Uma experiência conveniente!

Tudo tem uma finalidade! Embora esta frase pareça um início apológico em defesa da existência de um propósito universal quero deixar claro que meu posicionamento é de que todos os indícios apontam para um acaso evolutivo que, um dia, pode até achar um propósito. Mas isto é outro papo! pois a primeira frase se refere a motivos bem mais triviais.

Outro dia um pequeno diálogo hipotético, entre um mano ligado e um mano desligado, rolou em uma conversa informal. Um interlocutor, digno de confiança, achou uma graça imensa e me encorajou a tentar investir naquela forma direta e simples de comunicação.

Fiz um post  com aquele pequeno diálogo, e depois, tomado pelo prazer que o jogo com as palavras proporciona, resolvi reviver uma velha história  verídica , e outra que Bidu me contou, estas com pequenas distorções que os meios públicos exigem. (Só acho interessante esclarecer que o Fino e o Coisa-Torta são reais). Dos outros três  postados, até agora, dois são invencionices adaptadas das notícias (que espero sejam verdadeiras) tão gentilmente jogadas na minha porta, todos os dias, pelo entregador de jornal. Já o “É o fim da coisa”, é uma bobagem conspiratória. E, cioso, postei um a cada dia, para fazer uma experiência de comunicação.

Nesta semana o blog recebeu 114 visitas. As estatísticas do wordpress também me informam que recebi 7 comentários. Com exceção da bobagem, que recebeu 10 comentários (metade dos quais foram meus), e uma das invencionice que recebeu 3 comentários (dois quais um foi meu), os demais posts foram sumariamente ignorados pelos meus 6 (seis) “fieis” comentaristas.

Alguns comentários receberam premiações pelo ineditismo ou pelo merecimento.

O Oscar de síntese  vai para … Arthur! Quem conhece o Arthur sabe como deve ter sido difícil o esforço dele para produzir esta pérola lacônica. Valeu Arthur! Espero que a qualidade de meu post tenha, de alguma forma, contribuído, e, minimizado sua extenuação pletórica. O outro comentário do Arthur foi um semi-deboche mas este foi desclassificado pela comissão de trollagem! (Nos dedos!)

O prêmio pelo esforço e tenacidade e empenho e amizade e falta-do-que-dizer-mas-vou-dizer-de-qualquer-forma para não perder o amigo vai para… Alan, autor de 4 dos 7 posts recebidos (uma fenomenal e inalcançável marca de 57,14%). Tudo de bom pra você, Alan, que as musas rebolquem em seu tálamo (em todos os sentidos que o Aurélio me forneceu)!

O Jaime  não deixou seu comentário (o que é uma pena, pois seria premiado, com certeza, na categoria modéstia, mas não posso deixar de cita-lo pois ele fez o favor de mo-dize-lo pessoalmente (o que gerou um outro pequeno diálogo que aqui transcrevo): “Olha que eu sou prolixo… mas ficaram confusos.. não consegui atingir o teu nível de prolixidade” // Mas são diálogos simples, diretos, entre pessoas comuns…! // “Ah! Então deve ter sido por isto! …não atingiram o meu nível de complexidade!”

Lindo! Cada um deve conviver com os monstros que criou!

O premio de melhor texto, estupendamente dando a impressão de que houve interesse pelo post (menção de começo, meio e fim), vai para.. (tchã-tchã-tchã-tchãããã)…Mauro Camargo . Mauro Cesar Bruginski Camargo, como uma bala perdida (aliás, você me deve um autógrafo) atingiu meu coração. Fiquei sensibilizado, cara!

Para os outros, todos! (inclusive a Mônica e o Franci23)  nem vou dar meu oi. Mamãe não conta porque ela disse que não iria comentar se eu escrevesse sobre pornografia e política, que segundo ela são a mesma coisa.

Conclusão da experiência: meu interlocutor (citado no início do post) talvez não seja tão assim de confiança.

Observação: claro que já comecei outra…!

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8 Comentários em “Uma experiência conveniente!”

