A falência do Estado

Publicado 26/08/2016 por romacof
Categorias: Política, Realidade

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O Estado é uma entidade necessária, gerada pelos grandes agrupamentos humanos. O indivíduo é frágil. O Estado é forte. O individuo está desarmado e desprotegido. O Estado toma para si a obrigação de proteger o indivíduo. O estado dispõe de equipamentos, leis e mecanismos para exercer essa tarefa. A função protetora do Estado, para os indivíduos que vivem e trabalham e sustentam o próprio Estado, é considerada a principal justificativa para a existência desse Estado. Quando o Estado perde a capacidade de proteger o indivíduo, ele está funcional e moralmente falido.
A criminalidade cruenta e sem freio, com assassinatos sob os olhos impotentes ou indiferentes do Estado, onde qualquer bandido armado tem mais poder que o Governador, é uma declaração de que essa entidade, o Estado, abriu mão de sua razão de existir e declarou sua incompetência. Vamos esperar um cadáver em cada uma de nossas casas, antes de dizer um basta? Acorda Rio Grande!

Murphy , a onça e as Olimpíadas

Publicado 22/06/2016 por romacof
Categorias: Realidade

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Segundo a lei de Murphy, “se alguma coisa pode dar errado, dará, e dará errado da pior maneira, no pior momento, de forma a causar o maior dano possível.” Embora pareça uma apologia ao pessimismo, essa lei, na verdade, aconselha cuidados redobrados para que a pior probabilidade seja minimizada. Nesse aspecto, os que expuseram um animal não domesticável – na passagem da tocha olímpica por Manaus – podem festejar, pois a onça Simba não atacou uma criança e a pistola, que remendou o problema, não falhou. A notícia deu a volta ao planeta e foi adicionada à atual montanha das que nos apresentam como piadas globais. Nós culpamos e executamos a natureza por nossa incapacidade de minimizar a pior probabilidade. Nessa hora, o velho Murphy diria: “Aquela onça, ali, foi uma idiotice pequena! A grande foi agendar uma olimpíada, sem dinheiro para manter a segurança numa das cidades mais violentas do mundo… se essa onça se soltar não há pistola que resolva!”

Eleições chegando!

Publicado 15/06/2016 por romacof
Categorias: Política

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Eleições chegando! Aquele processo crônico que nos obriga a escolher o menos pior e depois nos responsabiliza (e onera) pela incompetência dos eleitos.  Só os inocentes não percebem que esse sistema ultrapassado parirá sempre o mesmo ovo podre. Nada melhor virá dessa corporação corrupta. Quem trabalha e move o país observa impotente a alternância das gangues que comandam e fazem conchavos em nome da governabilidade. Não sejamos ingênuos! Esse penico nunca ficará limpo! Os representantes da tal democracia representativa não vão mudar o jogo que os enriquece. Essa reforma política jamais partirá da classe política atual ou da que for eleita pelo sistema atual. A reforma deve ser democrática e obedecer ao livro esquecido que diz que “todo poder emana do povo”. Votar no sistema atual é o mesmo que dizer: “Sim! Eu concordo com essa mecânica corrupta e aceito o meu papel de cúmplice!” Isso é Democracia? Você vai continuar votando?

Pongo disse:

Publicado 19/05/2016 por romacof
Categorias: Divergência, Lascas, Lendas, Pongo, o orangotango vesgo., Religião

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 “Pensem um pouco comigo… Todas as indicações apontam para um processo evolutivo-seletivo. E, pelos exemplos que dispomos, esse processo é proativo, progressivo, construtivo e protetor da prole e do genoma. Local e circunstancialmente há desacordos sobre a proteção do habitat, quando interesses individuais sobressaem e nesse momento o substrato sofre, mas, não podemos negar, até criaturas primitivas como os humanos criam fóruns de discussão e procuram acordos que impeçam um suicídio coletivo. Se esse acordar não está acontecendo por motivos altruístas e transcendentais pelo menos está acontecendo por puro instinto de sobrevivência. E este instinto, convenhamos, é fundamental para o indivíduo e para a espécie. Se ele não existisse, ou se todo o processo evolutivo fosse bizarramente destrutivo, a espécie já teria sido aniquilada há muito tempo.

