Afinal! Qual é a tua?

 

Aos médicos,

aos candidatos a conselheiros da UNIMED,

aos pacientes, sem os quais a medicina perderia a razão de existir,

à UNIMED, como um todo, aos hipocráticos e aos hipócritas,

e aos humoristas, sem os quais não seria possível engolir coisa alguma.

 

Em especial a todos que ficaram angustiados quando me viram momentaneamente do lado de lá, onde o momento mágico chega e diz: “Fim!”

 

Recebo ocasionalmente uma proposta de:

“quero ser um conselheiro da UNIMED e representar você!”

Impossível passar ao largo da natural suspeita que recai sobre todo aquele que pede voto. Qual é o motor desta intenção?:

 Será que vislumbro no horizonte a sombra da utopia que acalenta a alma?:

“Vou até lá demonstrar que é possível priorizar a vida, a humanidade, a ética, o bom senso, e a consciência!”

Ou será o corriqueiro e nauseante já perceptível nos olhares não sustentados?:

 “Vou até lá participar da turma que orbita o poder, mamar, tirar partido graças às informações privilegiadas, alimentar o sistema administrativo com regras que tornem a UNIMED uma burocracia sempre mais lucrativa!”

 

Qual é a tua? E, qual é a minha?

 

Há duas UNIMEDS:

Uma cujo staff é a de profissionais que fazem medicina, os hipocráticos – aquele lado da medicina que ainda existe. Reflita um pouco e você verá que apesar do lado podre do homem ela existe. Ela existe! E, como em qualquer profissão, principalmente naquelas em que a moral deve morar na forma de amor, depende de conceitos imponderáveis e imateriais que se resumem na capacidade de se colocar (nem que seja por um ínfimo instante) no lugar do outro.

A outra UNIMED está engajada ao sistema global-financeiro-lucrativo-especulativo, como um lobo de orelhas atentas. Ela até compreende intelectualmente os valores éticos da primeira, e, esperta, vende a imagem de sua existência colocando o trabalho da outra como a pele de ovelha que todo bom lobo deve vestir: “Nossa saúde é cuidar da sua!”

 

Alguém argumentará que a primeira não vive sem a segunda pois o custo dos recursos aplicados na medicina atual exige os instintos de um lobo, pois o mundo é uma alcatéia. Mas o lobo não pode ser burro e nem comer a própria ninhada.

 

Publicitários de peso me explicam que toda marca necessita ser vendida, fixada, gravada na mente coletiva.(Para quem não está acompanhando nossa conversa ou se distraiu momentaneamente com as cifras do último balancete a marca em questão é a UNIMED!) Faça uma enquête! Pergunte na rua para qualquer indivíduo de qualquer classe social qual marca se associa naturalmente a atendimento médico de qualidade! A resposta (certamente não unânime mas proporcionalmente significativa) será o eco, o reflexo, a conseqüência do atendimento profissional dos hipocráticos da UNIMED. Atenda mal e a UNIMED vai mal! Atenda bem e a UNIMED terá sua imagem indelevelmente gravada no conceito popular. Ou, como alguns gênios querem nos fazer crer, você ouvirá os entrevistados dizerem: “…a marca boa é aquela que aparece no fundilho do calção dos jogadores do time tal!”

 

Quem ganha com isto? Quem está levando com isto? Ora! Se a marca ali estampada fosse “Personal”, Astoria”, ou “Neve” (entre tantas), ninguém poderia questionar a propriedade da localização, o apelo popular, as eventuais analogias geradas pelo embarrar do esporte na região glútea, e a necessidade de mantê-la limpa. Mas UNIMED? A quem interessa ou ao bolso de quem interessa tão mau gosto? Quem paga isto? …você paga, nós pagamos! Guarda chuvas “verdes-umined” distribuídos gratuitamente às pessoas frágeis nos dias de chuva seriam mais baratos. Protegem. Inclusive a saúde!…se ainda houver a necessidade publicitária de fixar a imagem!

