Medicina Ortomolecular

Caro Arthur! Embora tenha a sensação de que sua encomenda esconda o propósito de que eu dê a cara a tapa, vou subir nesse balão!

As opiniões dos “especialistas” sobre os vários tipos de medicinas alternativas, entre as quais a ortomolecular, costumam ser expressas e defendidas de forma dogmática. E as opiniões contrárias são rechaçadas com uma cruz em riste. O fato é que as medicinas alternativas, por definição, carecem de uma metodologia experimental que as consagrem como inquestionáveis. A própria alopatia, com todo o seu aparato para exames e diagnóstico, com todo seu arsenal medicamentoso e técnicas invasivas, com toda uma história milenar de erros e acertos, e com todos os modernos ensaios científicos, não pode ser rotulada como infalível. As medicinas, por definição, são ciências inexatas. Nenhuma modalidade pode ser definitiva como a dona da verdade. Como as religiões. O bom está na mistura. O bom está no bom senso. O bom está na forma como o objeto, o paciente ou a doença, pode ser atingido. Até a imponderável fé pode ser considerada determinante em alguns casos!

A medicina ortomolecular se baseia na premissa de que um organismo carente de um determinado elemento ou substância pode ser corrigido ou equilibrado pela adição daquilo que caracteriza a carência. Podemos definir este propósito de forma mais ampla e natural: coma de forma correta e completa, beba líquidos saudáveis e em volumes adequados, respire um ar limpo, movimente seus músculos de forma harmônica e em intensidades produtivas, evite a formação de radicais livres, informe-se, estude, seja altruísta, ame algo ou alguém, adube a terra de forma balanceada, não polua o meio ambiente, não fume, não se embebede, evite as subtância neurotóxicas, conserve energia, cuide do planeta, e não minta. Ou, de forma bem simplificada, aconselhe-se com um nutricionista, pratique esportes e seja otimista.

O próprio Linus Pauling a quem se atribui os fundamentos da medicina ortomolecular, e que demonstrou o uso da vitamina C como protetor contra a gripe, posteriormente, após conferir todas as variáveis envolvendo a incidência da gripe e a ação inibidora da vitamina C, concluiu que teria que comer 200 laranjas por dia para realmente estar protegido.

Há cerca de 20 anos, no lugar em que vivo, houve uma onda ortomolecular. Colegas abraçaram esta causa, montaram consultórios, fizeram convênios com laboratórios de análise americanos para onde mandavam malotes de madeixas. Recebiam laudos extensos com a composição química do cabelos de seus clientes. Estes exames eram significativamente caros. Preparavam cápsulas que continham, em teoria, a correção dos desacertos moleculares dos pacientes. Estas cápsulas eram significativamente caras. E a magia da promessa cientificamente explicada da medicina ortomolecular lotou salas de espera. E as consultas eram significativamente caras. Mas o tempo, aquele juiz implacável, estendeu a sua toga. O resultado prometido aparentemente levava muito tempo para se fazer sentir. O preço passou a doer. As hortas caseiras e as feiras ecológicas tinham um custo irrisório. As academias e piscinas tornaram-se mais prazerosas e produtivas. E a moda passou.

Um dia vai voltar. Um pouco porque o princípio é correto, embora incompleto, e os métodos sejam questionáveis. Um pouco porque as pessoas esquecem e voltam a comprar colchões magnetizados e torneiras com filtros de carvão ativado. Um pouco porque é necessário manter o encanto. Um pouco porque há os espertos.

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41 Comentários em “Medicina Ortomolecular”

  1. Monica Says:

    Acho que a única certeza que a gente tem na medicina é mesmo a da conta depois da consulta… 😛

  2. Valeria Says:

    Bom saber disso, Romacof. Pq já estava começando a pensar na hipotese de consultar um médico ortomolecular. Mas acho q vou manter minha vidinha como ela vai mesmo, comendo razoavelmente bem (em termos de quantidade e qualidade), exercitando um pouco e rindo das bobagens alheias e das minhas próprias e ficando em paz comigo mesma.


  3. Superfantástico, amigo! Que bom estar contigo no nosso balão… 🙂 Hehehe…

    Não, meu caro, pode ficar tranqüilo, meu objetivo nunca foi esbolachar tua simpática face. [Modo semi-Romacof de escrita.]