Claro que o fim dos humanos pode acontecer a qualquer momento por motivos variados, como bruscas oscilações do tempo ou da mecânica universal, independentes dos esforços errôneos e indisciplinados dos próprios interessados. Alguém dirá: “Qual teria sido o propósito de nossa existência se isso acontecesse?” E eu pergunto: “Porque deveria existir um propósito?” Mesmo porque, para haver um propósito dessa dimensão, deveria haver uma dimensão propositora adequada, e essa visão subverteria o questionamento aqui apresentado…!

Voltando, podemos pressupor que, se uma catástrofe cósmica não aniquilar os humanos, digamos, amanhã ou em um milhão de anos, o processo (evolutivo-seletivo-construtivo) que envolve a espécie continuará…

Como se sabe o universo é velho, o que lhe confere paciência. Mas, mesmo sendo velho, ainda é, paradoxalmente, jovem. O paradoxo existe somente para os nossos olhos, já que a nossa existência, como espécie, é um piscar de olhos quando a comparamos com o todo.

No desenrolar da história universal aparecerão outras espécies cognitivamente capazes e empenhadas numa luta evolutiva. Um dia, muito distante no tempo, a somatória dos processos evolutivos vai gerar uma consciência que, sob qualquer ótica ou julgamento de um humano atual, seria indistinguível de um deus. Se a espécie humana fará parte dessa somatória passa a ser assunto de uma especulação quimérica sobre esoterismo e mérito. Então poderíamos afirmar, muito, muito retroativamente que, hoje, deus está nascendo, e que, quando o universo atingir a maximização da entropia, como qualquer coisa que se apoie em energia, dizer, num átimo, após uma quase eternidade de observação e análise, sabendo-se, afinal, o princípio e o fim:  “Faça-se a luz!”, para que o ciclo continue.”

 

 

Pedalada

Publicado 16/04/2016 por romacof
Categorias: Política, Realidade

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Todos já entenderam que pedalada é uma forma macia de apelidar uma colossal maquiagem contábil. Hoje uma pedalada pode ser traduzida como desemprego para 10 milhões de humilhados e inadimplência para 30 milhões de indignados .

FHC pedalou 2 bilhões e Lula 19,5 bilhões. Ou seja: os dois, juntos, pedalaram 21,5 bilhões em 16 anos de governo. Uma média de 1,3 bilhões por ano. Dilma pedalou, sozinha, em 5 anos, 179,4 bilhões. Uma média de 35,8 bilhões por ano.

Comparando o tamanho dos pecados (1,3 por ano e 35,8 por ano), dá para entender essa questão do golpe-impeachment como resultado da goleada que Dilma aplicou em FHC e Lula.

Vamos arredondar o placar para VINTE SETE a UM.

Isso que é saber pedalar! Uma proeza digna da Pátria do “Nunca Antes Na História Desse País”. Uma conta que a próxima geração talvez consiga pagar. Realmente não há crime de responsabilidade, pois não podemos responsabilizar uma irresponsável.

Não é necessário o aprofundamento jurídico sobre a conceituação do mal feito como criminalidade ou não. Todos sabemos que as razões políticas já são suficientemente fortes. Isso se democracia é um sistema focado nas necessidades do povo…

Direitos e deveres.

Publicado 09/04/2016 por romacof
Categorias: Leis, Realidade

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Direitos e deveres. Embora pareçam antagônicas essas duas ideias são os dois lados da mesma moeda. São citadas quando se define cidadania. São colocadas sempre juntas, como peças que completam um quebra-cabeça. São como a ação e a reação, opostas e contrárias, que determinam o equilíbrio social. Tenho o dever de aceitar os seus direitos, assim como você tem o dever de aceitar os meus. Sou livre, tenho o direito, de ir enquanto não violar os seus direitos ou sua liberdade. Você é livre, tem o direito, de vir enquanto não violar os meus direitos ou minha liberdade. O meu direito implica num dever seu, e vice-versa. O direito de um cidadão sempre implicará na obrigação de outro cidadão. O conjunto desses direitos e deveres permite que uma pessoa viva em sociedade.