 

Recentemente houve um encontro de secretárias de médicos da UNIMED no Hotel Solar da Barra, em Torres. A necessidade indiscutível exposta em papel de primeira qualidade argumentava sobre normatizações e atualizações. Minha esposa é minha secretária e fui levá-la; três colegas me convidaram para o café no hotel. Um, traumatologista, era um candidato local a membro do conselho. A outra, também traumatologista, era a palestrante. O terceiro um incógnito (um auditor? Pode ser maldade minha!) Eu, clínico, cínico, o estranho no ninho, ouvia com ouvidos gradativamente incapazes de se adjetivarem massacrados pelas incongruências médicas e cooperativas que corriam entre os croissant: “A palestrinha era hoje mas já vim há 2 dias! Você acha que eu ia perder esta mordomia, piscina, café 5 estrelas, e tal?” (eu, e você, pagando). “Na semana passada atendi um quadril esfacelado… vocês precisavam ver que coisa mais espetacular!” …”O joelho estava poli-fraturado em ângulos surreais!” O café ganhava um sabor sulfuroso e tive dúvida sobre minha sanidade. Quem ali era o normal?

 

Num dado momento os mui dignos colegas de UNIMED (as cinzas de Hipócrates de bruços) constataram a minha presença e me perguntaram se eu também havia vivenciado estas experiências inesquecíveis. Não pude comungar daquele ritual. Fiquei de pé, e apenas consegui responder que eu não atendia quadris, joelhos, rins, corações, ou quaisquer outras vísceras destroçadas, pois eu só atendia pessoas, seres humanos; constatei que só atendia pacientes! Eu não fazia parte daquele seleto grupo: o grupo dos lobos.

 

Qual é a minha? E, na improvável hipótese de que você tenha chegado até aqui: qual é a tua?

 

O que é um auditor? O que um auditor auditoria? Um ginecologista tem todo o conhecimento de causa para auditorar questões cardiológicas específicas? Quais são os critérios? Quais são os pesos e as medidas? Quem auditoria o auditor? É prudente negar pedidos de um colega que pode manter ou retirar auditores? Afinal, quem é o dono disto tudo? O que é isto tudo? O que é uma cooperativa? O verbo cooperar e o substantivo cooperação têm alguma relação etimológica com o que observamos na face-lobo da UNIMED?  Porque os déficits são rateados igualmente entre os cooperados e os superávits proporcionalmente às produções individuais? O que determina as superproduções individuais? É óbvio que a produção é proporcional ao desempenho! Ou não? Em todos os casos a produção reflete com justiça o desempenho hipocrático? Todos os burocratas nesta medicina justificam os seus ganhos? Porque os profissionais de marketing da UNIMED são tão eficazes nos grandes centros e inaptos no interior do Estado? Alguém já acessou nos computadores da diretoria (o presidente deve ter um note book para seu uso na função) as estatísticas comparativas entre os índices de exames por paciente na capital (exemplo: Mãe de Deus Center) e num consultório do interior? Alguém já se deu ao trabalho de conferir a necessidade dos caríssimos exames pedidos nas vitrines da UNIMED? A UNIMED tem auditores? (Acho que isto eu já perguntei!)

 

A um paciente que sofre de deslipidemia, atendido há alguns meses, e que trato há 20 anos, pedi um retorno com o resultado de um perfil lipídico básico (colesterol total + HDL + triglicerídeos) para conferir se a medicação fora eficaz. O paciente, estando em Porto Alegre, tentou fazer os exames mas havia esquecido a solicitação em sua cidade. Foi orientado a consultar no Mãe de Deus Center e pedir uma nova solicitação. Foi atendido, gentilmente, e a médica considerou que apenas aqueles exames não dariam as informações necessárias sobre o estado de saúde do paciente. Em uma semana o paciente retornou ao meu consultório com um gordo envelope com 18 resultados laboratoriais normais (incluído o perfil lipídico), um ECG normal e um Ecocardiograma normal. Todos pagos, pelo paciente, por mim, e por você (se ainda estiver aí!). A UNIMED tem auditores? (Devo estar me repetindo!)