    Nós já havíamos conversado brevemente sobre este tema em nosso memorável encontro, mas entre tantas coisas que falamos eu acho que deletei essa parte do arquivo de minha memória.

    Eu queria mesmo rememorar tua posição antes de cometer o meu próprio artigo, que será uma incursão em um território minado e freqüentemente reivindicado como propriedade privada de uma única categoria profissional bastante avessa a reconhecer os saberes alheios.

    Teus colegas – e com eles a saúde da população – perdem muito ao não aproveitar devidamente tuas contribuições lúcidas e certeiras.

    Um dos grandes problemas da medicina ortomolecular é que ela é primordialmente promotora de saúde, enquanto o médico é fundamentalmente um profissional da doença. Quem está perfeitamente sadio, sentindo-se bem e com plena disposição, dificilmente procura um médico. O que faria lá? Por isso a lógica médica usual é tão pouco compatível com a filosofia ortomolecular: saúde é algo que se conquista aos poucos, através de um estilo de vida saudável, não se presta a ser recuperada com uma pílula de oito em oito horas por dez dias. Isso se faz para eliminar uma doença, não para recuperar a saúde. São coisas diferentes.

    Que bom que reconheces que “o princípio é correto, embora incompleto, e os métodos sejam questionáveis”, é sinal que não vou apanhar muito quando publicar meu artigo. 🙂

    • romacof Says:

      “…saúde é algo que se conquista aos poucos, através de um estilo de vida saudável, não se presta a ser recuperada com uma pílula de oito em oito horas por dez dias”, e tampouco com cápsulas de conteúdo duvidoso, preço desproporcional ao valor real, e por um tempo indeterminado. Não existe a panacéia. Assim como não existe a verdade. A medicina alopática preventiva ainda é a melhor opção; não a opção perfeita mas a melhor. No universo em que vivo, e que você conhece, aparecem doentes. Aonde eles iriam? Mas atendo uma infinidade de pessoas que querem ser orientadas sobre desequilíbrios compensáveis com medicamentos, ou com regras alimentares, ou com papo. E este é grátis!


      • “tampouco com cápsulas de conteúdo duvidoso, preço desproporcional ao valor real, e por um tempo indeterminado”

        Concordo quanto ao conteúdo e quanto ao preço, mas não necessariamente quanto ao prazo. Afinal, diabéticos precisarão de insulina pelo resto da vida.


          • Sim, assim como outros tratamentos ortomoleculares. A questão central, penso eu, é colocar a preferência à ortomolecularidade como princípio: “sempre que possível, entre dois tratamentos com semelhante probabilidade de sucesso, usar como primeira escolha a alternativa ortomolecular”.

            Óbvio que só um idealista desavisado ou um fundamentalista abilolado redigiria isso como “usar sempre como primeira escolha a alternativa ortomolecular”.


  4. Ah, uma pergunta adicional: qual o problema dos colchões magnéticos e dos filtros de carvão ativado? São simplesmente inócuos ou apresentam algum risco extra?

  5. camargo Says:

    por ter que pesquisar medicina no século XIX devido ao romance que estou escrevendo, fica cada vez mais claro que o alternativo de ontem pode ser o oficial de agora, mas, de uma maneira geral, tudo o que signifique simplicidade e baixo custo é abafado. Gostei muito da tua postagem Romacof. Realmente, fazia tempo que não lia alguma coisa tão bem encaixada.

    • romacof Says:

      Obrigado Dom Camargo! Vou contar uma história. Uma senhora se tratou a vida toda com o médico de sua cidade, e quando ele morreu passou a se tratar com o filho deste médico. Quando a idade começou a lhe mostrar que talvez não acordasse no dia seguinte chamou o doutor a sua casa e disse: ” Você sempre foi um bom médico para mim assim como seu pai! Eu sinto que minha hora está bem próxima e queria deixar para você este baú como recordação! Aqui estão todas as receitas que seu pai e você me deram durante toda minha vida. Eu nunca tomei nenhum medicamento que me foi receitado, mas gostaria de agradecer a paciência com que vocês ouviram minhas queixas. Sem esta paciência, com certeza, eu não duraria tanto!”


