Pongo (5 de 8)

(Se você quer saber como começou esta história clique aqui e vá para o 1º capítulo.)

Pongo disse assim que me viu: “Onde nós estávamos? Ah, me lembrei. Eu ia lhe dizer quem é o dono da verdade!”

 “Exatamente!” Concordei.

“Você sabe…” Continuou ele. “… que corremos o sério risco de  pisar no calo de alguém e sermos amaldiçoados, ou quem sabe até apedrejados!”

“Não corremos esse risco… nossa conversa é privada; não há como os outros saberem!” Disse eu.

“Não trouxe o gravador?”

“Não.”

“Trouxe sim!”

“Já disse que não! ora bolas”

“Trouxe o que está entre as suas orelhas… conheço bem vocês humanos… qualquer dia você resolve por no papel a nossa conversa e adeus privacidade, o anonimato já era, isso aqui vira uma zorra. São capazes de me mandarem pro Borneo…”

 “Não seja melodramático, Pongo! É impressionante como você usa de subterfúgios para encompridar uma conversa e fugir da objetividade.” 

“Está bem!” Concordou ele, e rindo começou seu jogo favorito: cruzar o significado das palavras: “Vou dizer quem é o dono da verdade: ninguém é dono da verdade! Ou seria melhor dizer: a verdade não existe como algo que possa ser definido por alguém. Ou de outra forma: a verdade, existindo ou não, não pode ser equacionada por ninguém. Logo: ninguém é dono dela! Tentar se apropriar de algo que não pode ser conceituado, ou tentar tomar para si o poder decorrente de um conhecimento que não existe é um crime. É uma tentativa de iludir, de ludibriar, de mistificar um falso saber, é uma maldade perpetrada contra a centelha de fé alheia, principalmente dos mais simples, dos mais crédulos, dos mais inocentes, e dos mais desprotegidos. Tomar para si um poder que não existe, e colocando armadilhas mágicas no caminho, é como matar um filhote indefeso, que está aprendendo a andar por esse caminho. Aqueles que têm a consciência de que a verdade não pode ser conceituada deviam tentar proteger os menos dotados de entendimento. Deviam permitir que essas pessoas procurassem a verdade, mas não podem dizer: essa é a verdade.”

 “Percebo que você está falando especificamente da verdade preconizada pelas religiões humanas!” Afirmei mas querendo que ele tomasse como uma pergunta.

 “Os humanos são muito imaginativos e fantasiosos. Bastou que um raio caísse e incendiasse uma floresta para que aquele evento fosse atribuído à ação de um ser superior que mora lá, depois do rio, depois da montanha, depois do mar, depois do fim do planeta, e assim por diante. Aquele que dominou o fogo caído do céu, ou o produziu pelo atrito, passou a ser o guardião do fogo, o representante do ser superior aqui na terra. Quando o fogo se popularizou foram utilizados outros e outros fenômenos para servirem de inspiração e mistificação. Com o passar dos milênios, quando as forças naturais ganharam explicações, e as mágicas aparentes se esgotaram, restou uma cultura de crédulos, um deus a cada dia mais abstrato, e os donos da verdade. Mas, afinal, de qual verdade estamos falando? Estamos falando da verdade, que, como todas as coisas, é discutível, mas não pode ser demonstrada. Da verdade tácita, secreta, silenciosa, oculta. Da verdade esotérica. Da verdade que não é detectável pelos meios sensoriais ou experimentais. Da verdade que depende da afirmação de um ponto-de-fé. Mas que é uma deturpação da fé. Os pontos de fé que permitem o domínio, a pressão pelo medo, a culpa forjada, e a prisão em regras dogmáticas.”

 “Você está negando a existência de uma fé verdadeira entre seres humanos?” Perguntei eu.

