A democracia é uma farsa!

Em algumas postagens usei o termo plutocracia. Alguns dos meus doze leitores me questionaram sobre o uso da palavra e se eu não poderia ser mais explícito, para que ocasionais passeadores por este blog não se sintam afastados do objetivo dos textos.

Antes de qualquer especulação esclareço que pluto não se relaciona com o cão mascote de Mickey, ao qual Disney deu este nome em homenagem a Plutão, naquela época um astro recém descoberto, depois rebaixado, em 2006, à categoria de planeta-anão.

Plutocracia tem sua origem nas palavras gregas ploutos e kratos, respectivamente: riqueza e poder; significando um sistema político em que uma classe mais rica e dominante determina a forma de governo, exercendo-a a seu favor, de forma injusta e parcial. Na prática não existe uma plutocracia instituída. A palavra é utilizada quando se quer discutir a veracidade da democracia; do grego: demos e kratos, povo e poder, ou o poder exercido pelo povo! O fato é o seguinte: as democracias, formas instituídas de governo, são farsas que acolhem toda uma gama de variáveis plutocráticas. A democracia para os democratas é um sonho tentado, e tentado, e tentado ad nauseam,  e para os plutocratas uma retórica manipuladora, uma porta para o enriquecimento ilícito utilizando o dinheiro público. (Se alguns necessitam da redundância para que a piada seja compreendida é bom repetir que  dinheiro público é aquele que foi  tirado do povo para ser utilizado para o bem comum).

Com parte desse dinheiro deve ser pago o salário dos empregados do povo, eleitos para administrar a coisa pública – sendo esta, portanto, a verdadeira relação entre o eleitor e o eleito, ou entre o eleitor e o político: uma relação de patrão e empregado. Que se pague um valor justo pelo desempenho e proporcional à capacidade deste empregado-político. Deve ser pago o funcionamento da máquina pública de acordo com sua eficiência, competência e honestidade. E os maus empregados deveriam ser sumariamente demitidos.

Todo, todo o restante deve ser revertido para o bem comum, para as necessidades do povo. Pelo menos assim seria se a democracia não tivesse morrido.

Mas, disse e repito: a democracia é uma farsa! Uma grande mentira que os plutocratas contam periódicamente, endossados pela mídia, pelos grandes administradores privados, pelas igrejas, pelos crentes, pelos fanáticos e pelos incautos manobrados! A versão democrática que interessa ao plutocratas para manter o status quo utiliza a compra do voto, as pesquisas e reportagens tendenciosas, a manipulação das estatísticas, os presentes dos empreiteiros e empresários interessados em manter a tutela sobre deputados, senadores, o emaranhado crônico de favores devidos e ameaças veladas, a distribuição dos canais de comunicação de forma estratégica no aumento do poder, a formação de grupos fiéis em torno de uma determinada fé mesclando crenças religiosas e dinheiro, e assim poderíamos continuar até vomitarmos.

Democracia? Ora! Deixem de ser inocentes…

Mas eu ainda acredito que haja uma saída (os otários não se dão por vencidos). Uma profunda reforma no conteúdo do parágrafo anterior, pondo fim aos recursos da plutocracia que financiam os presentes que pagam as campanhas e cabresteiam políticos, permitiriam pensar em algo mais limpo… talvez não totalmente democrático, mas mais limpo.

O artigo 1º diz que “todo o poder emana do povo que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. Por enquanto uma grande mentira. O 17º diz: “Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma da lei”. Uma acanhada tentativa de por limites à origem do dinheiro utilizado nas campanhas. Depois as leis eleitorais defloraram a lei principal e criaram regras inconstitucionais permitindo arrecadações e doações numa orgia bem ao gosto da plutocracia.

Não sejamos idiotas de esperar que esta geração política que tão bem vive dentro do Éden criado para usufruto dos eleitos tenha a intenção ou faça a tentativa de mudar as leis que os favorecem.

Só uma revolução iniciaria o debate em direção à mudança. Só um tapa na cara acorda um histérico.

Disse e repito: voto nulo não anula uma eleição! Mas faz pensar!. Dá um tapa na cara! Inicia uma revolução. O voto nulo é, hoje, o único voto não influenciado pela plutocracia. É o único grito realmente democrático. É a única maneira de dizer: basta! Parem de nos roubar! Reformulem a lei. O voto não pode ser comprado ou vendido. O preço não é uma lata de azeite ou um canal de televisão. O preço do voto é a procura pela democracia. Então poderemos voltar a votar!

Mas sei que isto não acontecerá repentinamente. O acordar as vezes demora e para alguns é algo penoso.

Por enquanto eu ainda sou: “999-Confirma!”

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9 Comentários em “A democracia é uma farsa!”

  1. Franci23 Says:

    Agora é só passar a campanha adiante.

  2. Romacof Says:

    Sugestiva a data do post em seu blog: 7 de setembro! Agradeço o link! Embora o slogam seja “999-Confirma”! “666-Confirma” já existe! É o número da besta, o que elege os outros, disfarçado em qualquer outro número! Um abraço.


  3. Uau!

    Eu tenho um artigo no forno com um título quase igual e outros dois já publicados no blog nesta mesma linha de raciocínio.

    Agora são 04:00 da madrugada, os neurônios já estão tropeçando um no outro, então amanhã eu volto para comentar. Enquanto isso dá uma clicada no meu nome e olha o texto que linkei. 🙂


  4. Além de farsesca, a democracia é burra. Linkei um texto que traz uma reflexão interessante sobre o papel da inteligência nas eleições democráticas. Clica no meu nome para ler. Aposto que vais gostar. 🙂

    Quanto à forma de restabelcer a ética no processo democrátic brasileiro, eu ando pensando em algumas soluções… mas confesso que, com o altíssimo nível de consciência política e discernimento de nosso povo, fico desanimado.

  5. romacof Says:

    A ficção que postulo é a de um sistema de Gerenciamento. O Estado como coisa privada cujos patrões somos nós. Não há campanha política. Os gerentes são contratados pela competência. E são muito bem pagos. Perdem toda a liberdade (estilo “Grande Irmão”) mas são muito bem pagos. Se não forem competentes ou honestos dançam sumariamente. Os poderes podem ser mantidos. Depois de muito bem enxugados. Para manter o Estado Espetáculo que a massa gosta. Mas a imunidade acaba. O orçamento é público. O acusado, de qualquer coisa, deixa o cargo e vai provar sua inocência entre os comuns. A democracia se transforma no grito de “Ei! esta porra vai mal! muda já que aqui ninguém é otário para sustentar vagabundo”. E se não mudar não tem dim-dim no fim do mês… pois todos sabemos que o bolso é a parte mais sensível do corpo humano!

  6. Li Says:

    Eu amo o Pluto….até hoje,rs.

    Só para veres que ando por aqui.

    Eu e os tantos outros que fazem o mesmo e nem deixam uma casquinha de banana no chão ou uma marca na árvore mais proxima,rs.

  7. Li Says:

    Grata……e veja que nem pedi um mapa da região,rs.


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