 

Há médicos que contra o apelo para permanecerem na cidade grande com todos as suas benesses socioculturais foram para um Brasil onde apenas um tipo de medicina pode ser aplicada:”façam o que puderem e que Deus os ajude nas horas vagas!”, não apresentam uma grande produção para a UNIMED apesar de terem uma clínica particular e sustentarem suas famílias com o produto de seu trabalho. Nestes lugares há uma máxima: “quem não for competente não se estabelece!” Logo, nós, os estabelecidos, no meio caso há 33 anos, perguntamos por que a UNIMED não se estabelece nestes lugares! Bons garotos propagandas ela tem! O usuário é um crítico exigente! Hoje não é mais possível ludibriar uma população que se informa on-line em questões de saúde. Afinal, O que falta ao setor de marketing da UNIMED para se estabelecer no interior?

 

Mas onde falta competência os lobos encontram alternativas! Cria-se a UNIMED-FÁCIL. Um sistema que finge dar atendimento aos usuários, cobra por isto, e usa (sem retribuição) o trabalho dos garotos propaganda, que vêm suas consultas particulares abandona-los em troca de uma promessa mal explicada embutida em descontos irrisórios, que não se transformarão em benefícios reais se as questões de saúde forem realmente sérias. Apenas a qualidade do serviço foi descontada! Uma grande jogada para encobrir a incompetência às custas de um trabalho que já era feito!  

 

Há alguns dias (na sala de atendimento ao Médico Cooperado no Hospital Moinhos de Ventos) pedi uma guia para solicitar alguns exames  para mim (era o dia em que o Brasil pode morrer – o dia da debandada geral para o feriado de carnaval). Queria aproveitar o fato de estar em um dos melhores hospitais do estado, ser possuidor de um plano de saúde relativamente caro (12 mil reais anuais), ter meus quase sessenta anos, e ser médico cooperado a mais tempo do que posso me lembrar. Necessitava fazer um ECG e dosar algumas enzimas para que um colega me avaliasse de forma neutra, sem negações ou conversões. Eu apresentava um desagradável e preocupante quadro de angina e meu instinto clínico exigia estes preliminares para uma conduta posterior adequada. (O Hospital Moinhos de Vento não dispõe de um sistema de emergência pela UNIMED – um mistério técnico político que pede uma análise a parte ). A funcionária da UNIMED (Denise Flores) foi prestativa e gentil mas todos os seus esforços esbarraram na negativa dos auditores, obedientes ao sistema. Não consegui um contato pessoal. E não consegui ter acesso aos exames.

 

Um colega da emergência do Hospital Moinhos de Ventos me solicitou um eletrocardiograma de esforço (a minha capacidade de caminhar sem dor ou dispnéia estava limitada a 50 metros – não questionei o pedido do colega, paguei a consulta mas achei prudente não tentar o suicídio daquela forma inglória).

Fui encaminhado ao Hospital Mãe de Deus onde permaneci por cerca de 4 horas. Fiz os exames, que se mostraram inconclusivos. Pedi um vasodilatador coronariano, um analgésico e a avaliação de um cardiologista. Mas a colega que me atendeu, enquanto teclava o boletim 903692, prescreveu um antiinflamatório (Profenid),  um ansiolítico (Clonazepan), que recusei, e me informou que durante aquele período em que eu estivera no Hospital não havia um cardiologista, mas que provavelmente teríamos a presença de um no final do dia.

Pedi alta. Achei que naquele momento seria a única conduta coerente. Eu precisava de um médico. Recebi “alta” com o quadro anginoso agravado.

 

No dia seguinte (domingo- dia 22) fui levado em caracter de urgência  ao Instituto de Cardiologia.

Hoje sou um feliz possuidor de 2 pontes de safena e uma mamária graças aos hipocráticos da UNIMED que trabalham naquele hospital. Em especial ao Dr Cristiano Cardoso da emergência (que “tem a capacidade de se colocar no lugar do outro”), à cardiologista Anna Maria Maciel, capaz de ponderar e deslizar entre os lobos, e ao cirurgião cardiovascular Álvaro Albrecht, que me abriu e re-alinhavou sem esperar pelo aval dos auditores.

 

Ainda hospitalizado foi necessário fazer um ecocardiograma, que só foi autorizado pela UNIMED após a devida avaliação pelos auditores atentos! Correto! Embora o pedido tenha sido feito dentro do Instituto de Cardiologia, por uma cardiologista, para um paciente submetido a uma cirurgia cardíaca para implante de duas safenas e uma mamária durante um infarto agudo, a atenção nos processos de auditoria é de uma correção ímpar e necessária.

