Cogito, ergo sum. Ou inferir é existir…e se for uma bobagem é mais divertido.

Cuidado: o procedimento abaixo descrito pode ser considerado uma praxi-automedicação,  e como tal, com riscos potenciais, se aplicado sem orientação. Em caso de dúvida consulte seu médico.

Li no Crônicas Urbanas uma moda terapêutica de uma loja chinesa onde as donas de casa podem descarregar (ou demonstrar?) os estresses da vida. Interessante. E naquelas inferências, de que só os orangotangos são capazes, me veio um significado de terapia aplicável, também, aos donos de casa, já que, me pareceu, fomos descriminados na notícia postada pela Mônica. Vejam bem o rolo que as ilações causam entre a esponja e o sabão:

Quando falamos em quantidade de memória em computação utilizamos uma unidade chamada Byte (leia-se baite, onde a maiúscula inicial é convencionada), que é um número binário de 8 bits (leia-se bits). Um bit pode ter dois valores: o um e o zero (ou, o verdadeiro e o falso, ou, o ligado e o desligado, ou, um pra cá e um pra lá,ou, o há e o não há, e assim por diante, mas isto não interessa nem um pouco para o que estávamos falando). Um Byte possui oito bits cada um porque para os computadores a representação de 256 números binários é suficiente quando se utiliza os códigos adotados na construção dos programas e nas operações entre os hardwares. Quando a quantidade de memória foi crescendo foi necessário dar nomes a certos bois que surgiram pelo caminho a partir da progressão inicial. Vejam só:  8, 16, 32, 64, 128, 256, 512, 1024, em que estes 1.024 Bytes (8.192 bits), se diz que são iguais a 1 Kilobyte, 1.024 Kilobytes são iguais a um Megabyte, 1.024 Megabytes são iguais a um Gigabyte, e 1.024 Gigabytes são iguais a um Terabyte, (que por sua vez é igual à 8.796.093.022.208 bits, para o purista que quiser conferir etapa por etapa), e, como todas as outras coisas deste tipo, cabe aqui um “e assim por diante”.

Mas a importância destes detalhes só não é insignificante, frente ao assunto que quero demonstrar, porque há um paralelismo entre a terminologia utilizada e a ilação aventada no início: a necessidade dos homens (de casa) também terem um processo de descarrego de estresse.

Tenha uma família grande, digamos dois filhos e duas filhas, e em conseqüência duas noras e dois genros. Acrescente, obviamente, uma esposa, e , digamos, três netas. Tenha um fim de semana agradável em família, com muitas piadas, pizzas, refrigerantes, conversas, comilanças, e uma montanha de louça para lavar. Olhe para a pia. Estremeça. Ninguém se candidata para enfrentar aquele monstro. Você, homem, pai de família, resolve tomar a iniciativa. Você, munido de esponjas, panos e sabões, vai, calmamente, terraplanando aquele acidente geográfico descomunal.  Sem quebrar nada. Sem atirar nada pela janela. Deixando tudo impecavelmente limpo e arrumado. Isto leva de duas a três horas. Você venceu a pia!… Não!  Aquela megapia! Uns dirão: era uma gigapia…! Agora você já concluiu. O que você fez foi uma Terapia.

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9 Comentários em “Cogito, ergo sum. Ou inferir é existir…e se for uma bobagem é mais divertido.”

  1. Monica Says:

    essa é uma terapia que só dá pra encarar no final de semana e olhe lá. No dia-a-dia é dureeeza… 🙂
    Mas de vez em quando (e eu acentuo bastante o de vez em quando) o trabalho doméstico pode mesmo ser terapêutico!

  2. romacof Says:

    Mônica! Você conseguiu fazer o comentário mais rápido do que a minha postagem re-reeditada. Se fosse copa seria o gol mais rápido da história. Obrigado pela visita Sra Flash.

  3. Franci23 Says:

    Esse é um tipo de terapia que prefiro evitar, por isso, prefiro o stress e os pequenos bits de losa, uma kyllopia por exemplo esta bom.


  4. TERApia foi um trocadalho infome, hein?

    Só pra avacalhar, vou postar propaganda. 🙂

    Tudo isso acontece porque o pessoal não me ouve.

    Eu já expliquei o que fazer. Aqui:

    http://arthur.bio.br/2009/12/01/domesticidades/troque-a-maquina-de-lavar-louca-por-uma-lavadora-de-alta-pressao

    🙂

  5. ( Li ) Says:

    Gosto de lavar louça,lavo rápido e bem,rs.

    Gosto de arrumar gavetas,especialmente, em dias de chuva.

    Aprendi com um tio turco que, quando uma pequena multidão produz uma pequena montanha
    de coisas sujas,uma pequena multidão se une e
    em segundos está tudo lavado,seco e guardado,rs.

    Sou gaúcha e minha família sempre gostou de mutirão,rs.


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