“Dizer que há uma fé verdadeira é um contra-senso.” Respondeu Pongo. “A fé é uma descoberta pessoal. Eu tenho a minha. E ela responde a todas as minhas questões. E se alguém me seguir procurando se encontrar nas respostas que minha fé me fornece estará irremediavelmente perdido, pois a minha fé só responde às minhas perguntas e às de mais ninguém. Como eu não sou o dono da verdade eu não posso dizer que a minha fé é a verdadeira. Ela serve pra mim. Dizer que a fé de alguém é a verdadeira é o mesmo que dizer que a fé de todos os outros indivíduos é falsa. O que precisa ser verdadeiro não é a fé, mas a procura, o entendimento, e a escolha de um caminho. Dizer: Eu tenho fé! é um direito de qualquer um. Embora saibamos que quando um ser humano diz que tem fé ele, na verdade, está se referindo à crença, sem objeções, na existência de um ser superior, criador de todas as coisa, onipresente e onisciente.  As religiões, a grosso modo, procuram ensinar aos seus crentes que é necessário ser uma pessoa do bem para que o deus daquela religião fique feliz com os atos daquele crente e ele venha a ser merecedor de uma prazerosa vida após a morte, como uma espécie de mérito adquirido por ter feito o bem. Nós sabemos que há inúmeras distorções e interpretações possíveis sobre esse modo de pensar. Mas, levando em conta a diversidade de personalidades existente na espécie humana, não podemos dizer que esses artifícios estão errados. A meu ver, de uma forma torta, eles chegam a um resultado parcial satisfatório enquanto ficamos a espera de que um dia os humanos entendam o que realmente interessa. As demonstrações coletivas de fé existem como somatória das múltiplas manifestações individuais de fé, sob indução de um apelo coletivo, por contigüidade, e por emotividades direcionadas segundo uma sistemática tornada culturalmente comum dentro de uma determinada doutrina.”

“Você está reafirmando que a fé humana é equivocada.” Reclamei eu.

“É um equívoco cultural. Um dia os seres humanos passarão a entender que é preciso ter fé no caminho e não num ser misterioso. É necessário olhar para a frente e perguntar: o que eu posso fazer para que o universo evolua? Se você ficar acreditando que tudo já está predestinado pela vontade de um ente superior e nós só temos que procurar andar razoavelmente na linha, para não cairmos num caldeirão fervente, não aprendeu nada. E mesmo a fé humana, quando ocorre em conseqüência de uma conclusão mística solitária, porém produtiva, é algo raro, e a sanidade daquele indivíduo, aos olhos dos demais humanos, é posta sob suspeita.  A fé que os humanos chamam de fé além de cega olha para o outro lado. Deveriam dizer: “eu tenho fé porque fui educado numa cultura que se baseia na fé.” A grande maioria dos humanos deveria dizer “eu acredito, mas eu realmente não tenho fé”! Acreditar, no máximo, é ter fé por empréstimo, mas não é fé. Ter fé é como amar. Quem ama sente, e seu sentimento permite que ocorram ações positivas decorrentes do ato de amar. Amar é a conseqüência de um conjunto de fatores endócrinos e neurológicos que colocam o indivíduo num estado alterado de percepção. Quem ama vê o seu amor como algo único e palpável. Quem não ama olha para quem está amando e até o compreende, mas é incapaz de sentir o sentimento do outro. Para quem não ama o amor não tem substância embora o amor dos outros possa ser conceitualmente aceitável. O conjunto de fatores que determina a fé se assemelha com o conjunto de fatores que determina o amor. Até mesmo os que dizem que têm fé, mas apenas acreditam, conceitualmente aceitam a fé dos outros como sua, mas neles o processo inexiste. Da mesma forma que não é possível você dizer “eu estou amando porque estou junto dessa pessoa que está amando,” é impossível dizer e crer na afirmativa eu tenho fé porque estou junto dessa pessoa que tem fé.” A seguinte mágica tornou-se comum na espécie humana: onde aparecer alguém com fé, a inexplicável, a individual, a que existe para aquele indivíduo em conseqüência de um insight não mensurável, um conhecimento puro de qual é o caminho, surgirá um grupo de crentes, e entre eles um grupo de espertos, e entre os espertos alguém que perceberá que ali há uma possibilidade lucrativa, e esses espertos tomarão para si a propriedade de uma verdade, que nem a pessoa com a fé apregoa, se realmente for uma fé real: desprendida, sem pretensões, e insana… como o amor. O amor é louco. A fé é louca. Ambos são transcendentais. São experiência únicas e exclusivas quando verdadeiras. Não há verdade nelas. Não há verdade no amor ou na fé. Quem ama ou quem tem fé não está tentando dizer este é o amor verdadeiro, ou esta é a fé verdadeira.” Quem ama ou tem fé tem sua realidade alterada. Estas pessoas não estão aqui. Elas vivem num mundo de loucura e isso lhes basta. Elas só querem amar ou elas só querem viver a sua fé. O amor ou a fé quando surgem em mentes normais são loucuras positivas e produtivas. A fé humana, quando ocorre em mentes doentes, se transforma em manifestações da esquizofrenia. Quando o indivíduo é dotado de uma mente sã, mais cedo ou mais tarde ele vai ver que há um caminho, e então ele começara a andar por esse caminho. E isso é o que basta. Tentar ensinar aos outros o caminho é quase uma grande perda de tempo. Poderá tentar mostrar, mas ninguém vai ver. Mas os espertos surgirão dizendo que estão vendo e logo montarão uma barraca a espera do lucro.”