 

Continuo investigando minhas carótidas, os vasos do tronco cerebral,  uma diplopia que pode estar relacionada a um processo isquêmico nas proximidades do quiasma ótico, a funcionalidade dos implantes, e uma série de outros quesitos relacionados. Não havendo agravos estarei profissionalmente fora de circulação por um período de três meses, sem a necessária cobertura trabalhista. (Alguém aí já preencheu os quesitos de um laudo pericial de corpo de delito?) Os colegas, os conselheiros, e os auditores teriam como avaliar  o custo total do que ocorreu? E o custo do que não vai ocorrer? Há necessidade de um desenho para facilitar a pergunta?

 

Alguns dirão: venha, candidate-se, participe ativamente no âmago das discussões! Largue a clínica, mande os pacientes à favas! Venha ser um político da UNIMED! Venha ser um de nós! Venha uivar conosco.

Vou declinar! Meu coração pode ter dado provas de resistência insuspeitadas mas não sei se meu estômago suportaria o convívio com vocês.

Minha esperança (talvez tola e infantil) é de que um dia, alguns colegas consigam ler e compreender esta carta.

 

Sou médico, credenciado pela UMIMED, pago um bom plano de saúde, meu nome é Ronaldo de Campos Fernandes, me formei na UFRGS em 1975, e meu CRM é 7302. Imaginem se meu nome fosse João Só, ou Só João, sem profissão, sem planos, sem passado ou futuro. Pobre João! Pobre humanidade.

Mas, hoje, 26 dias depois,  me considero feliz em poder recolher minhas idéias (e o foco nas teclas) numa explanação coerente, racional, com pequenas doses passionais que já transmutei em humor.

 

romacof@hotmail.com

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10 Comentários em “Afinal! Qual é a tua?”


  1. […] Link: O Cágado Xadrez […]

  2. Aldinor Says:

    Olá Dr. (em medicina, artes plásticas, filosofia, xadrez, etc).
    Achei muito agradável a leitura de seu texto e sorri com as perguntas, de quando em quando, se ainda estava lendo.
    Na verdade cada trecho, cada frase convidou-me à reflexão e pude notar a desorganização das Organizações, quando analisadas por quem é expert.
    Senti a revolta (e também me revoltei) na crítica aos colegas. Vi o desespero de quem sente a vida escapando e o socorro falhando.
    Hoje parece que aqueles momentos cruciais já passaram; mas nunca passarão. Nunca sairão da lembrança.
    Alguém poderia dizer: “Tudo vai bem quando acaba bem”; mas as cicatrizes (todas) estarão sempre lembrando o acontecido.
    Sei que, naqueles momentos, a gente se torna frágil, angustiado e dependente.
    Nessa hora é fundamental o apoio dos familiares. Certamente que o amor e a admiração que tinhas para com tua esposa e os filhos agora serão misturados à gratidão. Na hora crítica (em famílias bonitas como as nossas), todos sofrem e choram na expectativa do que possa acontecer. Se emocionam com qualquer sinal de melhora.
    Bem, o texto é filosófico, profissional, crítico e tem significativa preocupação com o social. Se os colegas tomarem conhecimento, talvez repensem a medicina.
    Acho que merece ser publicado em revista do Conselho.
    Parabéns!

    • romacof Says:

      Agradeço os comentários amáveis. Quanto ao publicar no Conselho não acho uma boa idéia!! Eles iriam uivar! Mandei um e-mail ao Scliar que é amigo da Anna Maria (minha cardiologista) Não mandei a carta – é muito longa. Se ele quiser o Cágado Xadrez está lá. Apenas expus a minha esperança de que pelo menos estes dois colegas comunguem da idéia de que a medicina deve ser sentida antes de ser uma investida comercial. Apelei um pouco para o seu caráter de formador de opinião e pedi que defenda esta bandeira: ” Faça medicina para atacar o mal do paciente e não para atacar o bolso do paciente” (as vezes minha fé nas pessoas chega a ser infantil, mas…!). Um abraço. Tenho grande apreço pelo amigo.

