A Bolsa-BNDES

Publicado 20/09/2016 por romacof
Categorias: Política, Realidade

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“As delegações do Equador, Venezuela, Costa Rica e Nicarágua deixaram o debate da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nesta terça-feira (20), como forma de protesto, durante o pronunciamento de Michel Temer. Os representantes da Bolívia e de Cuba nem entraram no salão para ouvir o discurso.” Podemos compreender perfeitamente a coerência dos representantes desses países.  Citando algumas obras como ponta do iceberg, quase todas sob a responsabilidade da Odebrecht, as cifras lidas como milhões ou bilhões de dólares, temos as hidroelétricas Manduriacu e San Francisco, no Equador, financiadas por 124,8 milhões (90 via BNDES) e 243 milhões; duas linhas do Metrô de Caracas, na Venezuela de Maduro, assim como a segunda ponte sobre o rio Orinoco, que receberam, respectivamente, 732 milhões e 1 bilhão e 200 milhões (sendo 300 pelo BNDES); a hidroelétrica de Tumarín, na Nicarágua, com 1 bilhão e 100 milhões (343 pelo BNDES) (esta sob os olhos da Queirós Galvão); o Projeto Hacia el Norte, na Bolívia, por 199 milhões, também pela Galvão, e o Porto Mariel, em Cuba, (de volta à Odebrecht), por 957 milhões (682 via BNDES). (Aparentemente não caberia dizer, aqui, que o BNDES financiou mais de 50 bilhões de dólares em obras no exterior, em sua maioria na África e na América Bolivariana, brindando preferencialmente ditaduras ou governos com tendências socialistas, numa proporção nitidamente desvantajosa para o nosso próprio país, mas não posso deixar de aproveitar o momento para fazer o registro…!)

Volto à afirmativa feita no início: podemos compreender perfeitamente a coerência dos representantes desses países. Eles eram obrigados a demonstrar a indignação pela perda da Bolsa-BNDES com que o lulupetismo os beneficiava.

Em tempo: O dito acima não significa que o discurso de Temer deva ser aplaudido e os crimes dos cúmplices ocasionais devam ser perdoados. Os pescoços são muitos e a guilhotina é lenta. Ela só não pode perder o fio.

Conclusões sobre as últimas e incríveis aulas da democracia

Publicado 01/09/2016 por romacof
Categorias: Leis, Listas, Política, Realidade

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  1. Mesmo havendo “uma ampla e irrestrita (e prolongada) defesa” no impedimento de um presidente, o processo ainda é considerado um golpe parlamentar.
  2. Estelionato eleitoral não é considerado crime por 30% do país, em nossa democracia representativa.
  3. A Constituição vale menos do que o Regimento do Senado.
  4. A preposição “com”, usada no parágrafo único do Artigo 52 da Constituição, perdeu o significado de conexão entre dois elementos, o antecedente e o consequente, ou, também denominados, (o primeiro) regente, ou aquele que impõe um regime, e (o segundo) regido, ou aquele que cumpre um regime, caracterizando uma  inequívoca relação de causa e efeito ou indissolubilidade. A partir do dia 31.08.16 a preposição “com” perde o seu significado original para se adequar à interpretação dada ao parágrafo único do artigo 52 da Constituição, e passa a significar qualquer coisa, ao gosto ou ao interesse político da ocasião.
  5. Em sequência à expressão “Todos são iguais perante a lei,” no artigo 5º da Constituição, devemos adicionar o texto “exceto o Presidente,”, para adequar a Constituição e atender os interesses, ou salvaguardar os direitos, de um presidente destituído, ou de outros, com grandes possibilidades de serem punidos por crimes de corrupção.
  6. O descarado corporativismo brasileiro conseguiu a consagração! Sob os nossos narizes, com televisionamento para o mundo todo, Calheiros brandiu a Constituição com o aval torto de Lewandowski, e pariu os desvios necessários para estabelecer os precedentes que vão acomodar os corruptos futuramente enquadrados pela Lava-Jato. Cunha e outros bandidos bateram palmas, felizes!
  7. Uma lei cheia de buracos sempre vai permitir que os ratos escapem.

A falência do Estado

Publicado 26/08/2016 por romacof
Categorias: Política, Realidade

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O Estado é uma entidade necessária, gerada pelos grandes agrupamentos humanos. O indivíduo é frágil. O Estado é forte. O individuo está desarmado e desprotegido. O Estado toma para si a obrigação de proteger o indivíduo. O estado dispõe de equipamentos, leis e mecanismos para exercer essa tarefa. A função protetora do Estado, para os indivíduos que vivem e trabalham e sustentam o próprio Estado, é considerada a principal justificativa para a existência desse Estado. Quando o Estado perde a capacidade de proteger o indivíduo, ele está funcional e moralmente falido.
A criminalidade cruenta e sem freio, com assassinatos sob os olhos impotentes ou indiferentes do Estado, onde qualquer bandido armado tem mais poder que o Governador, é uma declaração de que essa entidade, o Estado, abriu mão de sua razão de existir e declarou sua incompetência. Vamos esperar um cadáver em cada uma de nossas casas, antes de dizer um basta? Acorda Rio Grande!

Murphy , a onça e as Olimpíadas

Publicado 22/06/2016 por romacof
Categorias: Realidade

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Segundo a lei de Murphy, “se alguma coisa pode dar errado, dará, e dará errado da pior maneira, no pior momento, de forma a causar o maior dano possível.” Embora pareça uma apologia ao pessimismo, essa lei, na verdade, aconselha cuidados redobrados para que a pior probabilidade seja minimizada. Nesse aspecto, os que expuseram um animal não domesticável – na passagem da tocha olímpica por Manaus – podem festejar, pois a onça Simba não atacou uma criança e a pistola, que remendou o problema, não falhou. A notícia deu a volta ao planeta e foi adicionada à atual montanha das que nos apresentam como piadas globais. Nós culpamos e executamos a natureza por nossa incapacidade de minimizar a pior probabilidade. Nessa hora, o velho Murphy diria: “Aquela onça, ali, foi uma idiotice pequena! A grande foi agendar uma olimpíada, sem dinheiro para manter a segurança numa das cidades mais violentas do mundo… se essa onça se soltar não há pistola que resolva!”

