A nossa amnésia e o berço do terrorismo!

 … Bush filho pegou um pouco do petróleo, pois havia bastante por lá, matou 5 mil americanos e 100 mil iraquianos, e desmontou o Iraque que vinha sendo construído desde o tempo dos Sumérios, há 5 mil anos.

Anteriormente as famílias Bush e Laden faziam negócios e tomavam chá. Enquanto chupavam um petróleo aqui e outro lá as crianças jogavam “War”. No fim dos anos setenta os soviéticos invadiram o Afeganistão com a desculpa de apoiar o governo local. Os Estados Unidos mandaram armas e dinheiro para os rebeldes afegãos para manter o “equilíbrio” na Guerra Fria. Entre esses últimos estava o jovem Osama Bin Laden, que já tinha recebido um cartão vermelho no Sudão por ter investido toda a sua grana num negócio mal visto chamado terrorismo. Ele sofria (e sofre, pois possivelmente ainda esteja vivo) de uma obsessão chamada Jihad, ou “cruzada” islâmica. Quando os soviéticos saíram do Afeganistão em 89, já que aquela guerra sem sentido estava dando um descomunal prejuízo – tanto que foi uma das causas da queda do regime comunista – Bin Laden, transformado num rebelde sem causa, montou uma empresa de terrorismo chamada Al-Qaeda, e se ofereceu para bater em Saddam Hussein que em 90 havia invadido o Kuwait. Bin Laden não ia com a cara de Saddam por motivos religiosos. A justificativa fundamentalista era que o ditador do Iraque não respeitava os ditames do islamismo e estava ocidentalizando o Iraque. Que tragicômica ironia! Mas a Arábia Saudita, o principal país muçulmano vizinho dos kuwaitianos, não aprovava as técnicas utilizadas por aquele rapaz que se apresentava como diretor da Al-Qaeda. E, embora ele fosse saudita, preferiu os serviços dos Estados Unidos, que tinham um canhão mais grosso. Dizem, não oficialmente, que eles também já estavam com a mangueira na mão, de olho no petróleo da região, mas isto já é outra história. Entre não gostar de Saddam e odiar o Tio Sam, Osama fez uma rápida escolha. Os cidadãos muçulmanos comuns, que não apreciam os métodos de Osama, herdaram um exército de guerrilheiros desempregados com o fim do confronto entre os Estados Unidos da América e a falecida União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Estes caras foram treinados durante a vida toda para terem, como única razão de viver, uma fé religiosa sem questionamentos de nenhuma espécie. Nenhum argumento vai impedir que esses fanáticos continuem a querer o fígado de alguém em nome de Allah, que, aliás, é o mesmo Jeová, mas o pessoal ainda não parou para pensar muito nisso. Nem lá e nem aqui. Utilizando este fiel material humano cego a empresa Al-Qaeda administrou e executou vários atentados terroristas, mas seu maior sucesso foi a queda do Word Trade Center quando matou 3 mil pessoas que tiveram o azar de estarem por ali em 11 de setembro de 2001. George W. Bush, indignado e deslumbrado como o poderoso dono do mundo livre, lembrou dos lúdicos momentos que passara com Bin Laden, e passou a caçar o ex-amiguinho de infância em seu quintal, nas montanhas do Afeganistão, onde vivem os Talibãs. Como não o achou, lembrou que um dia papai Bush havia dito que talvez Saddam Hussein tivesse um pum químico mortal, e já que o Iraque era ali perto, para não perder a viajem, invadiu aquele país. Assim Bush filho pegou um pouco do petróleo, pois havia bastante por lá, matou 5 mil americanos e 100 mil iraquianos, e desmontou o Iraque que vinha sendo construído desde o tempo dos Sumérios, há 5 mil anos. Finalmente Bush prendeu o Saddam e o enforcou em 2006 em Bagdá. É bom que se diga que ele não tinha nenhum pum químico mortal. Enganos da vida. Hoje Bush anda a cavalo em seu rancho no Texas enquanto escreve um livro. Osama compra uma arma aqui e outra ali e escreve um livro enquanto espera para ver se fede mais este angu entre os Estados Unidos e o Ahmanijedad. E o pastor americano Terry Jones, um fundamentalista cristão que queria queimar um livro, o Alcorão, voltou atrás depois de receber um párate-quieto do governo. Embora, como sabemos, a cagada já tenha sido feita. Coisas da vida.

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