixo é que  nenhum ítem pode ser contradito.

  1. A política é necessária numa sociedade complexa para direcionar e apaziguar as razões conflitantes.
  2. Existem incontáveis ideais políticos verdadeiros fora da política.
  3. A política seria muito boa sem os políticos partidários.
  4. Quem estraga os políticos é a ganância, o despreparo, o egoísmo, e a esquizofrenia.
  5. Nenhum candidato é absolutamente ruim ou desonesto.
  6. Todos os que se elegem estão comprometidos financeiramente com alguém.
  7. Os políticos inicialmente honestos, que se mantiveram na política, fizeram concessões à Corporação.
  8. A Corporação é a entidade suprapartidária que mantêm como reféns os verdadeiros ideais políticos.
  9. A Corporação parece uma entidade acéfala, mas não é.
  10. O político que se mantiver fiel aos seus ideais vai naufragar isolado pela Corporação.
  11. A Corporação é corrupta.
  12. O político que ganhar seu lugar dentro da Corporação foi corrompido.
  13. A Corporação tem o aval da Justiça. Apenas sai mais caro.
  14. O custo da “lubrificação” da máquina corporativista é pago por nós.
  15. O poder executivo só funciona quando tem um bom staff técnico.
  16. O poder judiciário só funciona quando não está comprometido.
  17. O poder legislativo não funciona.
  18. O senado, especificamente, é algo que não existe, mas sai muito caro.
  19. O voto obrigatório é uma forma de nos tornar cúmplices da Corporação.
  20. Eleitor é o indivíduo que acredita que vive numa democracia, vota na Corporação, e ainda torce…

Se você acha que há algum sentido nessa postagem talvez queira visitar esta aqui! ou esta aqui!

Se você quer saber quanto custa a ponta (legal) do iceberg corporativo clique aqui! (valores não atualizados, embora eternamente verdadeiros)

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10 Comentários em “Tudo o que você precisa saber sobre política e políticos.”

  1. Franci23 Says:

    É! no fim o cidadão é apenas uma ínfima peça nessa enorme engrenagem que não funciona para nada.

    • romacof Says:

      Dom Franci! Permita-me discordar, um pouco, em dois pontos. Primeiro: serve! Serve para alguma coisa. Todos nós fazemos política. Em nossos comentários, estamos fazendo política. Se a constituição fosse respeitada, a política, forçosamente, serviria para alguma coisa. Segundo: nós NÃO SOMOS UMA ÍNFIMA PEÇA. Nós apenas achamos que somos, e a grande maioria ainda não percebeu do que é capaz. Não é um jogo de futebol. Não estamos aqui para torcer para o time A ou para o time B. Nós não queremos o jogo, o embate, a vitória a qualquer custo nem que seja com um gol de mão. Nós queremos idéias, planos reais, transparência. Nós queremos bater palmas para um espetáculo. Infelizmente o que os políticos nos apresentam é uma patética demonstração do lado podre da humanidade.

  2. camargo Says:

    ô cara… assim eu não preciso postar mais nada sobre política.

    e o filme do lula ser o indicado para representar o brasil no oscar? o que acha?

    • romacof Says:

      Por falar em piada, vou contar uma: antigamente TODOS os filmes terminavam com a expressão “The End”. O garoto perguntou pro pai: “Terminou?”. E o pai respondeu: “Claro que não! Tá escrito lá, ó, tem de tê… então tem de tê mais”.


  3. Eu sempre fui entusiasta da política, mas sou muito leigo nestas questões. Eu acho que essas informações não estão totalmente disponíveis para todos os públicos, e aliado à preguiça acabo não pesquisando muito.
    Como entusiasta e curioso, gostaria de fazer uma pergunta que sempre quis fazer para alguém que me pudesse responder sensatamente:
    Consideramos que exista um político com ideais e princípios incorruptíveis e que conseguisse entrar para a presidência e tenha condições, e ausência de resistência, de tornar o Brasil um país melhor, de primeiro mundo, qual deveria ser o caminho a ser tomado e quanto tempo isso levaria?
    Para tornar a pergunta mais clara, todos sabemos que existe muita corrupção e que o sistema não funciona corretamente. Como deveria vir a correção? Reforma no judiciário? Construir mais escolas com mais matérias e professores (ainda mais) competentes? Reforma na polícia? Aparentemente parece simples, mas eu imagino que seja muito mais complexo do que uma simples reforma, e que demoraria anos para a total implantação.
    O que acha romacof? Merece um artigo só pra essa pergunta, não?