Eleições chegando!

Publicado 15/06/2016 por romacof
Categorias: Política

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Eleições chegando! Aquele processo crônico que nos obriga a escolher o menos pior e depois nos responsabiliza (e onera) pela incompetência dos eleitos.  Só os inocentes não percebem que esse sistema ultrapassado parirá sempre o mesmo ovo podre. Nada melhor virá dessa corporação corrupta. Quem trabalha e move o país observa impotente a alternância das gangues que comandam e fazem conchavos em nome da governabilidade. Não sejamos ingênuos! Esse penico nunca ficará limpo! Os representantes da tal democracia representativa não vão mudar o jogo que os enriquece. Essa reforma política jamais partirá da classe política atual ou da que for eleita pelo sistema atual. A reforma deve ser democrática e obedecer ao livro esquecido que diz que “todo poder emana do povo”. Votar no sistema atual é o mesmo que dizer: “Sim! Eu concordo com essa mecânica corrupta e aceito o meu papel de cúmplice!” Isso é Democracia? Você vai continuar votando?

Pongo disse:

Publicado 19/05/2016 por romacof
Categorias: Divergência, Lascas, Lendas, Pongo, o orangotango vesgo., Religião

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 “Pensem um pouco comigo… Todas as indicações apontam para um processo evolutivo-seletivo. E, pelos exemplos que dispomos, esse processo é proativo, progressivo, construtivo e protetor da prole e do genoma. Local e circunstancialmente há desacordos sobre a proteção do habitat, quando interesses individuais sobressaem e nesse momento o substrato sofre, mas, não podemos negar, até criaturas primitivas como os humanos criam fóruns de discussão e procuram acordos que impeçam um suicídio coletivo. Se esse acordar não está acontecendo por motivos altruístas e transcendentais pelo menos está acontecendo por puro instinto de sobrevivência. E este instinto, convenhamos, é fundamental para o indivíduo e para a espécie. Se ele não existisse, ou se todo o processo evolutivo fosse bizarramente destrutivo, a espécie já teria sido aniquilada há muito tempo.

Claro que o fim dos humanos pode acontecer a qualquer momento por motivos variados, como bruscas oscilações do tempo ou da mecânica universal, independentes dos esforços errôneos e indisciplinados dos próprios interessados. Alguém dirá: “Qual teria sido o propósito de nossa existência se isso acontecesse?” E eu pergunto: “Porque deveria existir um propósito?” Mesmo porque, para haver um propósito dessa dimensão, deveria haver uma dimensão propositora adequada, e essa visão subverteria o questionamento aqui apresentado…!

Voltando, podemos pressupor que, se uma catástrofe cósmica não aniquilar os humanos, digamos, amanhã ou em um milhão de anos, o processo (evolutivo-seletivo-construtivo) que envolve a espécie continuará…

Como se sabe o universo é velho, o que lhe confere paciência. Mas, mesmo sendo velho, ainda é, paradoxalmente, jovem. O paradoxo existe somente para os nossos olhos, já que a nossa existência, como espécie, é um piscar de olhos quando a comparamos com o todo.

No desenrolar da história universal aparecerão outras espécies cognitivamente capazes e empenhadas numa luta evolutiva. Um dia, muito distante no tempo, a somatória dos processos evolutivos vai gerar uma consciência que, sob qualquer ótica ou julgamento de um humano atual, seria indistinguível de um deus. Se a espécie humana fará parte dessa somatória passa a ser assunto de uma especulação quimérica sobre esoterismo e mérito. Então poderíamos afirmar, muito, muito retroativamente que, hoje, deus está nascendo, e que, quando o universo atingir a maximização da entropia, como qualquer coisa que se apoie em energia, dizer, num átimo, após uma quase eternidade de observação e análise, sabendo-se, afinal, o princípio e o fim:  “Faça-se a luz!”, para que o ciclo continue.”

 

 

Pedalada

Publicado 16/04/2016 por romacof
Categorias: Política, Realidade

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Todos já entenderam que pedalada é uma forma macia de apelidar uma colossal maquiagem contábil. Hoje uma pedalada pode ser traduzida como desemprego para 10 milhões de humilhados e inadimplência para 30 milhões de indignados .

FHC pedalou 2 bilhões e Lula 19,5 bilhões. Ou seja: os dois, juntos, pedalaram 21,5 bilhões em 16 anos de governo. Uma média de 1,3 bilhões por ano. Dilma pedalou, sozinha, em 5 anos, 179,4 bilhões. Uma média de 35,8 bilhões por ano.

Comparando o tamanho dos pecados (1,3 por ano e 35,8 por ano), dá para entender essa questão do golpe-impeachment como resultado da goleada que Dilma aplicou em FHC e Lula.

Vamos arredondar o placar para VINTE SETE a UM.

Isso que é saber pedalar! Uma proeza digna da Pátria do “Nunca Antes Na História Desse País”. Uma conta que a próxima geração talvez consiga pagar. Realmente não há crime de responsabilidade, pois não podemos responsabilizar uma irresponsável.

Não é necessário o aprofundamento jurídico sobre a conceituação do mal feito como criminalidade ou não. Todos sabemos que as razões políticas já são suficientemente fortes. Isso se democracia é um sistema focado nas necessidades do povo…