Você Já foi visitado por um recenseador? (Alguma vez na vida?)

Um dia você para e observa que há coisas que parecem estar acontecendo com todo mundo, menos com você. Foi o que aconteceu comigo. Há um censo em andamento. O 6º desde que nasci. Para todos os efeitos, se as informações colhidas pelo censo são relevantes, eu ainda não existo. Pelo que constatei, eu e muitas outras pessoas. Há propagandas na TV. Há informações detalhadas no site do IBGE. Há um pequeno exército nas ruas colhendo dados em todo o país. Ou não? No entanto nunca fui visitado por um recenseador. Nem em casa e nem no trabalho. Nem agora e nem em toda a minha vida. Fiquei curioso e resolvi ligar para dez pessoas. Nove me disseram que nunca haviam sido visitadas. Uma me informou que se lembra de ter respondido a um questionário em 1991. Perguntei para mais dez durante os seus atendimentos no consultório. Uma me disse que uma pessoa esteve em sua casa e perguntou quantas pessoas moravam ali e quantos banheiros havia na casa. Todos os outros se encontravam na mesma situação que eu. Claro que a minha amostragem é insignificante ao lado da população do país. Então eu pergunto: Você Já foi visitado por um recenseador? Alguma vez na vida? Na verdade o censo está acontecendo! Ou não?

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8 Comentários em “Você Já foi visitado por um recenseador? (Alguma vez na vida?)”

  1. Franci23 Says:

    Bom aqui eu recebi a visita de um recenseador que no minimo me achou estranho já que perguntou se a minha mulher era mulher mesmo, fui obrigado a responder que até ontem era, hoje ela pode ter mudado de ideia, vai saber né?!

  2. Jaime Says:

    esses tempo já fiquei feliz por entrar nas estatísticas…. sempre via x% são desempregados… y% são casados, ou corintianos, ou já roubaram ou traíram… e eu nunca me encaixava numa estatística… e pensava “será que existo?”.. então esses dias saiu um estudo que disse que dinheiro traz sim felicidade e que “ela” custa 130 mil por ano. e pensei… “ufa… ainda bem que eu existo”… fiquei feliz por não ser feliz mas existir”

    • romacof Says:

      Na verdade existe um estudo preciso sobre o custo da felicidade. Atualmente o valor MÍNIMO está orçado em exatamente R$ 133.316,25 anuais. Claro que o valor máximo não existe. Pessoalmente gosto de pensar em algo maior. Pois o valor mínimo está se mostrando insuficiente. O tempo se encarregará de provar este meu ponto de vista. Aguarde.

  3. Titi Says:

    Analisando com mais precisão eu chego a conclusão que a maioria do povo brasileiro ficaria muito “feliz” se chegasse a 10% deste valor por ano, no entanto os jogadores de futebol e os políticos não precisam esperar o balanço anual para serem felizes, já ficam muito felizes no primeiro mês do ano.

    • romacof Says:

      Com 10% você fica feliz 10% do tempo. Depois já começa a ter uma coceira desagradável. Com o seu cálculo chegamos a quase 1.111 reais mensais. Se você não paga um plano de saúde, não toma remédios permanentes, não janta fora, não tem um filho na faculdade, não paga a prestação de um carro, não economiza para um dia construir uma casa, não tem uma doença cara, e não envelhece, esta quantia pode ser suficiente. No momento em que você transformar qualquer um destes “nãos” num sim a coisa começa a apertar. É claro que políticos, jogadores de futebol com bons empresários, e juízes (não podemos esquecer deles – tão preocupados em aprovar a lei da ficha limpa) não têm as preocupações dos mortais comuns. Por falar em ficha limpa você sabe por que eles não aprovam? Para não diminuir a fonte de renda!

  4. Li Says:

    Por incrível que possa parecer,depois de uma vida inteira(51 anos)descobriram que eu existo,que não sou fantasma.

    Pedi que meu marido fosse responder as perguntas.
    Porque desconfiei que seriam muito importantes.
    E eram,rs.

    Um amontoado de besteira,pode ?

    • romacof Says:

      Depois do post o censo passou aqui em casa e falou com minha esposa. A menina perguntou quantas pessoas moravam na casa e quantos sanitários nós tínhamos (endossando a informação que um paciente já havia me dado – deve haver uma preocupação no governo sobre a nossa capacidade de cooperar se formos convocados para uma mega-cagada geral). Não quiseram saber quantos metros de papel higiênico nós gastamos por mês, se a cordinha da descarga rebenta com facilidade, se nós reaproveitamos os pedacinhos de sabonete e se compartilhamos a escova de dente. Totalmente sem senso este censo!!!


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