    • romacof Says:

      Jesiel! Seja bem vindo ao Cágado.
      A utopia é impossível. Sendo redundante: o lugar ideal e perfeito não existe. No máximo nós podemos tentar inclinar a balança para o “lado do bem”. No modelo vigente em que o poder de mudança pertence à classe política, nossa esperança está nos objetivos dos indivíduos que compõem a referida classe. O nosso problema é que não existem políticos “com ideais e princípios incorruptíveis“ em número suficiente para que se alcance a massa crítica necessária para uma mudança determinante na média da consciência. Existem seres humanos muito bem intencionados, trabalhadores, honestos, inteligentes, idealistas, interessados no bem comum, que se sentem mobilizados em direção à política partidária – geralmente atraídos pela opinião de bajuladores ou aproveitadores do carisma alheio – e até, às vezes, por sentirem, em sua inocência, que podem chegar a um ponto da escada em que realmente farão diferença e poderão mudar o mundo ou parte dele. Numa segunda etapa alguns destes seres humanos são eleitos e partem para a realização de seus ideais. Então começa o seguinte jogo, fruto da triste realidade inerente ao atual grau de maturidade do sistema democrático – pois nunca podemos esquecer que os políticos são a cara do povo que os elegeu – o eleito idealista terá que achar compradores para os seus projetos. Ele ouvirá colocações como essas: “Se hoje nós apoiarmos o seu projeto, amanhã poderemos contar com o seu voto num outro projeto que está sendo elaborado?” “Ficamos sabendo que a cirurgia de seu filho será muito cara… Você foi convocado para uma reunião em que vários amigos gostariam de conhecer as suas idéias.” “Achamos interessante que você fique calado… afinal, você votou no nosso projeto, lembra?” “Como está o seu filho? Bem de saúde?” E por aí vai. Se o cara não conseguir comprador para as suas propostas ele não vai aparecer, se ele não tiver um rabo que possa ser preso ele não terá compradores, se o rabo dele puder ficar enredado aqui e ali ele estará no jogo. Neste ponto ele tem duas opções: fica e passa a ser mais um, ou vomita e sai.
      Um dia me perguntaram, quando eu era secretário da saúde do meu município: “Você tem certeza que numa situação especial não teria o seu preço!”
      Você tem razão: a sua pergunta merece um artigo especial, e longo. Mas eu não tenho a pretensão de ser o cara da resposta. Um bom começo seria pensar no voto como algo que não pode ser comprado; se for vender então anule! Não tire sarro! A eleição de Tiririca inclui no pacote o Valdemar da Costa Neto. Se votar não esqueça de seu candidato e grude no rabo dele pois com certeza um dia ele vai ter um.


      • Sim, eu entendi.
        Também não tenho a pretensão de viver em um mundo de fantasias. Também sei que e o Brasil não é um país miserável e está até que bem colocado no ranking das potências mundiais. Entretanto ainda estamos longe de um país de primeiro mundo, não temos uma agência espacial como NASA ou ESA, não podemos nos orgulhar de ter um dos melhores trânsitos do mundo, a polícia mata mais do que cigarro, todo brasileiro tem ‘um jeitinho’ e etc. O meu foco é: o que o Brasil precisaria pra ser um país como Suíça, EUA… ?
        Pegamos o Japão e a Alemanha no pós segunda grande Guerra, por exemplo, em menos de 30 anos os dois países já tinha mais do que triplicado o PIB e estavam se tornando grandes potências. Tudo isso, graças, claro, a uma cultura vivaz e um tenaz desejo de evoluir. E eles também tinham excelentes escolas, o que tornou possível a profissionalização e criação de mão-de-obra qualificada. Como que um país que tem 23 vezes menos território do que o Brasil, como o Japão, pode ser a segunda maior economia do mundo? Como que a Suíça, tão discretamente pode ser um país melhor para se viver do que o Brasil? Sendo que temos muitas riquezas naturais, mais território, mais habitantes e praticamente tudo para sermos uma segunda ou até primeira potência mundial?
        Eu sei que existem muitos ‘esquemas’ de votação no governo, e que se você não tiver o rabo preso, não consegue o necessário para ter seus projetos aprovados. Mas isso é como hoje funciona. A minha pergunta caberia mais como: Você acha que só mais escolas competentes mudariam a cara do Brasil? Ou talvez uma reforma econômica aliado a boas escolas?
        Seria possível acreditar nisso? Ou estamos fadados a simplesmente seguir o curso do rio e aceitar a inércia do sistema nos obrigando a viver mediocremente?