Quando se fala em igualdade está se falando do pleno direito e do pleno cumprimento do dever. Quando isso acontece temos uma regra ideal para o convívio em sociedade. Há cidadania. E há, realmente, liberdade, pois onde todos têm seus direitos respeitados e todos cumprem os seus deveres, cada um está sendo livre para ir até onde começa a liberdade do outro. E haverá, realmente, fraternidade, pois onde todos cumprem os seus deveres, o maior auxilia o menor a crescer.

Parece fácil gritar e reclamar sobre direitos. Você já viu alguém perguntando sobre os próprios deveres?

Quando se procura nos meios de informação disponíveis uma citação ou uma conceituação de dever, esbarramos numa grande pobreza descritiva. Mesmo em visita ao Artigo 5º da nossa Constituição só se ouvirá falar de direitos. Há longos trechos sobre os direitos de defesa, sobre penalidades pelo descumprimento da lei, sobre direito de propriedade, sobre direito adquirido, sobre abuso de poder, sobre habeas-corpus e por aí vai, mas só encontrará a palavra dever no título: “Dos direitos e DEVERES individuais e coletivos”. No restante do texto a palavra dever é gritantemente esquecida, como um conceito incômodo, ou uma aberração tolerada somente no título. Um dicionário, em linhas gerais, dá, como sinônimos, obrigação ou responsabilidade. Prefiro responsabilidade, embora o sentido de obrigação moral também possa espelhar o sentido de dever. O conceito de responsabilidade guarda o sentido de resposta e promessa. Uma posição se ganhou, ou conquistou, e sobre isso se deve responder. Se deve corresponder. Quem corresponde foi fiel à promessa implícita no recebimento da responsabilidade. Quem é responsável deve algo. É um dever. Quem está sob a responsabilidade de alguém espera e merece usufruir da visão, ou da habilidade, ou do poder, de quem é responsável. É um direito. Nessa complementação reside o sentido de fraternidade.

Tento imaginar alguém questionando a afirmação de que há promessas não verbalizadas embutidas em todas as responsabilidades. Se um indivíduo conquistou por seus méritos uma posição de responsabilidade, ele prometeu e deve respostas. Se alguém, por meus lícitos, herdou uma posição de responsabilidade ou foi eleito numa democracia representativa, igualmente, deve respostas. Todos os atos devem ser responsáveis. Não importa se a responsabilidade de um é posicionar corretamente um tijolo sobre o outro ao erguer uma parede e a responsabilidade do outro é governar um país; todos devem uma resposta sobre seus atos e essa dívida é diretamente proporcional à responsabilidade de cada um.  A aceitação desse princípio faz parte do entendimento do único significado que a palavra dever tem. Qualquer outro nega a cidadania, nega a democracia, nega a igualdade, e nega a humanidade. Pelo menos a humanidade que todos queremos.

“Liberté, Egalité, Fraternité”

Publicado 02/04/2016 por romacof
Categorias: História, Leis, Política, Realidade

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As palavras “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, verbalizadas dentro de um contexto histórico tenso, mergulhado em conflitos, que não atendia à vontade e aos interesses da maioria, tornou-se o lema da Revolução Francesa, que rompia com o modo de pensar da época, e expressavam o ideal a ser perseguido pela nascente República Democrática.

No entanto, como ainda hoje elas são tomadas como slogan toda vez que uma democracia balança, cada uma das palavras pede uma reflexão, para que esses conceitos não passem de uma bandeira inútil que se pretende fincar numa terra inatingível. É necessário que todos os elementos que compõem a sociedade moderna, sem distinção social, cultural, ou econômica, entendam o significado de cada uma daquelas palavras. Ou isso, ou elas nada significam.

Alguns ainda confundem liberdade com a liberdade total, sem limites, que nega o espaço alheio, embora a velha máxima que coloca a liberdade individual como um território limitado pelas liberdades daqueles com quem interagimos, seja um conceito filosófico primário e inquestionável.