“Nos seus argumentos você quase afirma que as religiões são um mal necessário!” Disse eu.

“E são.” Respondeu Pongo. “O fato é que os mercadores se apresentam como proprietários da única e verdadeira fé. Dizer: Eu sou o dono da verdade!” quando não se pode dizer o que é isto, do qual se é dono, deveria ser considerado um crime contra a humanidade. É uma tentativa de criar uma aura de poder para si. É dizer: “Eu tenho algo que só eu sei o que é, e esse saber me coloca acima das pessoas comuns.” Nesse ponto, se você for ateu, não diga nada. Você não acredita em nada mesmo! Apenas siga a lógica do seu não-acreditar, pois se você não foi informado fique sabendo que é impossível provar a inexistência de seja lá o que for. Se alguém afirma que deus não existe por que perde tempo negando algo que não existe? Seja mais produtivo. Vá estudar. Vá ensinar. Vá experimentar. Vá filosofar. Vá pescar! No ângulo oposto do ringue nós temos os teístas. Se você acredita em um deus todo poderoso que está em algum lugar, ou em todos os lugares, e que fiscaliza e pune os homens quando eles pecam, ou os ama incondicionalmente, ou condicionalmente, conforme o manual adotado, não cometa o pecado de tomar para si a propriedade dessa verdade. Não é necessário ensinar aos outros que eles precisam de uma criatura cósmica indefinível, que cozinhará a consciência deles se certas regras não forem obedecidas. Não assuste as crianças com a história do bicho-papão. Não ensine aos crédulos que há um ser celestial todo bondade que tem um sócio todo maldade que mexe eternamente um caldeirão fervente a espera dos pecadores. Não crie paradoxos morais ensinando que a definição de pecado é circunstancial: “não mate, a menos que a guerra seja santa, não roube, a menos que seja para dar para a igreja, e não fornique, a menos que seja para gerar mais fiéis“…”

“Mas isso não verdade!” Reclamei

Pongo pareceu surpreso e disse: “Mas foi isto que os cruzados fizeram por ordem de um dono da verdade que se auto-justificava como sendo inspirado por uma pomba do conhecimento! Atravessaram a Europa, mataram homens, mulheres e crianças pelo fio da espada, cantando não matarás”, só por que o deus único daquelas pessoas tinha outro nome. Pilharam a terra delas cantando “não roubarás” e transformaram a cidade do dono da verdade deles numa potência econômica até os dias de hoje. E pelo caminho fornicaram com todas as mulheres do próximo cantando “não cobiçarás a mulher do próximo, e deixaram para trás um fértil rio de esperma. E do outro lado, em nome do mesmo deus único, que eles chamam por outro nome, os do outro bando fizeram as mesmas barbaridades justificáveis pela santidade da guerra. Todas em nome de Deus. Se eu fosse um teísta não conseguiria encontrar nenhum pecado maior.”