  3. amilcarcsoares Says:

    Ronaldo.
    Li o teu artigo procurando o teu Email no GOOGLE,
    para te comunicar da nossa comemoração de formatura.
    Achei o teu ponto de vista muito lúcido(já estive
    várias xs dos 2 lados,não é fácil).Continuas com a
    tua ironia fina,e isto é bom,nem tudo passa.Lembrei
    de EU,NERO,ORDENO, e do São João.Senti saudades dos
    colegas e amigos.
    Abraços.
    Amilcar.

    • romacof Says:

      Velho Amílcar! Saudades! Meu padrinho de casamento (do primeiro ou do segundo?). (Eu, Nero, Ordeno!). Que memória! Esta é do baú. Sei da festa de formatura. Tenho recebido e-mails constantes com fotos de pessoas que eu já não conheço, mas que devem ser meus íntimos e velhos amigos pela quantidade de barbaridades que dizem a meu respeito. Confesso que se eu for à citada festa revê-lo será um dos raríssimos motivos. Não me dou muito bem com a classe. Todos que encontrei após estes 35 anos se parecem muito com médicos, e a metoclopramida me causa reação extrapiramidal. Muitos com o rei na barriga. Humanidade rasteira. Rapinagem em alta. Pessoas que consideram os pacientes como ótima fonte de renda. Alguns até políticos! Mas o que é que eu queria tratando-se de seres humanos. Talvez eu vá a festa, só para ver o que o tempo fez com você. Caso eu não vá, erga, por mim, a mão direita, bem alto, com todos os dedos fechados, menos o 3º, este em riste, e… esquece! Apareça por aqui. Seu comentário será sempre bem vindo. O Cágado Xadrez é onde elimino o acúmulo de gases do ângulo esplênico. Um abraço.

  4. Li Says:

    Pra tu veres como são as coisas,fico muito feliz de ter passado mal no Nordeste e não no Rio Grande do Sul.

    Aqui fui super bem atendida pelo SUS.
    Me recuso a pagar plano de saúde.

    Confio no poder divino que nos protege,rs.

    Segundo o cardiologista, o último que me atendeu,estou sendo muito bem cuidada.

    Graças a Deus !

    Se os médicos são atendidos desta forma,nem ouso imaginar os infelizes que nada entendem,
    nem de medicina,nem dos próprios direitos.

    Acho que ages certo,para que se misturar com gente que quer falar uma língua diferente ?

    Tem pessoas que só entendem o que eles msmos falam,rs.

    Parabéns pela coragem !

  5. Élio Rolim Says:

    Ronaldo meu caro.
    Tenho lido tuas publicações.
    Me alegra lembrar um momento “Col.São João”
    Mando um Feliz Natal para ti e tua família.
    Saudações amigas
    Élio Rolim

    • romacof Says:

      Feliz Natal Dom Élio. Obrigado pela visita ao Cágado. Os apartes do amigo serão sempre bem vindos. Tenho acompanhado a troca de e-mails entre os são joaninos. Quanto tempo faz isto? Quarenta anos? Um pouco mais? Estamos ficando usados! Saudações.

  6. Élio Rolim Says:

    Prezado Ronaldo.
    Quando mesmo foi tua experiência com as Pontes(3)e as dores anginosas ? Fez IAM ou teve uma Síndrome Intermediária, e o procedimento posterior ?
    Neste ano de 2010 ?
    Vou ousar dizer, parafraseando Nathaniel Hawthorne, que:
    “A felicidade é uma borboleta que, quando você persegue, sempre está mais longe do seu alcance. Mas se você se senta e ficar quieto uns momentos, pode ser que pouse em seu ombro”
    Be Happy
    Élio

    • romacof Says:

      Como o importante é manter o estilo, mesmo quebrando a cara, senti a mangueira entrando na avenida femural na terça de carnaval, e no mesmo dia eu era um feliz portador de 3 pontes. Como tenho uma ótima pontaria isto tudo ocorreu deitado na UTI do Instituto de Cardiologia, em 2009. Não entendo de borboletas, mas sei que perdi a felicidade quando descobri que não poderia nem ser um sábio e nem um ignorante. Tenho sentado quieto por muitos momentos, mas leio jornais, vejo TV, e ouço queixas. Com um barulho destes as borboletas não pousam.


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