Nesse quesito evoluímos muito, mas ainda há pessoas, de qualquer idade, vivendo como escravas, ou chantageadas, ou pressionadas, ou sem voz, ou sem representatividade, ou sem direitos… e aqui podemos notar que o conceito de liberdade se confunde com o de igualdade! Se realmente todos fossem iguais perante a lei, não poderíamos dizer que há pessoas que não são livres porque os seus direitos não são respeitados.

O fato de quase todos entenderem o sentido e os limites da liberdade não equivale dizer que todos entendem o sentido de igualdade!

Na verdade, a igualdade ampla não existe. Na prática as pessoas não são iguais! Duas pessoas quaisquer são diferentes em todos os aspectos em que dois seres humanos podem ser diferentes, mesmo que sejam gêmeos idênticos. Entre as populações que somam os sete bilhões existentes no planeta há abismos socioculturais e econômicos e, se entrarmos no âmbito das escolhas individuais, as diferenças podem somar sete bilhões.

Então, quando falamos de igualdade deve ser de outra coisa que estamos falando, pois todos nós somos diferentes e nunca vamos deixar de ser. Aliás, essa desigualdade é um dos fatores necessários e fundamentais no jogo combinatório que permite tanto a evolução como o desenvolvimento da espécie.

A igualdade citada no slogan diz respeito a duas palavras, que, combinadas, também são senso comum, também negado pelos mesmos que entendem a liberdade como algo sem limites, e que quase chegam a ser uma redundância do conceito de liberdade: direitos e deveres.

Dizer que todos têm diretos e deveres é como fazer eco aos que dizem que a liberdade é limitada pela liberdade do outro. As duas coisas são a mesma coisa. Se cada um respeitar o direito do outro e cumprir o seu dever, os dois serão livres. Se os dois exercerem a sua liberdade sem ultrapassar a liberdade do outro, os dois serão iguais.

Na prática a sensação de liberdade-igualdade é bastante difusa e nem sempre perceptível, pois as grandes populações necessitaram de classes gerenciais, e, ao “contrata-las”, segundo os mecanismos próprios das democracias, aceitaram a tutela dessas classes. E, no regramento do convívio de tantas pessoas tão diferentes, para que elas se sintam livres e iguais, observamos que aqueles que fazem as regras se protegem, passando a dosar a liberdade para os outros, mas mantendo limites bastante elásticos para si próprios, numa distorção do significado de democracia e da universalidade dos deveres e direitos. Logo, a sensação é de que não existe essa igualdade cantada, o que compromete também a liberdade, já que ambas são indissociáveis.

Qual são os direitos e os deveres de um Grande Homem? Qual são os direitos e os deveres de um João Ninguém? Não confundindo liberdade com o desejo de tê-la, podemos considerar que os limites da liberdade de um são exatamente os mesmos limites da liberdade do outro. Já os direitos de ambos são modificados pelos atributos agregados a cada um, mesmo não desrespeitando a liberdade do outro. O Grande Homem pode possuir um bem graças a esses atributos, enquanto o João Ninguém não pode. Mas não podemos dar a todos as mesmas posses e não podemos tirar as posses de quem já as tem, da mesma forma que não podemos respeitar a liberdade de uns desrespeitando a liberdade de outros. A uniformização, ou a tentativa de persegui-la é um processo impossível a curto e médio prazo para essa espécie, pois dentre os atributos avaliáveis para cada indivíduo precisamos levar em conta inúmeros fatores imateriais tais como merecimento, capacidade e aproveitamento… Não adianta tirar metade dos pincéis de um pintor para dá-los ao vizinho que não tem pincéis se o trabalho do vizinho é desentupir fogões. A única coisa que permite um equilíbrio razoável até esse ponto é a aceitação tácita que cada um tem de suas limitações. Os direitos que cada um requer para si costumam estar suficientemente enquadrados numa visão realística das próprias perspectivas.