  6. O Linus Pauling apresentou um questionamento que eu considero muito interessante e pertinente: a dosagem de uma substância que usualmente está disponível nos alimentos não é necessariamente a dosagem que poderá promover a melhor saúde, podendo se apresentar tanto em falta quanto em excesso para a promoção da melhor saúde possível.

    O termo “melhor saúde possível” evidentemente não significa “boa saúde usual”. Talvez pudéssemos atingir um nível artificial de saúde ainda melhor que o máximo já conhecido. Linus Pauling chamou esse nível teórico máximo possível de saúde de “supersaúde”.

    Digamos, por exemplo, que no meio de alguma pesquisa eu sintetizasse uma substância nunca antes existente e que por puro acaso essa substância causasse um efeito novo na fisiologia humana e nos tornasse “mais saudáveis” por algum critério de nosso interessa: mais longevos, mais bem dispostos, mais inteligentes, mais alguma coisa qualquer, sem conseqüências que valorássemos como prejudiciais.

    Essa substância não seria “ortomolecular”, mas seria uma maravilha descobrir algo assim.

    O que Linus Pauling disse – e é bastante plausível – é que é pouco provável que venhamos a descobrir tal maravilha, mas que um efeito semelhante pode ser obtido através da ingestão em maior quantidade que o usual de certas substâncias ortomoleculares. Foi assim que ele lançou a idéia das megadoses vitamínicas.

    O problema das megadoses é que issa idéia afronta o “senso comum” tanto popular quanto da classe médica, mas afrontar o senso comum não quer dizer necessariamente que a idéia esteja errada. Deveria haver estudos sérios para testar essa possibilidade e promover uma medicina baseada em resultados.

    Muitos estudos supostamente baseados nesta idéia de Linus Pauling na verdade não são nem de longe adequados para verificar as hipóteses por ele sugeridas. Por exemplo, Linus Pauling e um representante da famosa Clínica Mayo fizeram um debate sobre megadoses de vitamina C em uma rádio. No fechamento deste debate, o representande da Clínica Mayo fez sua despedida por último e disse que o resultado dos estudos que eles haviam realizados não davam suporte a quaisquer das alegações de Linus Pauling. Segundos depois, quando o programa foi encerrado, ele se virou para Linus Pauling e disse “logicamente nós não utilizamos as suas dosagens absurdas”!!!!!!!

    Linus Pauling relata isso em um de seus livros. Após ler esse relato, eu tratei de buscar cópias de diversos artigos científicos que vaticinavam a “ineficiência” dos tratamentos com megadoses vitamínicas. Sabe o que eu descobri? Que nenhum dos experimentos usados para produzir esse resultado havia realmente testado megadoses!!!!!!!

    Números: Linus Pauling dizia que tomava dezoito gramas de vitamina C diariamente. O experimento da Clínica Mayo que “refutou” a utilidade de megadoses de vitamina C usou dosagens de meia grama, de uma grama e de duas gramas de vitamina C. Se isso não é a mais escancarada fraude intelectual que um cientista poderia cometer, não imagino o que pudesse ser assim descrito.

    Conclusão: ainda estão por ser estudadas as alegações de Linus Pauling sobre megadoses vitamínicas. Elas podem vir a se revelar verdadeiras, ou podem vir a se revelar falsas, mas isso nós só saberemos após realizar experimentos que realmente testem as hipóteses de Linus Pauling nos termos que ele as enunciou.

    (Raios, eu praticamente escrevi meu artigo aqui.) 😛


  7. Estou surtando com o bloqueio dos comentários do Pensar Não Dói. 😦


  8. Tomei uma decisão radical a respeito do problema que aconteceu no blog: solicitei à equipe de suporte da Hostnet, a empresa em que hospedo o Pensar Não Dói, para desinstalar completamente tudo que existe no endereço arthur.bio.br e preservar apenas os textos e comentários. Prefiro zerar tudo e recomeçar from scratch, mesmo que tenha que refazer todo o layout do blog. É uma solução muito mais simples, fácil e prática do que gastar um tempão procurando o problema. Para quem achava que minhas “soluções radicais” eram apenas pose, aí está uma prova de que eu acredito na filosofia que prego e aplico no dia-a-dia os métodos que defendo.