  1. Jaime Says:

    De contra feita, nesse o primeiro coment foi meu. Então, vamos ao comentário: primeiro, veja que não fui modesto (“Ah! Então deve ter sido por isto! …não atingiram o meu nível de complexidade”). 2, meus “coments” são “bostados” (isso, com B) de maneira diferente. 3, se falta de coment for motivo de preocupação estou fodido, pois no meu blog custa a aparecer um, e, mesmo torcendo para que as pessoas o visitem, uso como persuasão íntima o fato de “é para mim e mais uns dois que escrevo mesmo” – já que, quando não podemos fazer ou pensar em algo, pois o algo vai contra uma de suas convicções, arrume uma desculpa íntima para fazer de cabeça limpa aquilo que o seu lado objetivo abomina – como receber propina ou desviar dinheiro público, os caras não se fodem pois estão de cabeça limpa, ou seja: se estão lendo meus posts, ótimo, se não estão, fodam-se, pois não quero que vejam mesmo. Agora, sobre os “diálogos”, há um conflito entre “sistemas finitos e infinitos” (objetividade e prolixidade), e nesse, veja bem, NESSE APENAS, ainda não descobri a dinâmica que faça os dois sistemas interagirem, mas vou pensar em algo, buscarei em geometria, análises combinatórias, ou ler mais vezes, não sei ao certo. Mas, se a moral é entender, sobre meu texto “Análise”, onde podemos chegar? segundo minha “constatação”?

    • romacof Says:

      Eu sei que você não foi modesto! Foi uma denominação por antonímia.*** Gostei de bostados! *** A falta de comments não é uma preocupação mas, além de uma constatação experimental, um motivo para um novo post e linkar os amigos (a propósito, se meu objetivo fosse escrever só para mim eu não estaria escrevendo em um blog – quem bloga quer se comunicar, expor uma idéia, ser criticado para o bem ou para o mal, criar pontes, quiçá produtivas).*** Interessante a proposta: “quando não podemos fazer ou pensar em algo, pois o algo vai contra uma de nossas convicções, arrume uma desculpa íntima para fazer de cabeça limpa aquilo que o seu lado objetivo abomina…”, daí pode nascer bons desdobres!*** já sobre “há um conflito entre “sistemas finitos e infinitos” (objetividade e prolixidade), não posso concordar pois é um paralelismo sofismado. Há finitos prolixos (como as parábolas logarítmicas) e infinitos objetivos (até demonstráveis em gráficos fractais). Em um diálogo simples e objetivo, há apenas um propósito: fazer pensar sobre o significado das palavras trocadas e sua aplicação no dia-a-dia do leitor. *** Meu comentário em “Análise” foi longo e direto (uma vez, eu e Sten ficamos exultantes porque havíamos conseguido demonstrar algébricamente que dois mais dois poderiam somar cinco, ou um número qualquer ao infinito, e até quatro se assim se pretendesse (!!) e depois constatamos que no meio da demonstração havíamos “gerado” uma divisão por zero que havia passado despercebida porque o desenvolvimento era algébrico).

  2. camargo Says:

    caramba!!! mereci essa distinção?
    obrigado, mas é que adoro diálogos. Tenho alguns textos feitos só de diálogos e inclusive um livro infanto juvenil onde não há rubrica, só diálogo. Acho interessante a reação mental do leitor, criando universos a partir da sua própria imaginação, e não tanto do escritor.

    por falar em textos, depois de uma semana ausente, tanto que nem comentei tuas outras postagens, passei lá no orkut e deixei umas idéias no forum

    vc tem um bala perdida aí é? eu ia pedir ter endereço pra mandar um… (calma arthur, ia pedir o teu também)

    • romacof Says:

      Mereceu! Enfim um eco inteligente sobre a idéia atrás do diálogo puro! O leitor imagina o cenário, a cara dos dialogantes, as mímicas e os gestos, e nunca será a mesma história quando lida por indivíduos diferentes.
      Obrigado pela intenção mas prefiri conhecer o autor indiretamente.

  3. Monica Says:

    Hahaha, pois eu dou o ‘oi’ então, que eu sou moça muito phynna! Tenho andado apertadíssima de costura, Isaura tá no tronco, meu amigo, nos últimos tempos com uns minutinhos só pra fazer a varredura nos blogs de praxe, mas comentar que é bom, necas. Sorry… Mas pelo menos tenho lido os posts – já é alguma coisa! 🙂

    • romacof Says:

      O des-oi foi uma forma carinhosa de citar todos os outros que não haviam comentado. Mas tu perdeste a oportunidade de ganhar uma estatueta! Espero que te soltem do tronco ou que as marcas do chicote sejam pouco profundas.


  4. Ei… eu tenho a desculpa de ter estado simultaneamente de férias, doente, viajando e trabalhando nas duas últimas semanas. Nem o Pensar Não Dói foi atualizado com o mínimo de freqüência razoável.

    Mas eu não sou prolixo: eu tenho muito a dizer. 🙂

    (Ahh.. se eu fosse modesto, eu seria perfeito.) 😛

    • romacof Says:

      Perdeu a entrega da estatueta. Agora só na próxima premiação. E você não foi chamado de prolixo. E a segunda afirmativa (a sobre modéstia) já a ouço todos os dias do Jaime; mas o fato é que você combinam; páreo feio!


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