Pongo fez uma pausa, mas, como eu não retruquei, ele continuou: “Ensine aos outros que eles precisam ser bons, altruístas, caridosos, gentis, ou qualquer outro nome que se use para definir uma pessoa como sendo do bem, simplesmente por que isso lhes fará bem. É lógico fazer o bem. É lógico ser um bom exemplo para os próprios filhos. É lógico ser participativo e cooperativo em sua comunidade porque ali estão as pessoas com quem você convive e divide o pedaço do planeta que está usando. É lógico ser alguém que constrói assim como não é lógico ser alguém que destrói. É lógico ser alguém que sente prazer em salvar uma vida assim como não é lógico ser uma pessoa que sente prazer em matar alguém. Não é necessário o policiamento de nenhum deus para fazer o óbvio. Se você quiser ser bom para ser merecedor do bem que os seus companheiros, em retribuição, farão a você um dia, de uma forma bem egoísta e interesseira, mesmo sendo essa uma forma desleal de ser bom, seja bom assim mesmo. Isso é bom para os outros. Talvez não seja bom para a sua consciência, mas será bom para a somatória das ações da humanidade como espécie. Todos estarão seguindo o caminho. A existência de um deus correlacionada com a necessidade de fazer o bem é injustificável sob qualquer análise. Você necessita que exista uma criatura superior que tudo vê e tudo sabe para que você faça o bem? Você só fará o bem mediante a promessa de uma premiação posterior? Se não existir um deus você se sentirá liberado para vomitar todo o seu lado animal que foi mantido oprimido e enganado?” 

Pongo suspirou e deu continuidade a seu discurso: “Assim como provar a inexistência de deus é uma impossibilidade, provar a sua existência também é.  Mas, se ainda assim partirmos do princípio de que existe um deus, que faça parte desta verdade impossível de ser definida pelos seres humanos, isso não fará nenhuma diferença para as obrigações éticas e de consciência que vocês têm para com os seus semelhantes. Vamos imaginar uma cena: este deus conceitual chega um dia e diz: “Vejo que vocês são gente boa. Eu sou o deus que criou esta porra toda que está por aí. Façam bom proveito e ensinem aos outros que ainda não nasceram que o caminho é exatamente este, seja lá o que signifique este caminho para vocês!” Alguém poderá gritar: “Mas, Senhor! E nós, os pastores, os donos e protetores da verdade, o que nós faremos agora, o que será de nossas ovelhas?” E esse criador hipotético, passando casualmente por aqui em sua longuíssima viagem, seguindo seus insondáveis desígnios, absolutamente incompreensíveis para as fofinhas e ignorantes criaturas humanóides a sua volta, poderá dizer qualquer coisa mais ou menos assim aos donos da verdade: “Misturem-se com os outros. Não percam tempo tentando entender a verdade. Só eu posso entendê-la. E, principalmente, não se apropriem dela. Na melhor das hipóteses isto é impossível ou inútil, e, na pior, prejudicial aos mais simples. Ah! larguem isto se pastores, pois não há ovelhas… que idéia!” Nos dicionários a isto se  chama agnosticismo. Viva o bem. Pois esse é o caminho e a única fé que interessa para qualquer espécie. Não tente dar ao bem uma justificativa metafísica, pois isso é absolutamente desnecessário, e absolutamente impossível. Já, simplesmente fazer o bem, é absolutamente possível e prático. Comece ontem. Nunca esquecendo que essa não é nenhuma verdade… e nem uma sugestão. É apenas uma constatação lógica. Se você crê em algo continue fiel a sua crença…  mas faça o bem, e deixe que cada um procure a sua verdade.”