Já quando falamos em deveres a percepção é diferente! Parece evidente que, em consequência das desigualdades, os deveres do maior são igualmente muito maiores. Aqui algumas correntes pensam assim: quem mais têm mais deve dar, quando não é possível dizer: quem menos tem mais deve tirar, pois o ter é também reflexo do esforço para ter e até que se prove que o ter é imerecido ninguém pode determinar uma regra que uniformiza a posse sem uniformizar  o merecimento. Mas podemos dizer assim: quem mais pode, mais deve. Quem pode muito tem obrigação de entender as necessidades do menor, tem obrigação de ensinar ou promover o ensinamento, e tem a obrigação de promover a fraternidade. Enfim chegamos ao conceito mais difícil da tríade de palavras que compõe o lema tão gritado: Liberdade, Igualdade, e Fraternidade.

Sabemos que frequentemente a fraternidade não é exatamente fraterna mesmo entre irmãos, ou entre familiares muito próximos, mesmo com todo instinto do “gene egoísta” que nos incita a defender a própria carga genética, ou ao entorno, com o qual a nossa prole tem possibilidades de coexistência. Mas, por outro lado, contrariando a animalidade latente do ser humano, observamos indivíduos abandonando sua zona de conforto e se engajando em programas do tipo Médicos Sem Fronteiras. No contexto, são contradições! Há pessoas que tentam ajudar desconhecidos do outro lado do planeta. Há populações corroídas pela fome e pelas doenças que contam com essas contradições. Percebe-se que esse tipo de fraternidade é de uma qualidade mais sutil. Ela nasce de uma bondade que não é comum a todos.

Mas quando falamos da fraternidade do slogan falamos de um outro tipo de fraternidade. Assim como a igualdade é um desdobramento, um pouco mais refinado, da liberdade. A fraternidade nasce do reconhecimento de um dos parâmetros da igualdade: o cumprimento do dever.

Podemos até decretar a partir de agora: a liberdade e os seus limites estão definidos legalmente. Da mesma forma, os direitos, embora não possam ser universalizados, o que seria uma regra utópica, serão enumerados e compreendidos, desde os primários, necessários para que a dignidade não morra, até onde for possível comungar os desejos com a realidade. Mas e os deveres? Eles não são muito bem aceitos pela maioria. A regra geral é a de que deveres são coisas que os outros precisam cumprir. Desta forma parece que enterramos as linhas gerais da aplicabilidade da fraternidade como parte de um lema comum a todos da espécie. Pois a fraternidade exige que haja a aceitação, por cada um, de seus próprios deveres, proporcionais aos atributos já repetidos: sociais, culturais e econômicos.

Aquela fraternidade amorosa ou espiritual é algo que até existe, mas se encontra vários passos a frente do nosso atual estágio evolutivo. Ela não é instintiva. Ela abafa a competição natural. Ela vai no sentido contrário do instinto de sobrevivência. O seu arremedo, ou a fraternidade do slogan, requer que todos sejamos unânimes em respeitar o princípio que diz: temos deveres, proporcionalmente à nossa capacidade, e devemos cumpri-los. Não havendo cumprimento deste princípio, em sociedade, o que vemos não é fraternidade, mas uma tolerância forçada, cheia de remendos, que se rompe frequentemente, e que pode tanto ser ignorada, quando não há choro, ou se transformar em conflito, quando as reivindicações aparecem.

Alguém dirá: mesmo sendo uma tolerância rota, ela deveria ser enfiada goela abaixo, para que tenhamos algo o mais próximo possível da fraternidade. Mas nós não funcionamos assim. Até atendemos a apelos, doe para a Campanha do Agasalho, participe do Criança Esperança, ajude os desabrigados, adote um estudante, e a lista é infinita, mas, lá no fundo permanece o sentimento de que tudo isso poderia ser mais leve se nós vivêssemos num mundo em que todos cumprem o se dever, pois essa é a cola que completa o conceito e gera a fraternidade possível. E parece simples…

Num mundo em que todos cumprem os seus deveres, os direitos passam a ser óbvios, a fraternidade torna-se palpável, e só então poderemos dizer que somos livres ou realmente iguais ou, para os parâmetros humanos, o mais próximo disso possível…  Mas não basta só o João Ninguém cumprir os seus deveres. Ou todos cooperam com o João, ou estamos vivendo uma grande mentira.


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