        • romacof Says:

          Jesiel! Somos obrigados a acreditar e esperar uma lenta e gradual mudança como reflexo de uma evolução democrática. A meu ver poderíamos acelerar o processo com uma reforma política. A econômica é quase uma conseqüência. O país não para não é por que os políticos o impulsionam. Ele não para por que isto não é interessante para a iniciativa privada. A reforma política pode ser dolorosa, como acontece nos lugares em que o povo acorda abruptamente para a realidade de sua própria força. Mas a história tem nos mostrado que este acordar cruento costuma descambar para a anarquia, e como não há a anencefalia política abrem-se as portas para alguma variante fascista, onde até se argumenta que as regras totalitárias são uma etapa em busca da utopia idealizada. A reforma política pelo processo democrático não interessa muito aos políticos atuais, pois ela abalaria os alicerces dos feudos partidários que chantageiam o governo em troca de apóio. Nesta reforma vejo duas possibilidades: a primeira é diluir o poder no parlamentar diminuindo sua representatividade pelo voto distrital. Os grupos menores tendem, embora isto não seja uma regra absoluta, a escolher representantes que espelhem melhor, e de forma mais séria, a média do pensamento das comunidades. E os seres humanos, na média, são pessoas boas quando se relacionam com seus semelhantes (e agradeçamos aos deuses hipotéticos a hermética ignorância sobre o fedor de nossas almas!). Não poderemos impedir que conluios palacianos se formem a posteriori, mas, poderemos “cuidar com carinho” de nossos eleitos, nas reeleições, caso ele não tenha se comportado como representante da consciência do grupo. A segunda é concluir que o senado deixou de ter um significado. Afinal, esta segunda câmara representava a elite, e o conceito de elite é exatamente o que deve ser extinto no sistema democrático. Como disse anteriormente isto não deve ser muito agradável para políticos que priorizam a votação de seus próprios salários e dormem e acordam com o pensamento voltado para os métodos de perpetuação do status quo.
          Outra forma, não divorciada da reforma política, de mudar a cara do país, seria transformar o magistério numa profissão respeitada. Querer ensinar, e, saber ensinar, deveria ser tratado como um achado dourado. Um governo que atira jóias na lama não vê o povo como o corpo de uma nação e só está preocupado como próprio umbigo. Acredito que se houvesse uma mudança radical agora entraríamos o século 22 como uma terra quase abençoada. Haverá professores relapsos? Com certeza! O que faríamos com eles numa escola particular? Estabilidade pública é um premio elaborado para os que aspiram alcançar a inutilidade e desprezam os que pagam os seus salários. Piada paralela à imunidade parlamentar. Mas, como se vê, terminando de dar o nó no assunto volto à primeira sentença: Somos obrigados a acreditar e esperar uma lenta e gradual mudança que reflita uma evolução democrática.


  4. Então acabamos nos resumindo na educação da população. População educada garante um futuro próspero, correto?
    Vamos ver se entendi. Sempre se houve dizer que a união faz a força, mas só isso não basta para mover um país. Porque pelo que eu entendi, se a população entender que tem força e depor o estado o resultado é sempre desastroso, como a história conta. E se algum representante do povo resolver fazer algo para a população o resultado é totalitarismo, ditadura, poder centralizado em uma só pessoa, que com o tempo esquece das necessidades do povo e só pensa nos próprios interesses.
    Que teremos conluios palacianos, professores relapsos, corrupção, eu não nego. Eu sei que nem os melhores países estão livres de problemas. Mas o que mais deixa indignação é que sabemos que podemos ter uma condição melhor e uma melhor expectativa de vida, mas por desleixo de nossos representantes temos que nos contentar com uma evolução lenta e chula, às vezes.
    Deixando a ditadura de lado, golpes de estado e utopias, a melhor coisa a se fazer é diminuir o poder dos parlamentares e concentrar o poder mais próximo do povo. Isso seria ‘dividir’ os estados e deixar a administração para cada qual cuidar, como os Estados Unidos da América? Me desculpe, mas não sei como chama esse processo. Eu até sei que já existiu, ou ainda existe, um movimento como esse, mas não consigo me lembrar o nome exato. Basicamente seria o que cada estado produz, fica para o próprio estado, ao invés de ir para o governo central para depois ser distribuído. Essa seria uma boa forma?
    Diluir o poder do parlamento e diminuir sua representividade pelo voto distrital parece soar bem, mas muito improvável, uma vez que quem decide essas leis são os próprios políticos, já que isso não é nem um pouco atraente a eles. Talvez se os magistrados forem valorizados e tivermos paciência para esperar a lenta evolução da democracia, em 100 anos teremos um país que daria inveja. Mas quem vai começar isso? Quem vai valorizá-los?

    • romacof Says:

      Jesiel! Vai ser lento! Mas pode mudar! Sinais disto – e espero não estar enganado – podem ser lidos no último post – e em todos os editorais dos meios de comunicação jornalísticos do país. Não seria muito agradável broxar nesta hora e nesta idade. Esperamos que o movimento iniciado aponte para frente e para cima, num infame mas irresistível paralelismo!


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