    • romacof Says:

      Seus comentários entram como PERIGOSOS! Mas eu leio antes de apagar :). … portanto não os apaguei! O texto merecia um blogue, está muito bom! Vai chamar a Dona Polêmica mas você gosta dela. Por via das dúvidas não vou tomar megadoses de porra nehuma


      • Quando eu posto de casa meus comentários aparecem direto, quando eu posto do serviço eles vão para a fila de moderação. Como eu me identifico sempre da mesma maneira, deve ser algum tro-lo-ló envolvendo o IP ou a identificação do sistema operacional ou do navegador.

        Depois que o Pensar Não Dói estiver com os comentários funcionando novamente eu vou postar lá este texto que coloquei aqui como resposta, com algumas adaptações. Já vi que isso vai virar uma série sobre medicina ortomolecular….

        Eu e minha família já fizemos uma experiência com grandes doses de vitamina C e foi um período em que ninguém pegou resfriados e todo mundo se sentia muito bem disposto, mas o custo para manter uma ingestão regular de megadoses é altíssimo, apesar de a produção da vitamina C ser baratíssima.

        E eu já salvei uma vida com megadoses de vitamina C. Mas essa história fica para outro dia. 🙂

        • romacof Says:

          Espremendo a laranja, digo, o cágado!
          Você fez a seguinte colocação: “Eu e minha família já fizemos uma experiência com grandes doses de vitamina C e foi um período em que ninguém pegou resfriados…”.
          Situação A: Numa sala de aula com quarenta alunos, no início de um período qualquer, o aluno que se senta próximo à porta dá um espirro. No final do período o aluno que se senta no canto oposto, no fundo da sala estará resfriado, e como o virus muta rapidamente já não será o mesmo virus do primeiro espirro. Por isto é tão difícil conseguir um molde sobre o qual se estabeleça uma vacina contra o resfriado. O Juquinha (sempre ele), sentado no meio da sala, pode ter recebido da mamãe uma dose cavalar de ácido ascórbico. O seu sistema imunitário não terá nenhuma chance contra o ataque de todos os lados.
          Situação B: 39 alunos recebem uma dose cavalar de ácido ascórbico de suas respectivas mamães, exceto Juquinha (pois como não funcionou na vez anterior a mamãe dele resolveu que isto é conversa fiada). O Juquinha terá grandes probabilidades de não pegar resfriado porque está cercado de sistemas imunitários com proteção extra. Se ele já estiver resfriado os demais terão poucas probabilidades de pegar o resfriado do Juquinha.
          Como o mundo não é um sistema fechado e controlável como uma sala de aula ou uma pequena família num ambiente restrito (como presumo seja a de Arthur), as probabilidades são de que o resfriado vá se espalhar mesmo que tenhamos espremido todas as laranjas e demais cítricos do mundo, e gasto o orçamento bélico dos EUA comprando vitamina C. 😉


          • Isso mereceria um teste com controle duplo-cego, não? Em várias turmas de quarenta alunos, trinta sem megadose, dez com. O problema é que o método de ajuste da dose estraga o duplo cego. Mas eu seria capaz de pensar em algo metodologicamente adequado para contornar essa dificuldade. 🙂

            • romacof Says:

              Apresente uma proposta de trabalho para a secretaria da educação, com orçamentos que incluam a compra do “medicamento”, palestras educativas para os pais e professores, os custos de uma equipe multidisciplinar (os projetos públicos adoram esta palavra) para avaliar clínica, psicóloga, e laboratorialmente os alunos, nomeação de cargos de confiança para dar volume ao staff, a estruturação de uma subcomissão para análise e burocratização dos resultados, outra para relações públicas e divulgação, e ainda outra para fiscalização ética dos gastos. Aprovado o projeto faça uma licitação entre os fornecedores de ácido ascórbico, nomeie um político da situação e sua assessoria para agilizar os trâmites entre os setores tripartites (outro termo indispensável nestas questões), contrate um bio-estatístico especialista em duplos cegos, efeitos placebos, e relação da ação da vitamina C sobre sistemas imunológicos com respostas aleatórias. Convença todos os pais, mães, tutores, e outros responsáveis pelos alunos, para que assinem documentos em que se declaram cientes do experimento, e contrate um bom advogado. Compre um passagem sem data específica para Dubai.