 “Bastante ácida a sua opinião sobre as religiões!” Comentei

“Sou um macaco, não tenho religião, nunca tivemos um profeta, a natureza nos veste e alimenta, e nunca questionei a existência de um ser superior que nos tenha criado com um propósito específico. E não sou ácido. Só observo. Se eu disse alguma inverdade peço mil perdões. Não tive a menor intenção de ser ofensivo. E além do mais, se houvesse uma nova inquisição, com aqueles juízes compreensivos e imparciais, eu, tecnicamente, nem poderia ser julgado por algo que tivesse dito, pois eu não falo. Em tese eu sou um orangotango, esqueceu?”

“O que não deixa de ser uma mentira…” Disse. “… e eu poderia testemunhar que você disse barbaridades sobre a fé, as religiões, e sobre Deus.”

“Ah!” Sorriu Pongo. “Apenas por que eu vejo o avesso das coisas você me denunciaria? Já lhe passou pela cabeça que eu não negue nada disso, mas apenas veja o filme numa direção contrária? Já parou para pensar que se Deus não existe nós precisamos chegar até ele? “Mas como?” o Sr Homo dirá. “Como chegar a algo que não existe segundo sua própria demonstração, ô Pongo doidão?” Evoluindo! Responderia o orangotango. Iniciando e continuando uma transformação! Diriam em coro todos os Pongo. Cada vez que um ato é executado de forma positiva dentro do caminho, mais nós nos tornamos diferentes de um animal, mais nós nos afastamos do homem imperfeito, mais nós nos aproximamos da perfeição. Vocês foram educados a pensarem sobre vocês mesmos como criaturas moldadas do barro. Pois vocês são criaturas nascidas do barro. Nascidas das gorduras e das proteínas, das organelas e das simbioses, do DNA e das recombinações, da evolução e da procura pela complexidade, ao sabor da aleatoriedade que a natureza oferece, mas não há ninguém moldando vocês. Vocês já pararam para pensar que são vocês que podem estar moldando algo? A cada dia, aqui, logo ali, do lado de lá da galáxia, e em outra, e assim por diante, em um números estonteantes de possibilidades, seres inteligentes estão moldando do próprio barro de que são feitos, a lógica do caminho que anda para a frente? E depois, no final, num distante e hipotético encontro das partes, quem sabe teremos um deus? O início é o fim. O fim é o início. Esta coletividade psíquica resultante teria dimensões, localizações, e propósitos em nada diferentes das de qualquer ser celestial que a imaginação de vocês pode fantasiar. Nós continuaríamos sem poder explicar esse ser. Tanto quanto agora. Pois nós estamos presos no tempo, mas essa entidade absorveria o tempo e o usaria em qualquer direção, ao ponto de estar nascendo, sob nossa ótica, mas deixando em nós a idéia de que somos parte do processo. Isso, sem dúvida abriria as portas para uma grande dúvida. Quem é o criador? Quem é o indutor?”

 “Isto é uma loucura!” Arrematei.

“Loucura é o que dirá o inquisidor quando você me denunciar dizendo que ouviu tudo isso da boca de um macaco… chego a ouvir o crepitar da fogueira…” Riu Pongo.

Fiquei quieto por um minuto olhando para ele: “Deus estaria nascendo?”

“Hu! Hu! Hu!”

Qual é o limite da liberdade? Quem é o dono da razão? Para que servem as leis? E o que é ética? O ponto de vista de um orangotando sobre estas questões pode ser visto na 6ª parte de Pongo.

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2 Comentários em “Pongo (5 de 8)”

  1. Franci23 Says:

    Gostei muito da explicação sobre as cruzadas.

    • romacof Says:

      As palavras cruzadas são muito perigosas. Um diz: eu sei. Dois diz: vamos lá. Três diz: em nome do rei. Quatro diz: então vamos quebrar tudo. Cinco diz: ordens são ordens. E aí já fodeu.


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