  9. Há comentários no SPAM ou aguardando moderação.

  10. camargo Says:

    vou comentar aqui pra não espremer mais lá em cima… e não tem a ver com o assunto. Gostaria de perguntar aos comentaristas qual o caminho da teoria da conspiração para culpar os EUA pelo terremoto no Haiti?
    afinal, há uma grande possibilidade…

    • romacof Says:

      Com a doença do Fidel, Obama se aproximou do Raul que liberou incursões americanas, a partir de Key West, para o litoral norte de Cuba. Os mariners, poderiam a partir de Guantánamo, que já fica a um tiro de cuspe de Porto Príncipe, atingir seu objetivo que é desestabilizar a placa tectônica que passa pelo Haiti. Porém a ocupação do litoral norte cubano era fundamental para o acordo entre o Castro-2 e a Hilary Clinton: enterrar nas praias entre Moa e Maisi, a cada palmo, um charuto cubano , que segundo os cientistas do Massachusetts Institute of Technology, MIT), em Cambridge, faria a placa do caribe fumar em direção ao Haiti protegendo a ilha de Cuba. Esta teoria da conspiração já foi prevista como parte na profecia Maia que prevê uma linha de ruptura que se inicia no Haiti e se prolonga para oeste atingindo Belize e Yucatan antes de dezembro de 2012. Quem viver verá! (Pediu levou) 🙂

  11. camargo Says:

    eu só fico aqui pensando: como é que eu não tinha me tocado disso ainda!!!

  12. ( Li ) Says:

    Doutores……eu curo MUITAS coisas com pedrinhas energizadas,rs.

    Curo dores de cabeça com massagem e batata….

    Placebo é um ÓTIMO remédio….quando receitado com amor,rs.

    • romacof Says:

      Conto uma! A paciente, professora, só dormia com Lexotan, mas este medicamento havia sumido da praça. Expliquei que Somalium era o mesmo Bromazepan e receitei. Três dias depois ela voltou reclamando que estava com os olhos secos por não dormir. Lembrei que o laboratório havia me deixado uma caixa de placebo, rosinha, na caixinha igual, com bulinha e tudo, e dei para ela junto com um Moura Brasil pros “olhos secos”. Uns dez dias depois a encontro no supermercado e pergunto como vai o sono. Ela responde: “Agora tá uma maravilha. O remédio certo é outra coisa.” Então eu contei pra ela o que ela estava tomando. Ela não acreditou, continuou tomando o placebo, e dormindo!

      É claro que pedra energizada cura. Já tratei TPM com folha de parreira colada na barriga e depressão com pontapé em bananeira. E funciona.

  13. ( Li ) Says:

    Na minha família sou conhecida como “bruxinha”

    por causa dos mantras,massagens,florais,argila,
    pedras,rezas,elixir e afins,rs.

    Um dia meu sobrinho,que tem medo de escuro,me chamou num canto e pediu,com a maior seriedade do mundo,para que eu fosse ESPANTAR um suposto monstro no armário do seu quarto.

    Fui e fiz um pequeno ritual para espantar monstrengos.

    Misturei vários idiomas….e nem sei no que deu,rs.
    Mas funcionou,até hoje não apareceu mais nenhum monstro, e o garoto dorme no escuro.

    Quem lida com crianças sabe como essas coisas funcionam,rs.

    O que a fé não faz,né!

  14. carmem Says:

    seus lixo

    • romacof Says:

      Carmem! Devo confessar que fiquei devendo o significado definitivo de seu sintético comentário. Primeiro interpretei que “lixo” era um substantivo e se referia ao blog com algum equívoco na concordância numérica pronominal, ou, quem sabe, você tinha a intenção de escrever “seu lixo” e se referia ao blogueiro? Depois considerei a possibilidade de “seus” como um substantivo e “lixo” como um adjetivo, referindo-se aos comentários e aos comentaristas, embora aqui também ocorra um pequeno deslize na concordância numérica. Coisas da língua! Mas devo concordar com você em qualquer um dos sentidos. Qualquer opinião pode ser considerada um lixo por aqueles que não concordam com ela, e esta crítica deve ser expressa da forma mais veemente possível. Só não pode ser um lixo a forma de se fazer entender. Volte sempre! O Cágado Xadrez agradece sua visita.


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